segunda-feira, 6 de julho de 2009
ORAÇÃO DA MANHÃ
albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com
Senhor, Tu amaste-me desde sempre
E o Teu amor por mim chamou-me à vida.
Em Teu Filho Jesus Cristo
Fizeste-me Teu filho e herdeiro do Teu Reino.
Tu conheces toda a minha vida
E penetras os meus pensamentos e sentimentos.
Em Ti me movo, existo e sou
E sem Ti nada posso fazer.
Tu me acompanhas no meu caminho
E o Teu olhar amigo segue os meus passos.
Se subo à montanha, lá Te encontro,
Se vou até à praia, Tu lá estás.
Se me fecho no meu quarto, lá Te encontro,
Se convivo com os meus amigos, Tu lá estás.
Ainda que queria esquecer-me de Ti
Ainda que tente fugir da Tua presença
O Teu amor é mais forte que o meu desatino.
Em cada momento da minha história
Em cada circunstância da minha vida,
Sinto-me envolvido no Teu amor e fidelidade.
Acompanha-me também
A Tua e minha Mãe
Por isso digo:
Avé Maria, cheia de graças…
Santa Maria…
(Fonte fransciscana)
terça-feira, 30 de junho de 2009
FÉRIAS, SOLIDARIEDADE, SILÊNCIO, ORAÇÃO
A ti que passas por este blogue, faço-te um convite: aproveita as férias para seres útil aos outros. A maior alegria e felicidade não é preocupar-se connosco, com a nossa vida, prazeres, gozos, mas a maior alegria de uma vida inteira é tentar fazer os outros felizes.
Quem só se preocupa consigo mesmo, dificilmente será feliz.
Quem se isola num quarto, com um telemóvel, televisão, computador, etc, torna-se egoísta, vazio
e a sua vida será banal e com pouco sentido.
Podes ajudar os pais em casa na cozinha, no jardim, no campo, nas limpezas.
Podes ajudar pessoas amigas, idosos, doentes.
Podes dar mais tempo aos outros: ajudar numa instituição de solidariedade social.
Podes participar mais na vida religiosa da tua Igreja.
Podes fazer silêncio, rezar, falar com Deus como quem fala com um amigo.
Podes ler bons livros, boas revistas, cultivar-te.
Contempla as estrelas, a lua, o sol, os montes, os vales, o mar, o rio, as plantas, os animais e vê tudo isso como uma pegada de Deus, um acto de amor de Deus por ti.
contempla a natureza nas férias e reza pela beleza, pela ordem, pela harmonia das coisas e diz: Meus Deus, como sois grande, belo, bom. Muito obrigado por tudo o que criaste e que eu posso
gozar.
Aproveita as férias sendo útil aos outros.
Muita gente mete-se em vícios porque a sua vida é vazia, nada faz pelos outros.
As férias são uma boa oportunidade para
Boas férias e um grande abraço deste irmão em Cristo:
P. Albano Nogueira
quarta-feira, 24 de junho de 2009
ANO SACERDOTAL 3
Por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, Bento XVI anunciou esta manhã que, de 19 de Junho de 2009 a 19 de Junho de 2010, se realizará um especial Ano Sacerdotal, que terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".
Segundo comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Santo Padre abrirá este Ano presidindo a celebração das Vésperas, em 19 de Junho, solenidade do Santíssimo Coração de Jesus e Dia de santificação sacerdotal, na presença da relíquia de Cura d'Ars trazida pelo Bispo de Belley-Ars. Bento XVI encerrará o Ano em 19 de Junho de 2010, participando de um "Encontro Mundial Sacerdotal" na Praça S. Pedro.
Ainda de acordo com o comunicado, durante este Ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney "Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo". Além disso, será publicado o "Directório para os Confessores e os Directores Espirituais", junto a uma colectânea de textos do Santo Padre sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época actual.
A Congregação para o Clero, em parceria com os Ordinários diocesanos e os Superiores dos Institutos religiosos, será o encarregado de promover e coordenar as várias iniciativas espirituais e pastorais. A finalidade deste Ano é ressaltar sempre a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea, como também a necessidade de potencializar a formação permanente dos sacerdotes, relacionado-a com a formação dos seminaristas.Por esta razão iremos publicar no Jornal da Igreja Nova textos sobre este assunto até para ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens e os pais a perceberem a beleza e a grandeza da vocação sacerdotal como seguimento e imitação de Jesus Cristo o Bom Pastor que nos conduz a todos para a felicidade do Reino de Deus.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
ANO SACERDOTAL 2
Começa hoje, 19 de Junho, dia do Sagrado Coração de Jesus, o Ano Sacerdotal decretado pelo Papa Bento XVI.
Vai ser um ano para toda a Igreja Católica reflectir sobre esta vocação tão importante a que alguns homens são chamados (para já o sacerdócio na Igreja Católica é só para homens).
Os sacerdotes vão reflectir sobre a sua missão tão importante e tão necessária.
Mais importante do que o “agir sacerdotal” (exterior) é o seu “ser sacerdotal” (interior).
Agir em vez de Cristo,
Pregar em vez de Cristo,
Reunir o Povo de Deus em vez de Cristo,
Presidir à Assembleia em vez de Cristo,
Baptizar em vez de Cristo,
Perdoar em vez de Cristo,
Abençoar em vez de Cristo,
Ungir em vez de Cristo,
Consagrar o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Jesus em vez de Cristo
O jovem é chamado à vida sacerdotal para emprestar todo o seu ser a Cristo:
- A sua inteligência, o seu pensar,
- A sua boca, o seu falar,
- O seu coração, o seu amar,
- As suas mãos, o seu agir,
- Os seus pés, o seu caminhar,
- A sua vontade, o seu querer.
Haverá vida mais bela, mais grandiosa, mais necessária do que esta?
Ser continuador da missão salvadora e libertadora de Jesus Cristo, o Bom Pastor…
quarta-feira, 17 de junho de 2009
MANDAI-NOS MENSAGEIROS
Mandai-nos mensageiros, Senhor,
Para a terra inteira mandai-nos, ó Senhor
E o mundo cantará a Vossa glória.
1. Senhor, Vós os chamais a dar testemunho
Serem como a luz, que brilha sobre os montes.
2. Depois de conhecerem o vosso chamamento
Seguiram na alegria a vossa voz, Senhor.
3. Dai-lhes, Senhor, o gosto de sempre vos servir
De seguir vossos passos e chegar até Vós.
4. O mundo de hoje em dia procura só prazer
Que sinta em suas vidas a luz do vosso amor.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
PENSAMENTOS- I
- O povo será amigo do padre e da Igreja quando o padre se tornar amigo do povo
- Façamos tudo com boa vontade e alegria. Deus não gosta de servidores carrancudos.
- A nossa vida será árida se Deus não a regar com a Sua Graça.
- A adoração reparadora é a nossa audiência real de cada dia; é a nossa vocação.
- Sem o Trabalho as coisas úteis e agradáveis ou não existiriam ou não serviriam.
- O conhecimento da nossa debilidade conduz-nos à confiança em Deus.
- Falar com eloquência é muito bonito, mas agir com prática é muito melhor.
- Todos os acontecimentos da vida nos levam a Deus.
- Precisamos de acarinhar os jovens tanto pelo perigo que correm como pelo bem que nos trazem.
- A pesca milagrosa não se faz na sacristia mas no alto mar.
- A cada pecado a sua misericórdia.
- Façamo-nos santos e façamos santos.
- O luxo foi outrora o cancro dos ricos; hoje é a lepra dos pobres. Possuir e gozar tornaram-se os fins da vida.
- A união com Deus é o mais poderoso remédio para todos os defeitos.
- Numa alma a educação ou a cultura moral corrigem muitos defeitos.
- O carácter é a fisionomia da alma.
- Não há amor sem dor.
- Deus não sabe o que fazer com o nosso saber e com as nossas obras se nelas não estiver o nosso coração.
- Não basta fazer bem aquilo que fazemos, é preciso fazê-lo com amor.
- O amor de Deus torna grande o coração do homem.
- Fazei da vossa vida uma questão de amor e não uma questão de interesse.
- Só com amor se reparam as feridas do coração.
- O orgulho gera muitos defeitos.
- A Eucaristia e a cruz são os mananciais dos quais o Sagrado Coração se expande em ondas de amor, de graça, de misericórdia.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
SER SACERDOTE

Na nossa vida de sacerdotes, encontramos muita gente triste, desanimada, ferida, magoada com a vida, com os outros, consigo mesmos.
Essas pessoas não têm quem as oiça, acolha e aconselhe. Servem-se do cabeleireiro, do café e outros lugares para desabafarem…
Por isso, a missão de sacerdote é tão importante e são tão necessários os sacerdotes para a Igreja Católica. E são tão escassos.
O Papa Bento XVI decretou um ANO SACERDOTAL, para despertar a atenção para esta vocação como caminho de serviço, de felicidade, de realização pessoal, social e eclesial.
O sacerdote é Outro Cristo e isto bastaria para dizer a grandeza do sacerdócio ministerial.
Existe o sacerdócio comum dos fiéis de que todos os baptizados participam e existe o sacerdócio ministerial para os homens que recebam o sacramento da Ordem.
O sacerdócio é uma vocação pessoal. Vocação quer dizer chamamento. Deus chama no coração do homem para seguir este caminho de dedicação e serviço do Evangelho, da Igreja e dos Homens. Mas Deus chama também pela Palavra de Deus escutada, meditada, rezada e interiorizada pelos jovens; chama pela boca de outros: pais, sacerdotes, catequistas, amigos, familiares, etc.
Ao jovem cabe a resposta. Muitos são chamados, mas quase ninguém tem tempo, quase ninguém tem disposição de entregar o seu coração a Jesus para amar de um jeito diferente daquele que a maioria das pessoas ama.
Muita gente diz que os padres deviam casar. Poderá ser uma possibilidade no futuro se a hierarquia o decidir. O problema é muito mais profundo.
É uma falta de fé, de conhecimento, de aprofundamento da amizade e intimidade com Jesus Cristo na oração.
O jovem que se entrega a Jesus no sacerdócio ama muito, só que de um jeito diferente.
Todos sabem que há muitas espécies de amor. Nem todo o amor tem de ter envolvimento sexual. Como acontece entre amigos, como acontece entre pais e filhos; como acontece a quem se entrega a certas causas: desporto, política, voluntariado, etc. Essas pessoas amam de um jeito diferente e podem não ter envolvimento sexual.
O problema mais profundo é que as crianças e os jovens crescem cada vez mais vazios de Deus, de religião, de espiritualidade, de piedade, de devoção. Vivem a religião na superficialidade sem raízes. Alguns vão à catequese, mas o ambiente é muito superficial acerca de Deus e da fé. Outros vão à igreja, à Eucaristia, mas falta profundidade, experiência espiritual, intimidade com Jesus, silêncio do coração a coração.
Deus não é sentido pelos jovens, pelas pessoas que entram na Igreja e já não sentem a presença de Deus. Alguns nem sequer ajoelham, rezam, falam com Jesus.
Não sabem, porque ninguém lhe ensinou…
Faltam sacerdotes com tempo para a pastoral, o acompanhamento. Somos poucos sacerdotes, muitos já idosos, cansados. Temos muitas paróquias, andamos a correr de um lado para o outro ao Sábado e Domingo. Não estamos com as crianças, com os jovens, não fazemos experiência profunda da presença terna e carinhosa de Deus.
Não nos sentimos amados por Deus no íntimo de nós mesmos e não retribuímos amor a Deus como Ele merece.
Nós, sacerdotes, temos muitos pecados para pedir perdão a Deus porque damos pouco exemplo de felicidade por sermos sacerdotes.
P. Albano Nogueira
SÚPLICA AO ESPÍRITO SANTO
Vinde, Espírito Santo, terno Consolador. Minha alma suspira por Vós, meu coração tem sede de Vós. Só Vós podeis saciar os meus anseios, só Vós podeis fazer-me feliz. Divino Esposo, não rejeiteis a morada de meu pobre coração.
R. Mas podeis purificá-lo.
V. Meu coração é tenebroso,
R. Mas podeis iluminá-lo.
V. Meu coração é mau,
R. Mas podeis saciá-lo de amor.
V. Meu coração é triste,
R. Mas podeis consolá-lo.
V. Meu coração é fraco,
R. Mas podeis fortalecê-lo.
V. Meu coração é frio,
R. Mas podeis abrasá-lo.
V. Meu coração é terreno,
R. Mas podeis enchê-lo de desejos celestiais.
V. Meu coração é pecador,
R. Mas podeis orná-lo de todas as virtudes.
V. Meu coração é inconstante,
R. Mas podeis torná-lo perseverante.
Vinde, pois, ó Espírito Santo, Pai dos pobres, vinde, inundai-me de Vosso amor!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
ANO SACERDOTAL 1

Por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, Bento XVI anunciou esta manhã que, de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010, se realizará um especial Ano Sacerdotal, que terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".
Segundo comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Santo Padre abrirá este Ano presidindo a celebração das Vésperas, em 19 de Junho, solenidade do Santíssimo Coração de Jesus e Dia de santificação sacerdotal, na presença da relíquia de Cura d'Ars trazida pelo Bispo de Belley-Ars. Bento XVI encerrará o Ano em 19 de Junho de 2010, participando de um "Encontro Mundial Sacerdotal" na Praça S. Pedro.
Ainda de acordo com o comunicado, durante este Ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney "Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo". Além disso, será publicado o "Directório para os Confessores e os Directores Espirituais", junto a uma coletânea de textos do Santo Padre sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época actual.
A Congregação para o Clero, em parceria com os Ordinários diocesanos e os Superiores dos Institutos religiosos, será o encarregado de promover e coordenar as várias iniciativas espirituais e pastorais. A finalidade deste Ano é ressaltar sempre a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea, como também a necessidade de potencializar a formação permanente dos sacerdotes, relacionado-a com a formação dos seminaristas.
Por esta razão iremos publicar no Jornal da Igreja Nova textos sobre este assunto até para ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens e os pais a perceberem a beleza e a grandeza da vocação sacerdotal como seguimento e imitação de Jesus Cristo o Bom Pastor que nos conduz a todos para a felicidade do Reino de Deus.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
http://operfumededeus.blogspot.comLiturgia
A liturgia é o culto público, quer dizer, os actos sagrados que por instituição de Cristo ou da Igreja, em seu nome, são realizados seguindo os livros litúrgicos oficiais.
Reflectem de modo autêntico o sentir e a fé da Igreja.
Quando o magistério propõe aos fiéis como devem render culto a Deus, tem uma particular assistência do Espírito Santo para não equivocar-se e oferecer um caminho certo e seguro de santificação, já que se trata da mais importante finalidade da Igreja.
Onde principalmente se ensina aos fiéis a doutrina e a vida cristã, é na Missa ou também chamada de Eucaristia.
Pois, bem, o culto público ao Sagrado Coração, foi canonizado em 1765 por Clemente XIII, ao introduzir sua festa litúrgica, com Missa e ofícios próprios.
Este ensinamento, mediante a liturgia, é dado pela Igreja com frases suas ou com frases tomadas da Escritura (quer em seu sentido próprio, quer em seu sentido ajustado). Nas recentes modificações introduzidas com novas leituras e o evangelho na nova missa do Sagrado Coração , o tema bíblico dominante é o do amor a Cristo que se apresenta como Bom Pastor.
A importância que a Igreja concede actualmente ao Sagrado Coração, esta sublinhada pela categoria de sua festa, solenidade de primeira classe, das quais há somente 14 ao ano no calendário universal.
Além disso, a festa de Cristo Rei, também solenidade de primeira classe, esta estreitamente unida à espiritualidade do Sagrado Coração. Pio XI declarou ao instituí-la que precisamente a Cristo é reconhecido como Rei, por famílias, cidades e nações, mediante a consagração a seu Coração. E determinou que em tal festa fosse renovado todos os anos a consagração do mundo ao Coração de Cristo.
Toda esta atitude litúrgica da Igreja tem a finalidade de estimular nossa prática cristã pondo especial interesse em celebrar sua festa: comungando, assimilando seus ensinamentos, utilizando as orações litúrgicas, a consagração, etc.
PROMESSAS
Principais promessas feitas pelo Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida de Alacoque:
1- Às almas consagradas a meu Coração, lhes darei as graças necessárias para seu estado.
2- Darei paz às famílias.
3- As consolarei em todas suas aflições.
4- Serei seu amparo e refúgio seguro durante a vida, e principalmente na hora da morte.
5- Derramarei bênçãos abundantes sobre seus projectos.
6- Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.
7- As almas tíbias se tornarão fervorosas.
8- As almas fervorosas serão rapidamente elevadas a grande perfeição.
9- Abençoarei as casas em que a imagem de meu Sagrado Coração estiver exposta e for honrada.
10- Darei aos sacerdotes a graça de mover os corações empedernidos.
11- As pessoas que propagarem esta devoção, terão escrito seu nome em meu Coração e jamais será apagado dele.
Quando um católico descobrir e saborear o quanto é amado por Deus Pai, por Deus Filho (Jesus Cristo) e por Deus Espírito Santo, a sua vida espiritual e religiosa mudará muito para melhor e saberá aceitar muitas contrariedades da vida como as doenças, as desgraças, o sofrimento e até a morte, pois, se Deus me ama infinitamente, nada de mal me pode acontecer... Tudo o que me acontece, se eu souber ver, entender, aceitar, tudo pode concorrer para a minha salvação efelicidade neste mundo e depois da morte.
Catolicanet
quarta-feira, 27 de maio de 2009
AO ESPÍRITO SANTO
http://operfumededeus.blogspot.com
Vem, criador Espírito de Deus,
Visita o coração dos teus fiéis
E com a graça do alto os purifica.
Paráclito do Pai, Consolador,
Sê para nós a fonte de água viva,
O fogo do amor e a unção celeste.
Nos sete dons que descem sobre o mundo,
Nas línguas que proclamam o evangelho,
Realiza a promessa de Deus Pai.
Ilumina, Senhor, a nossa mente,
Acende em nós a Tua caridade
Infunde em nosso peito a fortaleza.
Livra-nos das ciladas do inimigo,
Dá-nos a Tua paz, e evitaremos
Perigos e incertezas no caminho.
Dá-nos a Conhecer o amor do Pai,
E o coração de Cristo nos revela,
Espírito de ambos procedente.
Louvemos a Deus Pai e a Seu Filho,
Dêmos glória ao Espírito Paráclito
Agora e pelos séculos sem fim. Amen.
(Hino da Liturgia das horas)
sexta-feira, 22 de maio de 2009
DIMENSÕES DO ESPÍRITO SANTO

http://operfumededeus.blogspot.com/
O E.Santo é Aquele que age em nós, na Igreja e nos conduz a Deus. Vejamos a acção do E.Santo na nossa vida:
1- Santificador - Na vida cristã nada é santo sem a acção do E.Santo. Sem Ele nada é divino, sobrenatural, evangélico.
Jesus é chamado Santo porque é gerado pela acção do E.Santo. Maria é Santa porque é habitada plenamente pela graça divina, obra do E.Santo.
A nossa santificação, o nosso crescimento em santidade e virtude é trabalho, é obra do E.Santo em nós. É Ele quem nos faz crescer na perfeição, que nos vai fazendo ser parecidos com Jesus, que vai gerando Cristo em nós, cristificando-nos, ou ainda, divinizando-nos.
2- Purificador - Um dos símbolos dos E.Santo é o fogo do Pentecostes. Como sabemos o fogo purifica. Ora o cristão é um doente que precisa de ser curado. Em nós há trevas, pecado, marcas do pecado original e do pecado pessoal: orgulho, vaidade, amor próprio desordenado, ódio, impureza, soberba, avareza, sensualidade, etc.
O Espírito pode curar-nos, sarar-nos, purificar-nos, lavar-nos de todo o mal. A acção do E.Santo dentro de nós vai-nos lavando, libertando, tornando-nos, limpos, purificados.
O pecado escraviza, acorrenta e corrompe. O E.Santo pode fazer de nós pessoas novas, restauradas, com alma, coração, vida, purificados.
Mas o E. Santo só trabalha em nós se nós deixarmos, se quisermos, se nós colaborarmos. Se nós não colaborarmos e não quisermos o E.Santo nada faz. A liberdade do homem tem de colaborar com a iniciativa de Deus porque Deus não força a nossa liberdade. Ninguém progride na vida espiritual se não colaborar com a acção do E.Santo. O coração humano é como uma porta que só se abre por dentro...
Se formos como a argila, o barro, o papel, Deus trabalha-nos, molda-nos. Se formos como uma pedra, será muito difícil Deus trabalhar-nos.
3- Mestre de Oração - É o E.Santo que em nós reza. É Ele que nos faz chamar Pai. É Ele que nos dá o gosto pela oração, a alegria pela contemplação e meditação das verdades da fé. É Ele quem nos ensina a rezar e nos faz conhecer mais e melhor os mistérios divinos.
4- Hóspede divino - O E. Santo habita o cristão baptizado. Cada cristão é um consagrado porque o Espírito o ungiu, daí a necessidade de fazer uma liturgia interior, isto é, fazer do nosso ser, um santuário onde Deus habita e aí louvá-l' O, bendizê-l' O, adorá-l' O. Daí o respeito pelo nosso corpo e pelo corpo dos outros. Deus tem de ser não apenas hóspede, convidado, mas o dono da casa.
Para tal, temos de nos deixar conduzir pelo E.Santo. Deixá-lo agir, actuar, mandar em nós para podermos proclamar os louvores de Deus.
Deus mora em mim, mora nos outros, daqui o respeito sagrado que devemos ter por cada pessoa vendo nelas a presença de Deus.
5- Compreender a Palavra - Jesus disse aos Apóstolos que quando viesse o E.Santo os faria compreender os seus ensinamentos.
Por isso, ainda hoje, é o mesmo Espírito quem nos faz compreender a Palavra e os ensinamentos de Jesus.
Foi Ele quem inspirou os escritores sagrados a escrever a Bíblia e nos ajuda agora a perceber a Sagrada Escritura e a saborear as coisas divinas.
Sem o E.Santo, o Evangelho seria letra morta. Cristo pertenceria ao passado. mas no Espírito Cristo ressuscitado torna-se presente, o Evangelho faz-se poder e vida.
6- Força e sabedoria para Anunciar o Reino - Depois do Pentecostes, Pedro e os Apóstolos perderam o medo e saíram de casa, começando a pregar o Reino de Deus e tudo o que tinha acontecido a Jesus morto e ressuscitado.
É o E.Santo quem age no coração do ouvinte e o abre à Palavra escutada. A adesão pela fé aos mistérios pregados é obra do E.Santo que toca levemente os corações e os abre à Palavra salvadora.
Um pregador pouco faz sozinho. Ele semeia a palavra de Deus, mas quem a faz frutificar na vida de cada um é o E.Santo.
Só o E.Santo converte, só Ele dá fé e abre os corações. Sem Ele tudo fica oculto.
O E.Santo faz com que a Igreja seja missionária e vá pelo mundo pregar Jesus salvador.
7- Gerar Cristo - Jesus é gerado pelo poder do E.Santo no seio da Virgem Maria. Esta acção no coração do Cristão e na comunidade continua a ser feita por Ele. Gerar, isto é, fazer nascer, crescer em nós os sentimentos, os gostos, a vontade de Cristo.
Levar o cristão a pensar como Jesus Cristo: amar, sentir, pensar, agir, sorrir, sofrer, rezar, trabalhar com Jesus. Ter os mesmos sentimentos, as mesmas atitudes, o mesmo coração.
8- Agente nos sacramentos - Os sacramentos são acção e obra de Cristo e do Espírito Santo. É o E.Santo quem dá eficácia, força aos sacramentos.
No baptismo gera filhos de Deus; une no matrimónio os esposos; converte no altar o pão e o vinho no corpo e sangue de Jesus; perdoa na confissão; consagra os jovens na Ordem
Os sacramentos são como que canais da graça e são obra do E.Santo.
Quanto mais abertos ao Espírito, mais os sacramentos são eficazes em nós.
9- Fogo e água - Fogo e água são dois grandes símbolos do E.Santo, além da pomba que apareceu no Baptismo de Jesus.
O fogo foi a maneira do E.Santo se manifestar no Pentecostes. Fogo que ilumina, aquece, queima, purifica, mas sem destruir. É essa acção do E.Santo em nós.
Água divina que Jesus falou antes da paixão. Água que prometeu à Samaritana; água que brota daqueles que acreditam.
Água que lava, purifica, dá fertilidade natural e sobrenatural; que mata a sede de paz, de alegria interior, de felicidade.Água que faz gerar filhos para a vida divina.
A pomba também um símbolo do Espírito Santo - Símbolo de paz, de mansidão, de amor.
sábado, 16 de maio de 2009
IMAGENS DE DEUS (II)
albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com
Às vezes Deus aparece-nos sem força, sem poder e então nós sentimos necessidade de defender Deus contra os que estão fora da Igreja.
Porém, nós sabemos que neste mundo, a fraqueza de Deus é a sua força e que a loucura de Deus neste mundo é a sua sabedoria.
Deus parece que nunca intervém no mundo, que se ausentou, foi viajar, nos deixou sozinhos. Então, nós sentimo-nos na obrigação de defender o Deus que parece ausente.
Deus não precisa de ser defendido por nós. Quando o fazemos podemos correr o risco de nos estarmos a defender a nós mesmos.
Isto acontece quando nós criticamos alguma pessoa por não rezar, por não praticar a sua religião, criticamos a sua falta de fé, vemos esse defeito dos outros, mas não vemos que, se calhar, nós temos defeitos maiores, tal como o egoísmo e não o vemos.
Jesus disse-nos que Deus não precisa de ser defendido, mas sim a pessoa humana. Essa é que precisa de ser defendida. A verdadeira defesa de Deus é a defesa do homem, obra de Deus, dom de Deus, filho amado de Deus.
Em vez de nos preocuparmos em defender Deus contra os que não têm fé, nós devemos comportamo-nos como quem tem uma fé autêntica que renova e converte a pessoa. Devemos defender o mundo como mundo de Deus para que nele se desenvolva o Reino de Deus.
3. IMPOR DEUS
Deus não é apenas uma Verdade, uma realidade exterior a nós. Deus é também acolhimento dessa Verdade e dessa realidade no nosso interior pela acção do Espírito Santo. Claro que Deus é maior do que nós, mas o E.Santo ajuda-nos a receber J.Cristo em nós como o Senhor crucificado e ressuscitado.
A verdade de Deus não se pode impor pela força, mas impõe-se por ela mesma. Deus é a Suprema Liberdade. Logo não se pode impor a liberdade tirando essa mesma liberdade.
É o Espírito Santo que trabalha o coração das pessoas para elas aceitarem Deus, saborearem a verdade de Deus e o Seu Amor. Essa acção do E.Santo é um gozo consolador para que a aceita.
Então, o que é preciso é rezar ao E.Santo para que a verdade de Deus não fique reduzida a uma verdade exterior, mas seja aceite pela pessoa na liberdade, na livre aceitação de Verdade que é Deus.
Deus não se pode impor pela força. Deve-se ensinar a verdade, a doutrina recta, mas respeitando a decisão de cada um. O crente é que deve sentir a responsabilidade de viver de tal modo a sua fé que ela seja um exemplo de paz, de bondade, de alegria, de amizade de forma a que outros tenham gosto em partilhar a sua fé.
É preciso pensar de forma correcta no sentido de se dar glória a Deus, mas também no sentido de ajudar as pessoas a viverem uma vida feliz ajudando-as nas nuas dificuldades.
Não basta o culto exterior a Deus, ou confessar o nome e a fé em Deus por palavras. É preciso viver Deus, acreditar em Deus e isso tem de levar ao compromisso com as outras pessoas, sobretudo os mais necessitados.
domingo, 10 de maio de 2009
IMAGENS DE DEUS (I)
A forma como nós acreditamos em Deus vai manifestar-se nos nossos comportamentos religiosos relativos a Deus. A imagem que temos de Deus vai concretizar-se em comportamentos.
Assim, cada um deve interrogar-se acerca da maneira como vive a sua fé em Deus, já que esse comportamento vai indicar a ideia que temos de Deus.
Jesus não fazia discursos sobre Deus. Há algumas passagens em que Jesus fala de Deus, mas isso é para justificar comportamentos.
Diz o Concílio Vaticano II que nós, os crentes, temos culpas na falta de fé de muita gente hoje, porque temos apresentado uma falsa imagem de Deus, não a nível de ideias, de teorias, de ensinamentos; mas uma falsa ideia de Deus a nível de comportamentos: a nossa vida religiosa, moral e social.
Quando falamos de Deus a nossa linguagem é sempre imperfeita porque Deus é Santo, Deus ultrapassa tudo o que possamos dizer Dele. O que sabemos é que Deus é Misericórdia, Deus é Alguém que se aproxima de nós e nos envolve com o seu amor paterno e materno.
Nós falamos muito de Deus, falamos muito para Deus. Porém, é muito importante deixar Deus falar, escutar Deus, fazer silêncio exterior e interior.
Deus é Alguém em quem se deve acreditar. Não se pode compreender Deus, mas pode-se confiar, amar, adorar, louvar.
Imagens falsas de Deus
O Deus que mete medo
Jesus Cristo libertou-nos desta falsa imagem do Deus que mete medo. Não podemos ter medo de Deus. Deus é purificador, é exigente, mas trata-se de uma exigência libertadora.
Há muitos católicos que têm medo do "castigo de Deus". Olham para Deus como se Ele fosse um polícia disposto a dar cacetada à primeira infracção.
As dificuldades, a dureza, o sofrimento, as doenças da vida não são castigos de Deus. Há gente que pratica a religião por medo: vai à missa por medo, pois se não for, pode ser castigado. Há gente que tem sempre as contas acertadas, cumpre os seus deveres com Deus por medo do inferno. A fidelidade a Deus não pode vir do medo. Este é um comportamento infantil. As crianças agem muito por causa do medo de serem castigadas. Nós temos de ser adultos na fé. Temos de praticar a religião por amor, cumprir os deveres religiosos por amor a Deus, não por medo de Deus.
Nestes tempos há seitas que falam no fim do mundo e procuram explorar o medo das pessoas. Não podemos dar importância a essas vozes.
Deus concedeu-nos a liberdade para a usarmos bem. Nós não somos donos absolutos da nossa vida, nem das coisas. Somos administradores, responsáveis pela vida, pelas coisas e devemos saber usá-las bem, sabendo que Deus nos acompanha com a sua força para sabermos viver bem os acontecimentos e transformá-los em momentos de crescimento e de santificação.
Um dia teremos de dar contas a Deus, mas isso não nos deve meter medo. Devemos usar bem a nossa liberdade porque é assim que seremos felizes neste mundo e no mundo que há-de vir.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
SEMANA DA VIDA
Desde 1994 a Conferência Episcopal Portuguesa organiza a Semana da Vida para se meditar sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana, ao propor uma celebração que tenha por objectivo «suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, concentrando a atenção de modo especial na gravidade do aborto e da eutanásia, sem contudo menosprezar os outros momentos e aspectos da vida…» (EV 85).
Tema: VIDA COM VALORES, FORMAÇÃO NA FAMÍLIA.
1. Toda a pessoa abriga no seu íntimo um SIM à vida. A vida é valor inviolável em todos os momentos e condições. Todos deviam defender a vida.
2. Encontramo-nos, este ano, num novo contexto social. Mas a família deve ser sempre formadora dos valores humanos e cristãos.
3. Família, escola única de humanidade e de vida cristã para todos os seus membros, com benefícios para todos: pessoas, sociedade e Igreja Católica.
A família deve ser um evangelho vivo para todos lerem: vivendo a confiança, a obediência filial a Deus, a fidelidade e o acolhimento generoso dos filhos, o cuidado pelos mais frágeis e a prontidão em perdoar.
4. Pessoa e família, duas realidades inseparáveis
A defesa da vida está intimamente ligada à defesa da família. Tal como a vida está desvalorizada, depreciada e atacada, assim a família.
Defender e apoiar a família a fim de que as pessoas sejam livres e ricas de valores humanos e evangélicos é o caminho mais directo e eficaz para garantir a dignificação da vida.
A fé, a confiança em Deus, a escuta da Palavra de Deus são ajudas para a família saber responder aos desafios que hoje se colocam na defesa da vida.
5. Criados para a comunhão, à imagem de Deus revelado em Jesus Cristo
Jesus corrigiu o descaminho do divórcio dizendo: “Não separa o homem o que Deus uniu” (Mt19,6) e apontou para a verdade da pessoa humana: “Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança… Ele os criou homem e mulher”.
Deus uno e único, é uma família de 3 pessoas divinas.
O Eu (Pai), o Tu (Filho) dão o nós (Espírito Santo).
A família é uma comunidade de pessoas que comunicam entre si, fazendo de todos um dom para os outros: o cônjuge um para o outro e os pais para os filhos e os filhos para os pais.
O contrário desta doação, é o egoísmo e o narcisismo.
5.1. Dois modos de exprimir e viver o mistério da aliança de Deus com o seu povo: matrimónio e celibato.
O matrimónio é um sinal de amor fiel de Deus com o seu povo. O amor total e fiel entre os cônjuges é uma imagem do amor de Deus pelo povo eleito. Mas não é só no matrimónio que esta aliança se dá.
A virgindade e o celibato também são propostos por Jesus, por amor do Reino dos céus.
No tempo de Jesus não se valorizava o celibato, por isso, com Jesus esta opção ganha um valor muito nobre.
5.2. Jamais dispensados de amar.
Toda a pessoa é chamada a viver em comunhão com Deus, seja no matrimónio, seja na vida celibatária de consagração.
Além deste amor a Deus, Jesus pede e exige também o amor ao próximo com inseparável do amor a Deus.
Jesus tornou-se um modelo de amor a Deus e ao próximo seja na família de Nazaré, seja na vida social, política, económica, religiosa.
6. Na família, o homem pode nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se.
A famíli é uma verdadeira escola de humanidade e de valores perenes.
Ninguém se deu a vida a si mesmo. Recebemos de outros a vida, que se desenvolve e amadurece com as verdades e os valores que aprendemos no relacionamento e na comunhão com os demais.
A família, fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher é o âmbito onde as pessoas podem nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se de maneira integral.
A verdadeira liberdade da pessoa criada à imagem e semelhança de Deus implica responsabilidade, optando sempre pelo bem verdadeiro, a fim de se transformar em amor, em dom de si mesmo.
É no lar que se aprende a viver verdadeiramente, a valorizar a vida e a saúde; a liberdade e a paz; a justiça e a verdade; o trabalho, a concórdia e o respeito.
É na família que se aprende a agir bem e a cair na conta do Belo, do Verdadeiro, do Bom, do Justo.
sábado, 2 de maio de 2009
PASSEIO DA CATEQUESE
Realizámos uma visita ao Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo de Braga inserido na semana das vocações e no Ano Paulino que estamos a viver.
Dentro do Seminário escutamos textos das cartas de S. Paulo, vimos uma DVD sobre a vida do Apóstolo, visitamos o edifício do Seminário onde existem ruínas de uma casa romanas do tempo de S. Paulo, rezámos, cantámos, meditámos sobre a vocação consagrada, vimos uma exposição da pintora Ilda David acerca da vida de S. Paulo com os quadros a serem muito bem explicados pelos teólogos presentes.
Foram cerca de 3 horas de muita profundidade, muita cultura religiosa, muita mensagem e oração orientada pelo Sr. Reitor Cónego Victor Novais.
Depois fomos até ao lugar do Sameiro onde almoçámos e visitámos o grande Santuário e a Cripta do Sameiro dedicados a Nossa Senhora. Subimos ao zimbório que tem muitas dezenas de escadas de onde se podia avistar um pouco algumas zonas de Fafe.
Para terminar em beleza, fomos até ao Bom Jesus do Monte onde havia cavalos para passear, barcos para remar no lago, Igreja do Bom Jesus Crucificado, peixes nos diversos lagos, parque infantil com muitos divertimentos para a pequenada e muitos gelados para saborear…
Vi a alegria e a satisfação de grandes e pequenos por este passeio da catequese paroquial que terminou pelas 19h30 em que chegámos a casa e no fim do dia pude rezar, depois de ainda ter celebrado a Eucaristia e presidido ao Mês de Maria com o terço, reflexões e cânticos:
“Obrigado Senhor, por todo este dia. Pela sementeira da Tua Palavra no coração destas pessoas que este dia proporcionou. Que ela produza frutos de um amor cada maior a Ti, Jesus e à Igreja. Muito obrigado Senhor pela Tua grande bondade que tens para connosco. Muito obrigado, Senhor pelo teu grande amor”.
P. Albano Nogueira
quinta-feira, 30 de abril de 2009
TOMA AS MINHAS MÃOS

Senhor, meu Deus, depois de 26 anos de sacerdócio, sinto a mesma frescura do primeiro momento,
Aos adolescentes e jovens que me lerem, eu quero dizer: não tenhas medo de arriscar. Ser consagrado a Deus como sacerdote, religioso(a) ou missionário é algo de muito maravilhoso, se te sentires chamado por Deus.
Jovem, entra no teu quarto, entra numa Igreja, entra dentro de ti, fecha os olhos e pede luz ao Divino Espírito Santo para que Ele te ilumine, te mostre o caminho.
Não orientes a tua vida só a pensar em ti de forma egoísta. Pensa que podes fazer muito pelos outros numa vida consagrada a Deus e a tua vida terá um sentido muito mais grandioso.
Por isso, te peço que rezes esta oração e que Deus te ajude a descobrires a vocação a que Deus te chama:
Toma as minhas mãos, Senhor e usa-as como se fossem tuas.
Sejam instrumento de amor a iluminar e a aquecer.
Sejam mensageiros do amor no caminho dos irmãos.
Seja expressão do Teu amor, Senhor, do Teu Infinito amor.
Seja sinal da minha gratidão, minha vida em Tuas mãos.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
O QUE É A VOCAÇÃO

Na linguagem de cada dia, quando falamos de VOCAÇÃO referimo-nos fundamentalmente a um modo de existência particularmente entregue aos outros que exige da parte do sujeito que a realiza uma atitude muito decidida e clara para a levar a cabo.
Tirado de WWW.MYSPACE.COM.VOCAÇÕES
VOCAÇÕES NA IGREJA CATÓLICA
Nesta semana, de 26 de Abril a 3 de Maio, a Igreja olha e reza pelas vocações de todos os tipos.
Num sentido mais específico, na Igreja, "vocação" quer dizer chamamento, o apelo que Deus faz a cada pessoa para cumprir uma função ou serviço ou missão no mundo. A iniciativa vocacional é sempre de Deus, mas Ele pode se servir das mediações: acontecimentos, outras pessoas. Cabe ao homem escutar, descobrir o chamado de Deus e estar disponível para seguir este chamado, seja ele qual for. O chamado fundamental é o
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P. Albano Nogueira
sexta-feira, 24 de abril de 2009
ORAÇÃO

O meu auxílio vem do Senhor que fez o céu e a terra”...
O Senhor é quem te guarda, o Senhor está a teu lado, Ele é o teu abrigo…
O Senhor vela pela tua vida…
Ele te protege quando vais e quando vens agora e para sempre”.
Bendito sejas, meu bom Pai do Céu, por esta certeza:
Eu creio, ó Deus, que Tu estás sempre comigo: Tu me vês, me conheces, me amas, me aceitas, me compreendes, me perdoas.
Obrigado meu bom Pai do Céu, por esta certeza de saber que sou teu filho, que cuidas de mim, que me enches de vida, de paz, de esperança, de confiança.
Tudo me vem de Ti, ó Pai, tudo é dom, dádiva do Teu amor.
Eu acredito que tudo recebo do Tua generosidade, da Tua bondade.
Obrigado, meu Pai do Céu.
Ajuda-me a crescer na fé, na confiança, no abandono à Tua vontade para que a minha vida tenha sempre sentido: na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, nas vida e na morte.
Obrigado Meu Pai do Céu, porque me criaste, me sustentas na vida e iluminas a minha existência com o Teu amor e me convidas a amar-te, a escutar-te, a seguir-te na vida, a receber-te na oração, nos sacramentos, na sagrada comunhão; a visitar-te na igreja, no sacrário e nas pessoas onde Tu também estás vivo.
Quero amar -Te, ó Deus e louvar o Teu nome para sempre porque sei que vim de Ti, por meio dos meus pais e vou para Ti.
Viver é percorrer um caminho e eu quero que o meu caminho vá na Tua direcção, ó Pai do Céu, Senhor da vida e Senhor da morte.
P. Albano Nogueira
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A RESSURREIÇÃO DE JESUS E A NOSSA

http://operfumededeus.blogspot.com
A ressurreição de Jesus não é o regresso à vida que tinha antes de morrer, não é um simples reviver. A ressurreição é uma modificação e transformação total da pessoa de Jesus que é o mesmo, mas diferente. É uma total transformação da pessoa de Jesus que deixou de ter as limitações de tempo e de espaço que tinha antes de morrer.
É um mistério de fé. Por um lado, é uma realidade histórica na medida em que aconteceu mesmo; por outro lado escapa à confirmação histórica porque ninguém viu, ninguém assistiu ao momento da ressurreição.
As pessoas viram a pedra do sepulcro retirada da porta de entrada, viram o sepulcro vazio, viram os lençóis que envolviam o corpo de Jesus e tiveram aparições de Cristo ressuscitado.
Jesus apresenta as marcas dos cravos nas mãos e nos pés e até come com os Apóstolos, mas trata-se de uma condescendência de Cristo que está diferente, glorioso, ressuscitado, não tem um corpo físico, mas cede a esta curiosidade dos apóstolos e torna-se um pouco material, embora Ele seja totalmente espiritual.
As aparições de Cristo ressuscitado dizem-nos que o ressuscitado é o mesmo que foi crucificado, mas tem agora uma aparência totalmente diferente: aparece e desaparece; entra em casa com as portas fechadas, faz milagres.
Jesus tornou-se o Cristo, o Messias, o Salvador pela ressurreição.
Esta ressurreição de Jesus é motivo de esperança para nós. Nós também morreremos e ressuscitaremos. Esta é a nossa esperança.
Jesus venceu a morte. Jesus matou a morte. A morte continua a existir. Continua a ser um problema para todos, mas adquiriu um tom de esperança.
A morte deixou de ser desespero um momento de esperança. Uma porta que se abre para uma vida nova, uma vida diferente.
Não nascemos para morrer. Nascemos, temos de morrer; mas morremos para viver em Deus e com Deus.
Perante a morte dos outros, é legítimo o luto, as lágrimas, a dor, a tristeza o sofrimento de perder um ente querido. Mas a esperança da ressurreição dá um sentido novo ao morrer.
A morte não é o fim. A morte é uma passagem dolorosa (ou não…) para outra forma de vida.
Esta é a fé cristã baseada na ressurreição de Jesus.
Estamos salvos… Estamos ressuscitados… Em esperança.
Um dia tomaremos pose dessa luminosa esperança…
P. Albano Nogueira
domingo, 19 de abril de 2009
A MISERICÓRDIA DIVINA

http://operfumededeus.blogspot.com
Foi na Sexta Feira Santa, dia da morte de Jesus Cristo que se manifestou essa misericórdia divina.
Misericórdia= miséria+ cordis= miséria + coração. Coração= pessoa que vê a miséria humana, as necessidades dos outros e se compadece dela.
Esta palavra vem do latim e compreende duas palavras. Trata-se não apenas de um sentimento, mas de uma atitude prática de quem tem bom coração e vê as misérias e as necessidades dos outros e faz tudo o que pode para as aliviar. Não se fica em palavras.
O bom cristão católico não é só pessoa de palavras, mas também de acção concreta em favor dos outros.
A misericórdia divina levou Jesus a ser solidário connosco, levou-o a unir-se a nós na carne humana, no sofrimento humano, na morte humana para dar sentido a tudo isso, para o levar a uma plenitude transformadora pela total confiança em Deus Pai que O levou à ressurreição, à vitória sobre toda a espécie de mal.
Trata-se de uma atitude prática em favor dos outros: solidariedades com os que sofrem no corpo ou na alma.
As obras de misericórdia são 14: 7 corporais (fazer bem ao corpo dos outros: dar de comer, dar de beber, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, assistir aos enfermos (doentes), visitar os presos, enterrar os mortos) e 7 obras de misericórdia espirituais: dar um bom conselho, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo, rogar a Deus pelos vivos e defuntos).
Num tempo de tanto egoísmo e individualismo, precisamos de recordar estas atitudes para sermos solidários com os que sofrem e precisam de ajuda e ver neles o rosto de Cristo sofredor e fazer o que depende de nós para aliviar a sua dor.
P. Albano Nogueira
domingo, 12 de abril de 2009
A PÁSCOA DE JESUS CRISTO

1. A natureza passa do Inverno para a primavera e renasce
UMA SANTA E FELIZ PÁSCOA PARA TI, MEU IRMÃO E MINHA IRMÃ DE ABRIL
quinta-feira, 9 de abril de 2009
PÁSCOA CRISTÃ

Páscoa Cristã, Católica, quer dizer Passagem.
1- Passagem de Jesus da morte (sexta feira santa - 15h00) para a vida ressuscitada (dia de Páscoa).
2- Passagem da natureza do inverno (morte aparente das árvores) para a renovação pujante na primavera.
3- Deus passou no Egipto no tempo de Moisés – 1250 anos antes de Cristo mais ou menos Passagem do povo hebreu da escravidão do Egipto pela mão de Moisés, instrumento de Deus, para a terra prometida – Canaã, Israel, terra de liberdade.
4- Passagem dos cristãos católicos da vida velha do pecado para a vida nova da graça.
5- Toda a vida é uma passagem, uma Páscoa, que deveria ser para uma vida melhor. Sabemos que no aspecto físico, a partir de uma certa idade, vamo-nos degradando, envelhecendo, ficando mais fracos, mais doentes, mas no aspecto psíquico e espiritual, deveríamos passar para uma vida mais abundante, mais intensa de fé, de esperança e de caridade (amor desinteressado).
Páscoa - É Luz, é Vida, é Esperança, é Amor, é Verdade, é Redenção, é Resgate, é Salvação, é Perdão, é Reconciliação, é Fé, é Ternura, é Compreensão, é Alegria, é Festa, é Solidariedade, é Vida Nova, é Vitória, é Ressurreição, é Felicidade.
Páscoa é o Amor de Deus e o Deus Amor em acção, manifestando-se de uma forma total, plena, intensa.
Este Deus Amor que ama todos os homens e mulheres como seus filhos e filhas, espera ser amado por todos eles. Quem ama, quer ser amado.
Deus ama-nos a todos de forma universal, incondicional, total. A Sua felicidade está em amar-nos e em ser amado por nós.
Deus ama-nos na Criação. Deus ama-nos na Antiga Aliança com o Povo Hebreu. Deus ama-nos na Nova Aliança com toda a humanidade por meio de Jesus Cristo. Deus ama-nos na Igreja Católica, una, santa, apostólica; a única fundada por Jesus Cristo. Todas as outras Igrejas foram fundadas por homens e mulheres.
Deus ama-nos na vida de cada dia.
Deus ama-nos em todos os acontecimentos, mesmo naqueles que, a nossos olhos e entendimento, nos parecem maus, mas que no plano de Deus podem servir para o nosso bem maior: a nossa salvação eterna.
Vive com fé em Deus a tua vida, meu irmão e perceberás esse amor de Deus por ti em todos os momentos e circunstâncias. Vive a fé como amizade, como encontro pessoal entre ti e Deus Pai Criador, Deus Filho – Jesus Salvador e Deus Espírito Santo Santificador que te habita.
Faz da tua vida, meu irmão, uma Páscoa passagem até chegares um dia à Páscoa (passagem) definitiva que será a hora da morte em que passaremos desta dimensão terrena para a dimensão espiritual e eterna.
P. Albano Nogueira
sábado, 4 de abril de 2009
A LIÇÃO DE DOMINGO DE RAMOS

O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor Jesus, apresenta uma lição de vida para todas as pessoas que deveríamos todos aprender.
Este domingo tem dois momentos opostos na liturgia que são um símbolo da vida e da pessoa humana.
1.O primeiro momento é a procissão de Ramos que se faz nas paróquias católicas (Minho - Portugal): o povo de Deus reúne-se no exterior das igrejas, faz-se a proclamação do evangelho em que Jesus foi aclamado como Messias (salvador, libertador) e aplaudido pelas pessoas com ramos de palmeira e de oliveira, cânticos, hossanas, vivas a Jesus, bênção dos ramos de palmeira e de oliveira.
É o momento do aplauso, do elogio, do louvor, do agradecimento, do reconhecimento, do sucesso. Jesus teve esse momento, nós também o temos algumas vezes. É o momento em que a família está connosco, os amigos estão connosco e o nosso trabalho é reconhecido e aplaudido.
2. O segundo momento é a Eucaristia no interior da igreja em que se lê o evangelho da condenação à morte, paixão, sofrimento e execução da morte de Jesus Cristo na cruz na sexta-feira santa pelas 15h00.
É o momento do fracasso, da crítica, da murmuração, da rejeição, da condenação, da ingratidão, só ficar só.
Jesus teve este momento e nós também o temos algumas vezes.
A vida é assim mesmo. Há momento para tudo. Há tempo para tudo.
Muitos dos que aplaudiram Jesus no Domingo de Ramos, seriam também do grupo daqueles que pediram a sua condenação na Sexta-Feira Santa. Foi assim com Jesus, é assim connosco. Umas vezes somos nós assim para os outros, outras vezes são assim eles para nós.
Lições a tirar:
1.Nem nos devemos engrandecer ou envaidecer quando disserem bem de nós; nem devemos ficar desiludidos, humilhados ou derrotados quando disserem mal de nós e nos acusarem ou condenarem.
A vida é esta mistura: aplausos e condenações. Nós também temos este pecado: umas vezes dizemos bem dos nossos familiares e amigos; outras vezes dizemos mal. Eles fazem o mesmo connosco.
2.O nosso valor não está naquilo que os outros dizem ou pensam de nós: se disserem muito bem é porque (talvez) não nos conhecem bem; e se disserem muito mal de nós talvez aconteça o mesmo.
Cada um é o que é e vale por si mesmo. Não vale por aquilo que os outros dizem ou pensam de nós.
Importante mesmo é olhar para Jesus e tentar ser como ele fazendo sempre o bem, sabendo nós que neste mundo é mais recompensado quem faz o mal, o pecado, do que quem faz o bem, do que quem é virtuoso.
Pe. Albano Nogueira
terça-feira, 31 de março de 2009
VIVER ACORDADO, CONSCIENTE
Somos filhos deste mundo, mas não devemos ser seus escravos, vivendo apenas com os olhos postos no chão, esquecidos do transcendente, do divino.
Vivemos num mundo de contínua mudança, mas nem tudo é transitório. Existe o necessário, o definitivo e último.
Sofremos a tentação de nos apegarmos aos falsos absolutos, e adorá-los. Só Deus é o Absoluto que liberta. Aquilo e aqueles que pretendem ser absolutos neste mundo tiram-nos a liberdade com fanatismos.
Deus é esse Outro libertador, com quem nos podemos encontrar, amigo com amigo, Alguém que nos sorri dos céus.
Não devemos viver a vida a dormir, desinteressados das coisas espirituais, viver apenas voltados para o visível, o sensível, as horas vulgares, o cinzento do nosso dia-a-dia.
Toda a gente, mais dia, menos dia, põe a si mesma a questão do sentido ou do fracasso da sua existência.
É preciso ter tempo para fazer silêncio, fugir das horas vulgares da existência, escutar uma voz no íntimo de nós mesmos que nos convida a "ser o que devemos ser". Perguntemos a nós mesmos: será que eu sou quem devo ser?
É preciso estar acordado, atento, vigilante em relação à totalidade da nossa vida, ao sentido ou ao fracasso da nossa existência.
Uma voz diz-nos cá dentro da alma: "Sê quem és", quer dizer: sê verdadeiro, sê honesto, sê sério, sê um filho de Deus, um católico. Só tens uma vida, não brinques com ela...
Pergunta a ti mesmo: quem sou eu? O que faço aqui na terra? Para que é que eu vivo? Qual o valor do que faço e do que sou?
Com o passar dos anos as dimensões mais profundas da nossa vida ficam distorcidas, desfocadas, adulteradas pelo verdete da rotina. Muita gente não vive a vida, arrasta-a pela rotina.
Para que a vida seja bem vivida é preciso criar algo de novo no pensar e no ser, no ser para Deus. O silêncio, a meditação é uma oportunidade para ouvirmos Deus a dizer-nos: "Sê quem és"; "sê quem deves ser".
As mesmas coisas que vemos todos os dias se as olharmos com atenção, com um olhar fixo, elas parecem diferentes e ganham um novo interesse, uma nova importância. Isto vale para coisas, acontecimentos, pessoas, estados de vida.
Este olhar atento leva-nos a perceber o desgaste da monotonia rotineira.
O hábito, a rotina, a preguiça, o comodismo, a resignação são outros amores que estragam o primeiro amor puro e original.
A vida não é uma peça de teatro, não pode ser ensaiada. Só temos uma oportunidade e não podemos "falhar". Não podemos brincar com a vida.
Cada vida humana é única, irrepetível, como a pessoa que a vive. Cada um vai fazendo o seu caminho ao caminhar. Não há caminho feito, não há destino traçado para nós. Somos nós que traçamos o nosso destino.
José Rogério Almeida
quarta-feira, 25 de março de 2009
25 DE MARÇO ANUNCIAÇÃO DO ANJO A MARIA
De 25 de Março a 25 de Dezembro, são precisamente nove meses antes do Natal. Nove meses é o tempo de gestação de um filho na barriga da mãe.
Assim, 25 de Março é o dia da Anunciação do Anjo S. Gabriel a Maria de Nazaré para lhe fazer a proposta de poder ter um filho de uma forma excepcional e extraordinária: sem o auxílio de um homem. Esse filho seria filho de Deus e seria o Salvador do Mundo.
Maria não entende muito bem esta proposta, faz uma pergunta: “com será isso, se eu não conheço homem?”. Aqui a palavra “conheço”, significa: “não conheço no aspecto sexual, não tenho envolvimento sexual com nenhum homem, como posso ser mãe…
Maria era noiva de S. José. Conhecia o homem José, mas na Bíblia “conhecer”, muitas vezes, significa: “conhecer sexualmente”.
O Anjo Gabriel diz-lhe que isso é obra de Deus, será Ele o Pai da criança e Maria aceita, dá o seu “Sim”. A partir do seu sim, o filho começa a ser gerado no seu seio.
O Filho de Deus, eterno, invisível, omnipotente, torna-se filho de homem, temporal, visível, mortal, finito, frágil, assumindo a natureza humana.
O Filho de Deus tornou-se igual a nós em tudo, menos no pecado.
Podemos dizer que o dia 25 de Março é como que o começo da nossa total libertação e salvação que Jesus veio realizar pelo mistério da Encarnação.
É assim que se chama este fenómeno da vinda de Jesus ao mundo: ENCARNAÇÃO. Aquele que era Espírito, tornou-se carne humana.
Trata-se da iniciativa de Deus que decide vir ao nosso encontro para indicar uma forma nova de viver, para elevar a natureza humana degradada pelo pecado.
É iniciativa da graça divina. Do amor divino, da misericórdia divina que teve pena da miséria que a humanidade vivia e decidiu intervir para elevar a natureza humana estragada pelo pecado.
Jesus é o homem novo, o homem santo, bom, puro, santo, sem pecado.
Jesus encarnou para nos mostrar o que nós podemos e devemos ser para sermos felizes neste mundo e no mundo que há-de vir com a morte.
Jesus deu-nos o exemplo de como devemos viver para agradar a Deus, agradar aos outros e agradar a nós mesmos:
- viver como IRMÃOS DE TODOS (fraternidade universal).
Jesus Cristo é o EXEMPLO, o MODELO.
P. Albano Nogueira
terça-feira, 24 de março de 2009
QUEM SOU EU?
Quem sou eu perante mim mesmo?
Quem sou eu perante os outros?
Quem sou eu perante Deus?
Quem sou eu em mim mesmo?
Nós temos muitas identidades na única identidade que nós somos. Somos uns para nós mesmos (temos uma imagem de nós mesmos); somos diferentes para os outros (eles têm outra imagem diferente daquela que nós temos de nós mesmos) e mais ainda diferentes para Deus a quem não enganamos, nem escondemos nada. Ele que conhece a nossa verdadeira e total identidade. Para mim posso pensar que sou um e ser diferente; para os outros posso parecer um e ser diferente; para Deus sou quem sou… Não há máscaras, não há mentiras, não há enganos…
A nossa identidade (o saber “quem sou eu?”) é muito importante quer nesta parte da nossa vida antes da morte, quer na parte da nossa vida depois da morte.
A nossa vida é uma só. Há só uma vida. Na dimensão corporal, terrena e na dimensão futura depois da morte. A minha identidade é a mesma. Sou o mesmo, mas sou diferente antes de morrer e depois de morrer. Mas é importante dizer: “sou o mesmo, mas estou diferente”. Aliás até neste mundo, sou o mesmo, mas estou diferente hoje do que era há dez, 20, 30 anos atrás. O mesmo poderei dizer daqui a 10, 20, 30 anos e depois da morte. Sou o mesmo, mas estou diferente.
O SER permanece, o ESTAR mudar.
Saber quem sou é muito importante. Quem me dá a minha identidade? Quem me diz quem sou? Serei eu mesmo, será a minha auto-consciência? Será a minha memória? Será o meu corpo biológico, as minhas células? Será aquilo que faço? Será aquilo que tenho? Será aquilo que conheço que me dá a minha identidade? Será o meu carácter e personalidade? Tudo isto é aceitável, mas incompleto, como uma verdade parcial.
Numa perspectiva antropológica cristã,
O ser humano é um ser Dado por Deus, criado por Deus (naturalmente servindo-se dos pais), chamado por Deus a relacionar-se com Ele.
A nossa identidade e a permanência da nossa identidade depende Daquele que nos dá a vida – Deus e depende dos outros como instrumentos de Deus.
Nós somos e existimos enquanto Deus nos der a vida e a existência e nos relacionamos com os outros.
Quaresma é tempo de pensar a sério
P. Albano Nogueira