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terça-feira, 25 de agosto de 2009

DIFICULDADES NA ORAÇÃO

albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com


1- Aridez, secura: procurar o Senhor em Si mesmo e não tanto o que Ele nos dá…

2- Encontrar silêncio exterior e depois também interior. Hoje há medo do silêncio, medo de a pessoa se confrontar consigo mesma. O silêncio é a linguagem de Deus.

3- Desculpa de muito trabalho e pouco tempo para a oração. Temos de ter tempo para trabalhar e tempo para orar. Cristão sem oração é como um corpo sem alma, um barco sem leme, uma ave sem asas, uma árvore sem raízes, uma flor sem aroma.

4- Pensar que só é boa a oração em que sentimos fervor, emoção. A melhor oração é a que deixa melhores marcas.

5- Tentação de fugir das exigências do Senhor, ou querer um Cristo sem cruz, um Cristo fácil, sem exigências, sem mudanças, sem conversão.

6- Desculpa para não rezar: não sei o que dizer, o que fazer, como começar. Ser amigo de Jesus leva o seu tempo, faz falta conhecer-nos. Depois, as palavras, o gesto oportuno, as formas, saem por si.

7- Queixas de distracções na oração. Distraímo-nos porque “a louca da casa”, a nossa imaginação não pára e tem de ser evangelizada.
Se te distrais com alguma coisa, trazes essa coisa para a oração e rezas essa coisa, essa pessoa, essa situação. Reza: “Senhor, é a erva do meu jardim. Transforma-a, com a Tua graça, numa flor perfumada para Ti” e tenta recolher-te de novo.

8- Tentação de deixar a oração parece que não serve para nada, não vemos resultados. Temos de ser determinados, perseverantes, vigilantes, ter uma grande força de vontade, querer mesmo orar e não desanimar. Estamos habituados ao activismo e custa-nos estar parados, em silêncio. Deixar a oração nada resolve e deixa-nos mais vazios, perdendo a vida, a paz, a alegria.
9- Tentação do individualismo, fechar-nos no nosso mundo interior. Uma oração autêntica abre-nos aos outros, dilata o nosso coração (Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos…). A oração tem de nos comprometer com a família, o grupo, a paróquia, a nação. Não podemos orar só para nos sentirmos bem, mas para “ser” e “fazer” o que Deus quer de nós.

10- Cansaço de da vida, cansaço de orar. Rezar os nossos problemas. Imaginar o sofrimento de Jesus na Sua Paixão: flagelado preso a uma coluna, coroado de espinhos, escarnecido, carregando com a cruz, sendo despojado, crucificado.
Lembrar-nos que ninguém nos ama como Ele, que Ele compreende o que sentimos, e que nos anima a levantar o ânimo. Pensar que Ele passou muito mais do que nós passamos.

11- O sono é uma dificuldade para orar. Tentar escolher um momento mais próprio. A pessoa pode lavar a cara, tomar qualquer coisa, caminhar. Se tiveres muito sono, dorme. Ver se podes mudar o horário. Se queres seguir Jesus tens de estar alerta, atento e não se desleixar.

12- Um grande problema é separar a oração da vida. A fé e a vida têm de andar juntas. Temos de trazer a vida para a oração e levar a oração para a vida. A oração deve transformar a nossa vida. Se não nos vamos parecendo com Jesus, se não vamos amando como Ele, se não vamos adquirindo só seus sentimentos, é sinal de que não estamos a rezar como deve ser.


(continua)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

RECURSOS E AJUDAS PARA A ORAÇÃO


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Pôr os olhos em Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Foi igual a nós em tudo: sentiu o que nós sentimos, viveu em plenitude a sua humanidade, teve projectos, sonhos, ideais, foi descobrindo a sua missão. Foi conhecendo o Pai e abrindo-se aos homens. Trabalhou, sofreu, chorou, sofreu e morreu como nós. Foi diferente: não pecou.

1-A PALAVRA DE DEUS.
É uma grande ajuda para rezarmos. Pegarmos na Palavra de Deus, lê-la e sublinhá-la as passagens que mais nos digam. Meditar, rezar essa passagem.

2- TER UM OU MAIS ROSTOS DE JESUS CRISTO.
Ajuda a concentrar-nos na oração, a tê-lo presente, a pedir alguma das suas atitudes. Gravar o rosto de Jesus no nosso íntimo e na memória ajuda-nos a ser mais parecidos com Ele.

3- TER UM BLOCO ESPIRITUAL
para escrevermos as frases ou experiências que se vive na oração. Escrever a própria situação perante si e perante Deus. Escrever frases, orações, falar a Deus de si, da sua situação, das suas intenções.

4- FAZER UM ORATÓRIO, ou um recanto no quarto ou em casa,
criar um espaço para Jesus na vida da família. Pode-se fazer lá a oração diária.

5- LER BONS LIVROS ESPIRITUAIS.
Ajuda a meditar e a rezar e a ter coisas para louvar a Deus, para falar com Jesus, para louvar a Deus.

6- Pode ser importante TER UM GUIA OU DIRECTOR ESPIRITUAL.
Um sacerdote e tratar com amigos de Deus. Falar com outros sobre Deus.

7- A COMUNHÃO DOS SANTOS é um grande meio para ser fiel.
Fazer-se amigo dos santos. Ler livros dos santos, conhecê-los e rezar-lhes para os imitarmos e pedir que nos ajudem a caminhar na santidade. Pedir ajuda para não nos desviarmos dos caminhos de Deus.

8- REPETIR JACULATÓRIAS ou frases evangélicas ajudam-nos a sentir a presença de Deus ao longo do dia:

Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos…
Senhor eu creio em Vós, mas aumentai a m/fé.
Senhor, espero em Vós, mas aumentai a minha esperança.
Senhor, eu Vos amo, mas aumentai o meu amor.
Sagrado coração de Jesus que tanto nos amais… Jesus fica comigo.
Senhor Tu és o Caminho, a verdade e a vida. Meu Senhor e meu Deus.
Obrigado Jesus porque és meu amigo.
Jesus fica comigo. Jesus fica no meu coração.
Meu Senhor e meu Deus.

9- LER AS LEITURAS DO DIA DA MISSA,
leitura seguida do evangelho, pausada, meditada. Ler livros espirituais.

10- ESCUTAR UMA CANÇÃO RELIGIOSA de mensagem, um poema, uma oração, música de fundo instrumental suave própria para oração.

11- MOTIVAR A VIVÊNCIA DO MÊS com alguma frase, uma imagem. Mês de Maria (Maio), mês do Coração de Jesus (Junho), mês de S. José (Março), mês das almas (Novembro).

(continua)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

OS SENTIDOS INTERIORES NA ORAÇÃO


albanosousanogueira@sapo.pt

http://operfumededeus.blogspot.com


Nós temos 5 sentidos corporais e devemos elevá-los a uma dimensão espiritual:
1- Visão: Visão espiritual: ver a Deus na criação e ver a Deus nas pessoas.
2- Audição: ouvido atento para perceber a voz de Deus que fala para nos. Fala na Palavra e fala no coração.
3- Olfacto: que nos permite sentir a Deus nas pessoas e ser o perfume de Deus, o bom odor de Cristo.
Nós cheirar bem na alma, como gostamos de cheirar bem no corpo.
4- Gosto: que saboreia as coisas de Deus como saboreamos a comida, a bebida.
5- Tacto: graças ao qual podemos tocar o Verbo da Vida. Tocar as coisas e as pessoas como criaturas sagradas que devemos respeitar.

1. MÉTODO DE ORAÇÃO- COMO?
Modelo nº 1
1. Oração inicial, invocando o Espírito Santo
2. Leitura lenta e atenta de um texto bíblico ou algum texto espiritual
3. Momento de silêncio interior, rever o que se leu.
4. Ver bem o sentido de cada frase.
5. Actualizar e ruminar a Palavra, levando-a à vida
6. Relacionar o texto com os outros
7. Ler de novo, rezando o texto e respondendo a Deus
8. Formular um compromisso de vida
9. Rezar um salmo apropriado
10. Escolher uma frase ou uma palavra como resumo para memorizar.
Modelo nº 2
1- Pedir ao Senhor perdão pelos pecados e fazer o sinal da cruz.
2- Procurar a companhia de Jesus
3- Representar Jesus junto de ti e olhar com que amor te está a ensinar a rezar
4- Olhar para Jesus que também olha para ti, apesar dos teus pecados.
5- Jesus alegra-se com o nosso olhar para Ele
6- Se estás alegre, pensa em Jesus ressuscitado. Se estás triste, pensa em Jesus atado à coluna, na cruz, despedaçado pelo muito que te ama. 7
7- Diz-lhe o que sentes no teu coração. Simplesmente faz-lhe companhia.
8- Para terminar diz-lhe na tua oração: “Juntos andemos, Senhor”.


QUANDO DEVEMOS ORAR?
Todos os dias. O tempo que dedicamos às coisas, mostra o valor que lhe damos.
Encontrar o melhor momento: manhã, tarde, noite…
Estamos a falar da oração pessoal, individual, mas existe também a oração comunitária
Deus é bom e recompensa o nosso sacrifício

QUANTO TEMPO DEVEMOS ORAR?
Depende do grau de amizade que queiras com Jesus. Sempre arranjamos tempo para estarmos com os amigos. Quanto mais Deus tiver valor, mais tempo lhe damos.
O mínimo deve ser um quarto de hora por dia: 15 minutos.
Damos 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir, muitas horas para comer, divertir-nos, tempo livre.
SE DERMOS 15 MINUTOS A DEUS, NÃO É MUITO. Deus é como um manjar de que comem muitas pessoas. Uns comem pouco, outros mais, outros muito.

(continua)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O CORPO NA ORAÇÃO




Nós rezamos com toda a pessoa corpo, alma, matéria e espírito e não apenas com a alma ou espírito.
Por isso, para rezarmos, temos de fazer um exercício de relaxação, de serenar a nossa mente e o nosso espírito: afastar tensões, preocupações, sono, cansaços.
Quando rezarmos em casa no nosso quarto podemos procurar uma posição corporal correcta, uma boa respiração, desligar-se das preocupações e imagens.
Fechar os olhos e pôr-se na presença do Senhor.

Olhar uma imagem de Jesus.
Repetir o nome de Jesus.

Colocar-se na presença de Deus e invocar o E. Santo.
MODOS DE ORAR:
1-Petição: Pedir, significa que somos pobres precisamos de Deus, mas não podemos só pedir coisas materiais. Devemos pedir bens espirituais. Oração mais interesseira, centrada em nós, mais egoísta.
2-Louvor: Oração mais desinteressada, mais gratuita, mais centrada em Deus. Pelo louvor reconhecemos a acção de Deus em nós, nos outros, Todo-Poderoso, Bondade, Misericórdia infinitas.
3- Acção de graças: é a oração que Jesus mais fazia. Temos tantos motivos para dar graças a Deus. Bendizer e agradecer a Deus por tudo o que Deus nos dá. Agradecer o bom e agradecer aquilo que nos parece de mal, de negativo, incompreensível e nos faz sofrer.
4- Intercessão: é uma oração solidária e comprometida com os outros. Faz-nos irmãos dos outros. Trata-se de trazer à oração as pessoas de quem gostamos, às que sofrem, às que não nos caem bem. A oração de intercessão leva-nos a oferecer algo a Deus pelas necessidades dos outros: vivos e defuntos.
5- Perdão: é também uma oração de petição. Leva-nos a reconhecer diante de Deus os nossos pecados e pedir-Lhe perdão por eles.
Quanto mais próximos estamos de Deus (da luz), mais pecadores nos sentimos (e vemos a sujidade, o lixo que há em nós).
Não nos devemos julgar bons diante de Deus, mas sempre pecadores.
6- Bênção: Jesus utilizava a bênção par pedir coisas boas para os outros: a paz, o perdão, a vida, a saúde, a fé, a esperança, a humildade, a prudência, a temperança…
7- Adoração: A oração de adoração é a mais profunda e mais gratuita perante Deus em que se reconhece tudo o que Ele É e reconhecemos a nossa miséria e pecado, a nossa pequenez.
A adoração é ficarmos todos centrados em Deus numa linguagem de amor, admiração, acolhimento, aceitação da vontade de Deus.

terça-feira, 28 de julho de 2009

APRENDER A ORAR, ORANDO



Rezar não é só uma questão de fé, de acreditar em coisas, ideias, doutrina, é também uma questão de amizade, de amor.

Orar é uma relação entre pessoas.

Crer, acreditar, confiar em Alguém, em Pessoas: as pessoas divinas.
Aqueles que se fazem de verdade amigos de Deus e seguem um caminho espiritual de diálogo e amizade com o Senhor, sentem em si as maravilhas de Deus e de quanto podem mudar as suas vidas quando se abrem aos projectos de Deus.
Deus quer que sejamos felizes.

A oração é para todos e orar é uma coisa simples, tão natural como viver.
A oração é uma ligação com Deus, como quem faz uma chamada telefónica e se deixa conduzir por Ele.
Orar é um conjunto de muitas acções: umas vezes activas, outras vezes passivas.
Oração é vida. Deve-se orar a partir da vida e para a vida.
Orar é deixar-se trabalhar por Deus. Nós somos o barro e Deus é o oleiro. Somos obra Sua. Precisamos de amar o barro que somos e deixar que Deus o transforme.
A oração deve fazer de nós AMIGOS DE DEUS. E os amigos encontram-se, falam, dialogam, abrem o seu coração aos outros…
Cada um devia descobrir e dizer sempre: “Que bom é o Senhor. Quem bom, Senhor, é estar contigo, estar na Tua presença, na Tua amizade”.


1. O QUE É A ORAÇÃO?
A oração é uma amizade que nos leva a aprender a olhar-nos como Deus nos olha e amar-nos como Deus nos ama e a amar como Ele.
Deus é um amigo que nos ama, cuida, interpela, confronta, nos cura e extrai de nós o que há de melhor no nosso “Eu”, para que nós possamos fazer o mesmo e ajudar os outros.
Deus está no mais íntimo de nós mesmos. Há um espaço para Deus e que ninguém pode ocupar. Há em nós um vazio que nada nem ninguém pode preencher, por mais que tentemos.
A oração pode ajudar-nos a experimentar o gozo e a alegria que só Deus nos pode dar e que nada nem ninguém nos pode roubar.
Há uma Alegria com um A grande.

A Alegria interior de Deus em nós e há as pequenas alegrias exteriores, as alegrias do mundo e que depressa as podemos perder.
Para haver oração, tem de haver silêncio interior e exterior.

O silêncio é a linguagem de Deus. No silêncio podemos conhecer o homem velho marcado pelo pecado que devemos deixar para sermos o homem novo, marcado pela graça que nos assemelha a Jesus Cristo.

Este é o caminho da conversão que a oração implica.
Quem quer seguir o Senhor, não pode pôr condições a Deus.

(continua)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

ORAÇÃO DA MANHÃ





Senhor, no silêncio deste dia que nasce,venho pedir-te paz, sabedoria e força.

Hoje quero olhar o mundo com olhos cheios de amor;ser paciente, compreensivo, humilde, suave e bom.

Ver teus filhos por trás das aparências,como Tu mesmo os vês,para, assim, poder apreciar a bondade de cada um.

Fecha meus ouvidos a toda murmuração,guarda minha língua de toda maledicência,que só os pensamentos que bendigam,permaneçam em mim.

Quero ser tão bem-intencionado e justo que todos os que se aproximarem de mim, sintam tua presença.

Reveste-me de tua bondade, Senhor,e faz que durante este dia eu te revele.

Amen.


(Autor: Frei Larrañaga, em "Encontro")

terça-feira, 21 de julho de 2009

JOVEM, QUEL É A TUA VOCAÇÃO?

albanosousanogueira@sapo.pt
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A vocação é uma chamada, um destino e um futuro.
Perguntar pela vocação, é perguntar pelo teu destino e a que futuro estás chamado.
A vocação orienta-se para o futuro, mas deve realizar-se no presente procurando em tudo a verdade.
Assim, a vocação é tarefa que exige esforço, empenho… É um arriscar: tomar a vida a sério! Compromisso. Liberdade e responsabilidade.
Para que isso aconteça cada jovem deve dialogar consigo mesmo, com outros (psicólogos, sacerdotes) e com Deus.
Dialogar com Deus é rezar, é pedir luz, sabedoria, força, coragem para não ter medo de seguir em frente.
Hoje há muitos jovens que têm medo de arriscar. Medo de arriscar no matrimónio, medo de arriscar numa vocação consagrada.
Mas na vida temos de correr riscos.
Na raiz da palavra vocação, está a “voz” que chama.
Jovem, qual é a voz que grita do teu interior?
Será que alguma vez ouviste a voz de Deus que te chama a servir os outros?
Será que apenas ouves as vozes do mundo que te convidam a uma vida só a pensar em ti?
Deus chama-te a seres útil aos outros, a servir…
Deus quer ouvir a tua voz! Deus quer ouvir a tua resposta.
Se Jesus bater à porta do teu coração e te convidar a segui-l’O. Qual é a tua resposta?
Se Jesus te disser que precisa de ti. Que resposta lhe darás?


Há muitas portas que se abrem diante de ti.

Procura pensar bem qual será a porta indicada para ti


P. Albano Nogueira

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Oração de Nossa Senhora do Carmo



Hoje, dia 16 de Julho é dia de Nossa Senhora do Carmo

ORAÇÃO

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Saúde dos Enfermos, rogai por nós. Refúgio dos pecadores, rogai por nós. Consoladora dos aflitos, rogai por nós. Ave-Maria
Nossa Senhora do Monte Carmelo. Amantíssima Mãe do Divino Jesus, que vos dignastes fazer do monte Carmelo, na Terra Santa, um local santificado para a manifestação de vosso celestial poder, sede propícia às minhas preces, ajudai-me na luta contra o pecado, ajudai-me a me tornar digno da clemência de Vosso Filho Nosso Senhor Jesus Cristo. Nossa Senhora, advogada dos aflitos, lançai vosso olhar sobre as almas sofredoras no outro mundo e sobre a alma de....( dizer o nome da pessoa falecida). Amparai-o com a vossa infinita bondade, rogai a Deus Pai, Todo Poderoso, a Deus Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, a Deus Espírito Santo, pelo perdão de seus pecados, de suas faltas e conduzi a sua alma, talvez ainda sofredora, à luz eterna, à celestial mansão de Deus, dos Anjos, dos Patriarcas, dos Apóstolos, dos Mártires, das almas que se mantiveram firmes na fé em vosso Amado Filho Nosso Senhor Jesus Cristo.
Senhora do Carmo, ouvi o seu apelo:" Do abismo clamei a Ti, Senhor. Senhor, ouvi minha oração".
Nossa Senhora do Carmo, rogai por .....(nome da pessoa).
Nossa Senhora do Carmo, intercedei por .....(nome da pessoa).
Nossa Senhora do Carmo, protegei .....(nome da pessoa).
Oh! Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
(Três Vezes) Rezar um Pai-Nosso, Três Ave-Marias e uma Salve-Rainha

terça-feira, 14 de julho de 2009

ANO SACERDOTAL – CONVITE



albanosousanogueira@sapo.pt

http://operfumededeus.blogspot.com

Neste Ano Sacerdotal que está a decorrer entre 19 de Junho de 2009 e 19 Junho de 2010, eu gostaria de dizer aos rapazes jovens, ou adultos jovens que pensassem a sério na vida, no caminho a seguir.
Pára. Faz silêncio. Pensa, meu caro rapaz: “Qual será o meu caminho? Qual será a vocação a que Deus me chama? Como hei-de gastar a minha vida? Que hei-de fazer com a minha vida?”.
Além de pensares, meu caro rapaz, eu te peço: reza, fala com o Senhor Jesus e escuta a Sua voz: “Senhor, ilumina-me, mostra-me o caminho a seguir. Senhor, não sei o que hei-de fazer da minha vida, não sei como a hei-de gastar, dá-me a luz do Espírito Santo para saber a vocação a que me chamas. Senhor Jesus, sou jovem ainda não me conheço, não conheço as minhas inclinações vocacionais, por isso Te peço luz, força e coragem para parar, pensar e decidir”.
Deus precisa de ti para ajudares outros jovens. Não penses só em ti, em seres feliz sozinho. Pensa numa vida grande ajudando outros jovens a orientarem-se bem na vida. Tu sabes, melhor do que eu, há muitos colegas teus que andam desorientados na vida, longe de Deus, longe do bem, em caminhos duvidosos ou até maus que não os dignificam, não ajudam a sua personalidade a realizar-se, percorrem caminhos que os degradam nos vícios, na marginalidade.
Meu caro jovem, pensa, reza, pede ajuda, pede conselho aos pais, aos sacerdotes e faz uma experiência num seminário (lugar onde estudam os candidatos ao sacerdócio). Pode se rum dia, dois, 3 dias. Uma semana. Procura conhecer a vida do seminário para poderes descobrir de forma acertada o projecto de Deus para a tua vida.
Esse projecto maravilhoso chama-se VOCAÇÃO, chamamento de Deus.
A VOCAÇÃO nasce do amor que Deus te tem. Porque te ama, tem para ti um projecto de felicidade. E chama-te a realizá-lo. A VOCAÇÃO é um chamamento cheio de amor.
Um chamamento cheio de amor exige uma resposta igualmente cheia de amor.
Amar a Deus, a Jesus e a Sua Igreja Católica é a condição absolutamente indispensável para a resposta.
Não se ama quem não se conhece. A Jesus só se ama se O conheceres de verdade. Quanto melhor o conheceres, mais O amarás.
Conhecê-l’O-ás tanto mais, quanto mais contactares com Ele. É, assim, de facto que as pessoas se conhecem: ligando-se umas às outras. Com Jesus é o mesmo.
A oração é a grande forma de contactares, de lidares com Jesus. Nasce do amor, mas leva a um amor cada vez maior. Se amas, rezas; porque rezas, amas e amas cada vez mais.
Quem ama, reza. Quem reza, conhece; quem conhece, ama ainda mais. Quem ama de verdade, responde ao chamamento e é FELIZ.

Padre Albano Nogueira

quinta-feira, 9 de julho de 2009

S. BENTO DE NURSIA



11 de Julho, dia de S. Bento

São Bento de Núrsia, nasceu em Núrsia, no ano 480 e morreu no mosteiro de Montecassino em 547) foi um monge italiano, fundador da Ordem dos Beneditinos, até hoje uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador também da "Regra de São Bento", um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica existentes e inspiração de muitas outras comunidades religiosas.

Foi designado santo padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964, sendo venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália (destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada). É comemorado a 21 de Março- dia da sua morte e 11 de Julho, dia das sua trasladação do Monte Cassino para um Mosteiro francês.

Biografia
Segundo São Gregório, São Bento foi filho de um nobre romano, tendo realizado os primeiros estudos na região de Núrsia. Mais tarde, foi enviado a Roma para estudar retórica
e filosofia, mas, tendo se decepcionado com a decadência moral da cidade, abandona logo a capital e se retira para Enfide (atual Affile).

Ajudado por um abade da região chamado Romano, instalou-se em uma gruta de difícil acesso, a fim de viver como eremita. Depois de três anos nesse lugar, dedicando-se à oração e ao sacrifício, foi descoberto por alguns pastores, que divulgaram a fama de santidade.
A partir de então, foi visitado constantemente por pessoas que buscavam conselhos e direcção espiritual. É então eleito abade de um mosteiro no norte da Itália. Por causa do regime de vida exigente, os monges tentaram envenená-lo, mas, no momento em que dava a bênção sobre o alimento, a taça se fez em pedaços. Com isso, São Bento resolve deixar a comunidade. Volta à caverna onde, recebendo grande quantidade de discípulos, funda diversos mosteiros.

Em 529, por causa da inveja de um sacerdote da região, tem de se mudar para Monte Cassino, onde funda o mosteiro que viria a ser o fundamento da expansão da Ordem Beneditina. Em 540 escreve a Regra dos Mosteiros. Morre a 21 de Março 547.
As representações de São Bento geralmente mostram, junto com o santo, o livro da Regra, um cálice quebrado e um corvo com um pão na boca, em memória ao pão envenenado que recebeu de um sacerdote invejoso. São Gregório conta que, por sua ordem, o corvo levou o pão até onde ninguém o encontrasse.
As relíquias
de São Bento estão conservadas na cripta da Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire (Fleury), próximo a Orleáns e Germigny-des-Prés, no centro da França.

Em Portugal só existe um convento de Monges Beneditinos em Singeverga, Roriz, Santo Tirso. Tem cerca de 30 monges.

O seu Abade é D. Luís Aranha

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ORAÇÃO DA MANHÃ


albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com

Senhor, Tu amaste-me desde sempre
E o Teu amor por mim chamou-me à vida.
Em Teu Filho Jesus Cristo
Fizeste-me Teu filho e herdeiro do Teu Reino.

Tu conheces toda a minha vida
E penetras os meus pensamentos e sentimentos.
Em Ti me movo, existo e sou
E sem Ti nada posso fazer.
Tu me acompanhas no meu caminho
E o Teu olhar amigo segue os meus passos.

Se subo à montanha, lá Te encontro,
Se vou até à praia, Tu lá estás.
Se me fecho no meu quarto, lá Te encontro,
Se convivo com os meus amigos, Tu lá estás.

Ainda que queria esquecer-me de Ti
Ainda que tente fugir da Tua presença
O Teu amor é mais forte que o meu desatino.

Em cada momento da minha história
Em cada circunstância da minha vida,
Sinto-me envolvido no Teu amor e fidelidade.

Acompanha-me também
A Tua e minha Mãe
Por isso digo:
Avé Maria, cheia de graças…
Santa Maria…

(Fonte fransciscana)

terça-feira, 30 de junho de 2009

FÉRIAS, SOLIDARIEDADE, SILÊNCIO, ORAÇÃO

Muita gente, sobretudo os estudantes já estão de férias. Nem todos, mas muitos já estão e outros estarão em breve.
A ti que passas por este blogue, faço-te um convite: aproveita as férias para seres útil aos outros. A maior alegria e felicidade não é preocupar-se connosco, com a nossa vida, prazeres, gozos, mas a maior alegria de uma vida inteira é tentar fazer os outros felizes.
Quem só se preocupa consigo mesmo, dificilmente será feliz.
Quem se isola num quarto, com um telemóvel, televisão, computador, etc, torna-se egoísta, vazio
e a sua vida será banal e com pouco sentido.
Podes ajudar os pais em casa na cozinha, no jardim, no campo, nas limpezas.
Podes ajudar pessoas amigas, idosos, doentes.
Podes dar mais tempo aos outros: ajudar numa instituição de solidariedade social.
Podes participar mais na vida religiosa da tua Igreja.
Podes fazer silêncio, rezar, falar com Deus como quem fala com um amigo.
Podes ler bons livros, boas revistas, cultivar-te.
Contempla as estrelas, a lua, o sol, os montes, os vales, o mar, o rio, as plantas, os animais e vê tudo isso como uma pegada de Deus, um acto de amor de Deus por ti.
contempla a natureza nas férias e reza pela beleza, pela ordem, pela harmonia das coisas e diz: Meus Deus, como sois grande, belo, bom. Muito obrigado por tudo o que criaste e que eu posso
gozar.
Aproveita as férias sendo útil aos outros.
Muita gente mete-se em vícios porque a sua vida é vazia, nada faz pelos outros.
As férias são uma boa oportunidade para

Boas férias e um grande abraço deste irmão em Cristo:

P. Albano Nogueira

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ANO SACERDOTAL 3

Bento XVI anuncia que Igreja vai realizar um Ano Sacerdotal
Por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, Bento XVI anunciou esta manhã que, de 19 de Junho de 2009 a 19 de Junho de 2010, se realizará um especial Ano Sacerdotal, que terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".
Segundo comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Santo Padre abrirá este Ano presidindo a celebração das Vésperas, em 19 de Junho, solenidade do Santíssimo Coração de Jesus e Dia de santificação sacerdotal, na presença da relíquia de Cura d'Ars trazida pelo Bispo de Belley-Ars. Bento XVI encerrará o Ano em 19 de Junho de 2010, participando de um "Encontro Mundial Sacerdotal" na Praça S. Pedro.
Ainda de acordo com o comunicado, durante este Ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney "Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo". Além disso, será publicado o "Directório para os Confessores e os Directores Espirituais", junto a uma colectânea de textos do Santo Padre sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época actual.
A Congregação para o Clero, em parceria com os Ordinários diocesanos e os Superiores dos Institutos religiosos, será o encarregado de promover e coordenar as várias iniciativas espirituais e pastorais. A finalidade deste Ano é ressaltar sempre a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea, como também a necessidade de potencializar a formação permanente dos sacerdotes, relacionado-a com a formação dos seminaristas.Por esta razão iremos publicar no Jornal da Igreja Nova textos sobre este assunto até para ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens e os pais a perceberem a beleza e a grandeza da vocação sacerdotal como seguimento e imitação de Jesus Cristo o Bom Pastor que nos conduz a todos para a felicidade do Reino de Deus.
P. Albano Nogueira

sexta-feira, 19 de junho de 2009

ANO SACERDOTAL 2


Começa hoje, 19 de Junho, dia do Sagrado Coração de Jesus, o Ano Sacerdotal decretado pelo Papa Bento XVI.
Vai ser um ano para toda a Igreja Católica reflectir sobre esta vocação tão importante a que alguns homens são chamados (para já o sacerdócio na Igreja Católica é só para homens).
Os sacerdotes vão reflectir sobre a sua missão tão importante e tão necessária.
Mais importante do que o “agir sacerdotal” (exterior) é o seu “ser sacerdotal” (interior).
Atrevo-me a dizer que, no meu ponto de vista, a vocação sacerdotal é a vida mais linda que um homem pode ter. Porque o sacerdote é chamado para fazer de “Cristo” na terra, ser outro Cristo:
Agir em vez de Cristo,
Pregar em vez de Cristo,
Reunir o Povo de Deus em vez de Cristo,
Presidir à Assembleia em vez de Cristo,
Baptizar em vez de Cristo,
Perdoar em vez de Cristo,
Abençoar em vez de Cristo,
Ungir em vez de Cristo,
Consagrar o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Jesus em vez de Cristo
Repetir os gestos de Jesus Cristo.

O jovem é chamado à vida sacerdotal para emprestar todo o seu ser a Cristo:
- A sua inteligência, o seu pensar,
- A sua boca, o seu falar,
- O seu coração, o seu amar,
- As suas mãos, o seu agir,
- Os seus pés, o seu caminhar,
- A sua vontade, o seu querer.
Haverá vida mais bela, mais grandiosa, mais necessária do que esta?
Ser continuador da missão salvadora e libertadora de Jesus Cristo, o Bom Pastor…
Se é tão bonita, tão grandiosa, tão necessária a vida sacerdotal, porque é que há tão poucos sacerdotes? Porque é que os jovens não sentem chamamento para a vida sacerdotal e não lhe respondem dizendo Sim?...
Há muitas razões.
Penso que a razão mais forte é o EGOÍSMO em que as crianças e os jovens hoje são educados a viver muito centrados em si mesmos, enquanto que um sacerdote tem de estar disponível a ser para os outros. Um sacerdote deve morrer para si mesmo e a viver para os outros. Ora isso é precisamente o contrário do egoísmo.
O egoísmo dos pais (só ter um filho em vez de querer ter vários filhos) transmite-se ao filhos(s).
Escutai, amigos meus,
Ser padre é isto somente:
Não ser de si nem dos seus,
Para ser de toda a gente
(A. Correia de Oliveira)
Além do egoísmo que torna difícil a vocação sacerdotal, existem as CONDIÇÕES que na sociedade moderna não facilitam a fé pessoal, o encontro com Deus que exige silêncio, oração, meditação, contemplação e isso no mundo de hoje existe pouco.
Vivemos num mundo de muito ruído, de muito barulho, muita confusão, muita correria, muita dispersão, muitos divertimentos (bastantes ruidosos), muitas solicitações, muitas ocupações e muitas preocupações.
Todo o mundo quer falar (mesmo que não entenda quase nada dos assuntos) e poucos querem ouvir, escutar, meditar, orar, fazer silêncio...
Se os jovens se encontrassem a sério com Jesus Cristo no silêncio da oração e do coração, um encontro pessoal entre um Eu e um Tu, num diálogo amigo, num saber falar e saber escutar, talvez tivéssemos mais vocações consagradas.
O problema é que na Igreja Católica não se cultiva o silêncio, a meditação, a contemplação. As pessoas estão habituadas a cantar, a rezar em voz alta, tantas vezes respostas decoradas, repetidas muitas vezes, ditas por rotina, nas quais já nem se pensa.
Faltam MESTRES DA ORAÇÃO, QUE SAIBAM REZAR E ENSINEM A REZAR, fazendo da oração não um repetir mecânico de palavras, mas oração como um encontro profundo de mim como um EU com Jesus vivo dentro e fora de nós, como um TU.
Nós sacerdotes não sabemos rezar, por isso, também não podemos ensinar os outros... Ninguém dá o que não tem...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

MANDAI-NOS MENSAGEIROS


Mandai-nos mensageiros, Senhor,
Para a terra inteira mandai-nos, ó Senhor
E o mundo cantará a Vossa glória.

1. Senhor, Vós os chamais a dar testemunho
Serem como a luz, que brilha sobre os montes.

2. Depois de conhecerem o vosso chamamento
Seguiram na alegria a vossa voz, Senhor.

3. Dai-lhes, Senhor, o gosto de sempre vos servir
De seguir vossos passos e chegar até Vós.

4. O mundo de hoje em dia procura só prazer
Que sinta em suas vidas a luz do vosso amor.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

PENSAMENTOS- I


- O povo será amigo do padre e da Igreja quando o padre se tornar amigo do povo
- Façamos tudo com boa vontade e alegria. Deus não gosta de servidores carrancudos.
- A nossa vida será árida se Deus não a regar com a Sua Graça.
- A adoração reparadora é a nossa audiência real de cada dia; é a nossa vocação.
- Sem o Trabalho as coisas úteis e agradáveis ou não existiriam ou não serviriam.
- O conhecimento da nossa debilidade conduz-nos à confiança em Deus.
- Falar com eloquência é muito bonito, mas agir com prática é muito melhor.
- Todos os acontecimentos da vida nos levam a Deus.
- Precisamos de acarinhar os jovens tanto pelo perigo que correm como pelo bem que nos trazem.
- A pesca milagrosa não se faz na sacristia mas no alto mar.
- A cada pecado a sua misericórdia.
- Façamo-nos santos e façamos santos.
- O luxo foi outrora o cancro dos ricos; hoje é a lepra dos pobres. Possuir e gozar tornaram-se os fins da vida.
- A união com Deus é o mais poderoso remédio para todos os defeitos.
- Numa alma a educação ou a cultura moral corrigem muitos defeitos.
- O carácter é a fisionomia da alma.
- Não há amor sem dor.
- Deus não sabe o que fazer com o nosso saber e com as nossas obras se nelas não estiver o nosso coração.
- Não basta fazer bem aquilo que fazemos, é preciso fazê-lo com amor.
- O amor de Deus torna grande o coração do homem.
- Fazei da vossa vida uma questão de amor e não uma questão de interesse.
- Só com amor se reparam as feridas do coração.
- O orgulho gera muitos defeitos.
- A Eucaristia e a cruz são os mananciais dos quais o Sagrado Coração se expande em ondas de amor, de graça, de misericórdia.
Pensamentos deonianos

sexta-feira, 5 de junho de 2009

SER SACERDOTE



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Na nossa vida de sacerdotes, encontramos muita gente triste, desanimada, ferida, magoada com a vida, com os outros, consigo mesmos.
Essas pessoas não têm quem as oiça, acolha e aconselhe. Servem-se do cabeleireiro, do café e outros lugares para desabafarem…
Por isso, a missão de sacerdote é tão importante e são tão necessários os sacerdotes para a Igreja Católica. E são tão escassos.
O Papa Bento XVI decretou um ANO SACERDOTAL, para despertar a atenção para esta vocação como caminho de serviço, de felicidade, de realização pessoal, social e eclesial.
O sacerdote é Outro Cristo e isto bastaria para dizer a grandeza do sacerdócio ministerial.
Existe o sacerdócio comum dos fiéis de que todos os baptizados participam e existe o sacerdócio ministerial para os homens que recebam o sacramento da Ordem.
O sacerdócio é uma vocação pessoal. Vocação quer dizer chamamento. Deus chama no coração do homem para seguir este caminho de dedicação e serviço do Evangelho, da Igreja e dos Homens. Mas Deus chama também pela Palavra de Deus escutada, meditada, rezada e interiorizada pelos jovens; chama pela boca de outros: pais, sacerdotes, catequistas, amigos, familiares, etc.
Ao jovem cabe a resposta. Muitos são chamados, mas quase ninguém tem tempo, quase ninguém tem disposição de entregar o seu coração a Jesus para amar de um jeito diferente daquele que a maioria das pessoas ama.
Muita gente diz que os padres deviam casar. Poderá ser uma possibilidade no futuro se a hierarquia o decidir. O problema é muito mais profundo.
É uma falta de fé, de conhecimento, de aprofundamento da amizade e intimidade com Jesus Cristo na oração.
O jovem que se entrega a Jesus no sacerdócio ama muito, só que de um jeito diferente.
Todos sabem que há muitas espécies de amor. Nem todo o amor tem de ter envolvimento sexual. Como acontece entre amigos, como acontece entre pais e filhos; como acontece a quem se entrega a certas causas: desporto, política, voluntariado, etc. Essas pessoas amam de um jeito diferente e podem não ter envolvimento sexual.
O problema mais profundo é que as crianças e os jovens crescem cada vez mais vazios de Deus, de religião, de espiritualidade, de piedade, de devoção. Vivem a religião na superficialidade sem raízes. Alguns vão à catequese, mas o ambiente é muito superficial acerca de Deus e da fé. Outros vão à igreja, à Eucaristia, mas falta profundidade, experiência espiritual, intimidade com Jesus, silêncio do coração a coração.
Deus não é sentido pelos jovens, pelas pessoas que entram na Igreja e já não sentem a presença de Deus. Alguns nem sequer ajoelham, rezam, falam com Jesus.
Não sabem, porque ninguém lhe ensinou…
Faltam sacerdotes com tempo para a pastoral, o acompanhamento. Somos poucos sacerdotes, muitos já idosos, cansados. Temos muitas paróquias, andamos a correr de um lado para o outro ao Sábado e Domingo. Não estamos com as crianças, com os jovens, não fazemos experiência profunda da presença terna e carinhosa de Deus.
Não nos sentimos amados por Deus no íntimo de nós mesmos e não retribuímos amor a Deus como Ele merece.
Nós, sacerdotes, temos muitos pecados para pedir perdão a Deus porque damos pouco exemplo de felicidade por sermos sacerdotes.



Querido jovem rapaz (sacerdote é só para rapazes), pensa na vida. Não vivas na banalidade e na superficialidade. Pensa no rumo que podes dar à tua vida e pensa que ser sacerdote é uma vida de muita alegria, muita felicidade, muita realização não vivendo para si mesmo, mas para muitos outros, fazendo-os felizes.

P. Albano Nogueira

SÚPLICA AO ESPÍRITO SANTO


Vinde, Espírito Santo, terno Consolador. Minha alma suspira por Vós, meu coração tem sede de Vós. Só Vós podeis saciar os meus anseios, só Vós podeis fazer-me feliz. Divino Esposo, não rejeiteis a morada de meu pobre coração.
Sim,
V. Meu coração é impuro,
R. Mas podeis purificá-lo.
V. Meu coração é tenebroso,
R. Mas podeis iluminá-lo.
V. Meu coração é mau,
R. Mas podeis saciá-lo de amor.
V. Meu coração é triste,
R. Mas podeis consolá-lo.
V. Meu coração é fraco,
R. Mas podeis fortalecê-lo.
V. Meu coração é frio,
R. Mas podeis abrasá-lo.
V. Meu coração é terreno,
R. Mas podeis enchê-lo de desejos celestiais.
V. Meu coração é pecador,
R. Mas podeis orná-lo de todas as virtudes.
V. Meu coração é inconstante,
R. Mas podeis torná-lo perseverante.
Vinde, pois, ó Espírito Santo, Pai dos pobres, vinde, inundai-me de Vosso amor!
Amen.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

ANO SACERDOTAL 1





Bento XVI anuncia que Igreja vai realizar um Ano Sacerdotal.
Por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, Bento XVI anunciou esta manhã que, de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010, se realizará um especial Ano Sacerdotal, que terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".
Segundo comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Santo Padre abrirá este Ano presidindo a celebração das Vésperas, em 19 de Junho, solenidade do Santíssimo Coração de Jesus e Dia de santificação sacerdotal, na presença da relíquia de Cura d'Ars trazida pelo Bispo de Belley-Ars. Bento XVI encerrará o Ano em 19 de Junho de 2010, participando de um "Encontro Mundial Sacerdotal" na Praça S. Pedro.
Ainda de acordo com o comunicado, durante este Ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney "Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo". Além disso, será publicado o "Directório para os Confessores e os Directores Espirituais", junto a uma coletânea de textos do Santo Padre sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época actual.
A Congregação para o Clero, em parceria com os Ordinários diocesanos e os Superiores dos Institutos religiosos, será o encarregado de promover e coordenar as várias iniciativas espirituais e pastorais. A finalidade deste Ano é ressaltar sempre a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea, como também a necessidade de potencializar a formação permanente dos sacerdotes, relacionado-a com a formação dos seminaristas.
Por esta razão iremos publicar no Jornal da Igreja Nova textos sobre este assunto até para ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens e os pais a perceberem a beleza e a grandeza da vocação sacerdotal como seguimento e imitação de Jesus Cristo o Bom Pastor que nos conduz a todos para a felicidade do Reino de Deus.

P. Albano Nogueira

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

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Liturgia

A liturgia é o culto público, quer dizer, os actos sagrados que por instituição de Cristo ou da Igreja, em seu nome, são realizados seguindo os livros litúrgicos oficiais.
Reflectem de modo autêntico o sentir e a fé da Igreja.
Quando o magistério propõe aos fiéis como devem render culto a Deus, tem uma particular assistência do Espírito Santo para não equivocar-se e oferecer um caminho certo e seguro de santificação, já que se trata da mais importante finalidade da Igreja.

Onde principalmente se ensina aos fiéis a doutrina e a vida cristã, é na Missa ou também chamada de Eucaristia.
Pois, bem, o culto público ao Sagrado Coração, foi canonizado em 1765 por Clemente XIII, ao introduzir sua festa litúrgica, com Missa e ofícios próprios.

Este ensinamento, mediante a liturgia, é dado pela Igreja com frases suas ou com frases tomadas da Escritura (quer em seu sentido próprio, quer em seu sentido ajustado). Nas recentes modificações introduzidas com novas leituras e o evangelho na nova missa do Sagrado Coração , o tema bíblico dominante é o do amor a Cristo que se apresenta como Bom Pastor.

A importância que a Igreja concede actualmente ao Sagrado Coração, esta sublinhada pela categoria de sua festa, solenidade de primeira classe, das quais há somente 14 ao ano no calendário universal.

Além disso, a festa de Cristo Rei, também solenidade de primeira classe, esta estreitamente unida à espiritualidade do Sagrado Coração. Pio XI declarou ao instituí-la que precisamente a Cristo é reconhecido como Rei, por famílias, cidades e nações, mediante a consagração a seu Coração. E determinou que em tal festa fosse renovado todos os anos a consagração do mundo ao Coração de Cristo.

Toda esta atitude litúrgica da Igreja tem a finalidade de estimular nossa prática cristã pondo especial interesse em celebrar sua festa: comungando, assimilando seus ensinamentos, utilizando as orações litúrgicas, a consagração, etc.

PROMESSAS

Principais promessas feitas pelo Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida de Alacoque:

1- Às almas consagradas a meu Coração, lhes darei as graças necessárias para seu estado.

2- Darei paz às famílias.
3- As consolarei em todas suas aflições.
4- Serei seu amparo e refúgio seguro durante a vida, e principalmente na hora da morte.
5- Derramarei bênçãos abundantes sobre seus projectos.
6- Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.
7- As almas tíbias se tornarão fervorosas.
8- As almas fervorosas serão rapidamente elevadas a grande perfeição.
9- Abençoarei as casas em que a imagem de meu Sagrado Coração estiver exposta e for honrada.
10- Darei aos sacerdotes a graça de mover os corações empedernidos.
11- As pessoas que propagarem esta devoção, terão escrito seu nome em meu Coração e jamais será apagado dele.
12- A todos os que comungarem nove primeiras Sextas-feiras do mês contínuos, o amor omnipotente de meu Coração lhes concederá a graça da perseverança final.

Quando um católico descobrir e saborear o quanto é amado por Deus Pai, por Deus Filho (Jesus Cristo) e por Deus Espírito Santo, a sua vida espiritual e religiosa mudará muito para melhor e saberá aceitar muitas contrariedades da vida como as doenças, as desgraças, o sofrimento e até a morte, pois, se Deus me ama infinitamente, nada de mal me pode acontecer... Tudo o que me acontece, se eu souber ver, entender, aceitar, tudo pode concorrer para a minha salvação efelicidade neste mundo e depois da morte.


Catolicanet

quarta-feira, 27 de maio de 2009

AO ESPÍRITO SANTO

albanosousanogueira@sapo.pt
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Vem, criador Espírito de Deus,
Visita o coração dos teus fiéis
E com a graça do alto os purifica.

Paráclito do Pai, Consolador,
Sê para nós a fonte de água viva,
O fogo do amor e a unção celeste.

Nos sete dons que descem sobre o mundo,
Nas línguas que proclamam o evangelho,
Realiza a promessa de Deus Pai.

Ilumina, Senhor, a nossa mente,
Acende em nós a Tua caridade
Infunde em nosso peito a fortaleza.

Livra-nos das ciladas do inimigo,
Dá-nos a Tua paz, e evitaremos
Perigos e incertezas no caminho.

Dá-nos a Conhecer o amor do Pai,
E o coração de Cristo nos revela,
Espírito de ambos procedente.

Louvemos a Deus Pai e a Seu Filho,
Dêmos glória ao Espírito Paráclito
Agora e pelos séculos sem fim. Amen.

(Hino da Liturgia das horas)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

DIMENSÕES DO ESPÍRITO SANTO


albanosousanogueira@sapo.pt

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O E.Santo é Aquele que age em nós, na Igreja e nos conduz a Deus. Vejamos a acção do E.Santo na nossa vida:
1- Santificador - Na vida cristã nada é santo sem a acção do E.Santo. Sem Ele nada é divino, sobrenatural, evangélico.
Jesus é chamado Santo porque é gerado pela acção do E.Santo. Maria é Santa porque é habitada plenamente pela graça divina, obra do E.Santo.
A nossa santificação, o nosso crescimento em santidade e virtude é trabalho, é obra do E.Santo em nós. É Ele quem nos faz crescer na perfeição, que nos vai fazendo ser parecidos com Jesus, que vai gerando Cristo em nós, cristificando-nos, ou ainda, divinizando-nos.
2- Purificador - Um dos símbolos dos E.Santo é o fogo do Pentecostes. Como sabemos o fogo purifica. Ora o cristão é um doente que precisa de ser curado. Em nós há trevas, pecado, marcas do pecado original e do pecado pessoal: orgulho, vaidade, amor próprio desordenado, ódio, impureza, soberba, avareza, sensualidade, etc.
O Espírito pode curar-nos, sarar-nos, purificar-nos, lavar-nos de todo o mal. A acção do E.Santo dentro de nós vai-nos lavando, libertando, tornando-nos, limpos, purificados.
O pecado escraviza, acorrenta e corrompe. O E.Santo pode fazer de nós pessoas novas, restauradas, com alma, coração, vida, purificados.
Mas o E. Santo só trabalha em nós se nós deixarmos, se quisermos, se nós colaborarmos. Se nós não colaborarmos e não quisermos o E.Santo nada faz. A liberdade do homem tem de colaborar com a iniciativa de Deus porque Deus não força a nossa liberdade. Ninguém progride na vida espiritual se não colaborar com a acção do E.Santo. O coração humano é como uma porta que só se abre por dentro...
Se formos como a argila, o barro, o papel, Deus trabalha-nos, molda-nos. Se formos como uma pedra, será muito difícil Deus trabalhar-nos.
3- Mestre de Oração - É o E.Santo que em nós reza. É Ele que nos faz chamar Pai. É Ele que nos dá o gosto pela oração, a alegria pela contemplação e meditação das verdades da fé. É Ele quem nos ensina a rezar e nos faz conhecer mais e melhor os mistérios divinos.
4- Hóspede divino - O E. Santo habita o cristão baptizado. Cada cristão é um consagrado porque o Espírito o ungiu, daí a necessidade de fazer uma liturgia interior, isto é, fazer do nosso ser, um santuário onde Deus habita e aí louvá-l' O, bendizê-l' O, adorá-l' O. Daí o respeito pelo nosso corpo e pelo corpo dos outros. Deus tem de ser não apenas hóspede, convidado, mas o dono da casa.
Para tal, temos de nos deixar conduzir pelo E.Santo. Deixá-lo agir, actuar, mandar em nós para podermos proclamar os louvores de Deus.
Deus mora em mim, mora nos outros, daqui o respeito sagrado que devemos ter por cada pessoa vendo nelas a presença de Deus.

5- Compreender a Palavra - Jesus disse aos Apóstolos que quando viesse o E.Santo os faria compreender os seus ensinamentos.
Por isso, ainda hoje, é o mesmo Espírito quem nos faz compreender a Palavra e os ensinamentos de Jesus.
Foi Ele quem inspirou os escritores sagrados a escrever a Bíblia e nos ajuda agora a perceber a Sagrada Escritura e a saborear as coisas divinas.
Sem o E.Santo, o Evangelho seria letra morta. Cristo pertenceria ao passado. mas no Espírito Cristo ressuscitado torna-se presente, o Evangelho faz-se poder e vida.
6- Força e sabedoria para Anunciar o Reino - Depois do Pentecostes, Pedro e os Apóstolos perderam o medo e saíram de casa, começando a pregar o Reino de Deus e tudo o que tinha acontecido a Jesus morto e ressuscitado.
É o E.Santo quem age no coração do ouvinte e o abre à Palavra escutada. A adesão pela fé aos mistérios pregados é obra do E.Santo que toca levemente os corações e os abre à Palavra salvadora.
Um pregador pouco faz sozinho. Ele semeia a palavra de Deus, mas quem a faz frutificar na vida de cada um é o E.Santo.
Só o E.Santo converte, só Ele dá fé e abre os corações. Sem Ele tudo fica oculto.
O E.Santo faz com que a Igreja seja missionária e vá pelo mundo pregar Jesus salvador.
7- Gerar Cristo - Jesus é gerado pelo poder do E.Santo no seio da Virgem Maria. Esta acção no coração do Cristão e na comunidade continua a ser feita por Ele. Gerar, isto é, fazer nascer, crescer em nós os sentimentos, os gostos, a vontade de Cristo.
Levar o cristão a pensar como Jesus Cristo: amar, sentir, pensar, agir, sorrir, sofrer, rezar, trabalhar com Jesus. Ter os mesmos sentimentos, as mesmas atitudes, o mesmo coração.
8- Agente nos sacramentos - Os sacramentos são acção e obra de Cristo e do Espírito Santo. É o E.Santo quem dá eficácia, força aos sacramentos.
No baptismo gera filhos de Deus; une no matrimónio os esposos; converte no altar o pão e o vinho no corpo e sangue de Jesus; perdoa na confissão; consagra os jovens na Ordem
Os sacramentos são como que canais da graça e são obra do E.Santo.
Quanto mais abertos ao Espírito, mais os sacramentos são eficazes em nós.
9- Fogo e água - Fogo e água são dois grandes símbolos do E.Santo, além da pomba que apareceu no Baptismo de Jesus.
O fogo foi a maneira do E.Santo se manifestar no Pentecostes. Fogo que ilumina, aquece, queima, purifica, mas sem destruir. É essa acção do E.Santo em nós.
Água divina que Jesus falou antes da paixão. Água que prometeu à Samaritana; água que brota daqueles que acreditam.
Água que lava, purifica, dá fertilidade natural e sobrenatural; que mata a sede de paz, de alegria interior, de felicidade.Água que faz gerar filhos para a vida divina.

A pomba também um símbolo do Espírito Santo - Símbolo de paz, de mansidão, de amor.


sábado, 16 de maio de 2009

IMAGENS DE DEUS (II)

2. O DEUS FRACO QUE PRECISA DE SER DEFENDIDO

albanosousanogueira@sapo.pt
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Às vezes Deus aparece-nos sem força, sem poder e então nós sentimos necessidade de defender Deus contra os que estão fora da Igreja.
Porém, nós sabemos que neste mundo, a fraqueza de Deus é a sua força e que a loucura de Deus neste mundo é a sua sabedoria.
Deus parece que nunca intervém no mundo, que se ausentou, foi viajar, nos deixou sozinhos. Então, nós sentimo-nos na obrigação de defender o Deus que parece ausente.
Deus não precisa de ser defendido por nós. Quando o fazemos podemos correr o risco de nos estarmos a defender a nós mesmos.
Isto acontece quando nós criticamos alguma pessoa por não rezar, por não praticar a sua religião, criticamos a sua falta de fé, vemos esse defeito dos outros, mas não vemos que, se calhar, nós temos defeitos maiores, tal como o egoísmo e não o vemos.
Jesus disse-nos que Deus não precisa de ser defendido, mas sim a pessoa humana. Essa é que precisa de ser defendida. A verdadeira defesa de Deus é a defesa do homem, obra de Deus, dom de Deus, filho amado de Deus.
Em vez de nos preocuparmos em defender Deus contra os que não têm fé, nós devemos comportamo-nos como quem tem uma fé autêntica que renova e converte a pessoa. Devemos defender o mundo como mundo de Deus para que nele se desenvolva o Reino de Deus.


3. IMPOR DEUS


Deus não é apenas uma Verdade, uma realidade exterior a nós. Deus é também acolhimento dessa Verdade e dessa realidade no nosso interior pela acção do Espírito Santo. Claro que Deus é maior do que nós, mas o E.Santo ajuda-nos a receber J.Cristo em nós como o Senhor crucificado e ressuscitado.
A verdade de Deus não se pode impor pela força, mas impõe-se por ela mesma. Deus é a Suprema Liberdade. Logo não se pode impor a liberdade tirando essa mesma liberdade.
É o Espírito Santo que trabalha o coração das pessoas para elas aceitarem Deus, saborearem a verdade de Deus e o Seu Amor. Essa acção do E.Santo é um gozo consolador para que a aceita.
Então, o que é preciso é rezar ao E.Santo para que a verdade de Deus não fique reduzida a uma verdade exterior, mas seja aceite pela pessoa na liberdade, na livre aceitação de Verdade que é Deus.
Deus não se pode impor pela força. Deve-se ensinar a verdade, a doutrina recta, mas respeitando a decisão de cada um. O crente é que deve sentir a responsabilidade de viver de tal modo a sua fé que ela seja um exemplo de paz, de bondade, de alegria, de amizade de forma a que outros tenham gosto em partilhar a sua fé.
É preciso pensar de forma correcta no sentido de se dar glória a Deus, mas também no sentido de ajudar as pessoas a viverem uma vida feliz ajudando-as nas nuas dificuldades.
Não basta o culto exterior a Deus, ou confessar o nome e a fé em Deus por palavras. É preciso viver Deus, acreditar em Deus e isso tem de levar ao compromisso com as outras pessoas, sobretudo os mais necessitados.

domingo, 10 de maio de 2009

IMAGENS DE DEUS (I)

1- ACREDITAR EM DEUS

A forma como nós acreditamos em Deus vai manifestar-se nos nossos comportamentos religiosos relativos a Deus. A imagem que temos de Deus vai concretizar-se em comportamentos.
Assim, cada um deve interrogar-se acerca da maneira como vive a sua fé em Deus, já que esse comportamento vai indicar a ideia que temos de Deus.
Jesus não fazia discursos sobre Deus. Há algumas passagens em que Jesus fala de Deus, mas isso é para justificar comportamentos.
Jesus não fazia discursos sobre Deus.
Jesus praticava Deus e invocava Deus.
O comportamento de Jesus foi sempre o de acreditar em Deus.
Diz o Concílio Vaticano II que nós, os crentes, temos culpas na falta de fé de muita gente hoje, porque temos apresentado uma falsa imagem de Deus, não a nível de ideias, de teorias, de ensinamentos; mas uma falsa ideia de Deus a nível de comportamentos: a nossa vida religiosa, moral e social.
Quando falamos de Deus a nossa linguagem é sempre imperfeita porque Deus é Santo, Deus ultrapassa tudo o que possamos dizer Dele. O que sabemos é que Deus é Misericórdia, Deus é Alguém que se aproxima de nós e nos envolve com o seu amor paterno e materno.
Nós falamos muito de Deus, falamos muito para Deus. Porém, é muito importante deixar Deus falar, escutar Deus, fazer silêncio exterior e interior.
Deus é Alguém em quem se deve acreditar. Não se pode compreender Deus, mas pode-se confiar, amar, adorar, louvar.


Imagens falsas de Deus

O Deus que mete medo
Jesus Cristo libertou-nos desta falsa imagem do Deus que mete medo. Não podemos ter medo de Deus. Deus é purificador, é exigente, mas trata-se de uma exigência libertadora.
Há muitos católicos que têm medo do "castigo de Deus". Olham para Deus como se Ele fosse um polícia disposto a dar cacetada à primeira infracção.
As dificuldades, a dureza, o sofrimento, as doenças da vida não são castigos de Deus. Há gente que pratica a religião por medo: vai à missa por medo, pois se não for, pode ser castigado. Há gente que tem sempre as contas acertadas, cumpre os seus deveres com Deus por medo do inferno. A fidelidade a Deus não pode vir do medo. Este é um comportamento infantil. As crianças agem muito por causa do medo de serem castigadas. Nós temos de ser adultos na fé. Temos de praticar a religião por amor, cumprir os deveres religiosos por amor a Deus, não por medo de Deus.
Nestes tempos há seitas que falam no fim do mundo e procuram explorar o medo das pessoas. Não podemos dar importância a essas vozes.
Deus concedeu-nos a liberdade para a usarmos bem. Nós não somos donos absolutos da nossa vida, nem das coisas. Somos administradores, responsáveis pela vida, pelas coisas e devemos saber usá-las bem, sabendo que Deus nos acompanha com a sua força para sabermos viver bem os acontecimentos e transformá-los em momentos de crescimento e de santificação.
Um dia teremos de dar contas a Deus, mas isso não nos deve meter medo. Devemos usar bem a nossa liberdade porque é assim que seremos felizes neste mundo e no mundo que há-de vir.
Deus que é amor não pode meter medo. Quem nos ama infinitamente, não pode meter medo...
O Amor que é Deus atrai, seduz, acarinha, abraça.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

SEMANA DA VIDA

10 a 17 DE MAIO

Desde 1994 a Conferência Episcopal Portuguesa organiza a Semana da Vida para se meditar sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana, ao propor uma celebração que tenha por objectivo «suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, concentrando a atenção de modo especial na gravidade do aborto e da eutanásia, sem contudo menosprezar os outros momentos e aspectos da vida…» (EV 85).

Tema: VIDA COM VALORES, FORMAÇÃO NA FAMÍLIA.
A defesa da vida é fundamental, num tempo em que os valores éticos são cada vez mais abandonados pelas pessoas que se dizem cristãs católicas.

1. Toda a pessoa abriga no seu íntimo um SIM à vida. A vida é valor inviolável em todos os momentos e condições. Todos deviam defender a vida.

2. Encontramo-nos, este ano, num novo contexto social. Mas a família deve ser sempre formadora dos valores humanos e cristãos.

3. Família, escola única de humanidade e de vida cristã para todos os seus membros, com benefícios para todos: pessoas, sociedade e Igreja Católica.
A família deve ser um evangelho vivo para todos lerem: vivendo a confiança, a obediência filial a Deus, a fidelidade e o acolhimento generoso dos filhos, o cuidado pelos mais frágeis e a prontidão em perdoar.

4. Pessoa e família, duas realidades inseparáveis
A defesa da vida está intimamente ligada à defesa da família. Tal como a vida está desvalorizada, depreciada e atacada, assim a família.
Defender e apoiar a família a fim de que as pessoas sejam livres e ricas de valores humanos e evangélicos é o caminho mais directo e eficaz para garantir a dignificação da vida.
A fé, a confiança em Deus, a escuta da Palavra de Deus são ajudas para a família saber responder aos desafios que hoje se colocam na defesa da vida.

5. Criados para a comunhão, à imagem de Deus revelado em Jesus Cristo
Jesus corrigiu o descaminho do divórcio dizendo: “Não separa o homem o que Deus uniu” (Mt19,6) e apontou para a verdade da pessoa humana: “Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança… Ele os criou homem e mulher”.
Deus uno e único, é uma família de 3 pessoas divinas.
O Eu (Pai), o Tu (Filho) dão o nós (Espírito Santo).
A família é uma comunidade de pessoas que comunicam entre si, fazendo de todos um dom para os outros: o cônjuge um para o outro e os pais para os filhos e os filhos para os pais.
O contrário desta doação, é o egoísmo e o narcisismo.

5.1. Dois modos de exprimir e viver o mistério da aliança de Deus com o seu povo: matrimónio e celibato.
O matrimónio é um sinal de amor fiel de Deus com o seu povo. O amor total e fiel entre os cônjuges é uma imagem do amor de Deus pelo povo eleito. Mas não é só no matrimónio que esta aliança se dá.
A virgindade e o celibato também são propostos por Jesus, por amor do Reino dos céus.
No tempo de Jesus não se valorizava o celibato, por isso, com Jesus esta opção ganha um valor muito nobre.

5.2. Jamais dispensados de amar.
Toda a pessoa é chamada a viver em comunhão com Deus, seja no matrimónio, seja na vida celibatária de consagração.
Além deste amor a Deus, Jesus pede e exige também o amor ao próximo com inseparável do amor a Deus.
Jesus tornou-se um modelo de amor a Deus e ao próximo seja na família de Nazaré, seja na vida social, política, económica, religiosa.

6. Na família, o homem pode nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se.
A famíli é uma verdadeira escola de humanidade e de valores perenes.
Ninguém se deu a vida a si mesmo. Recebemos de outros a vida, que se desenvolve e amadurece com as verdades e os valores que aprendemos no relacionamento e na comunhão com os demais.
A família, fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher é o âmbito onde as pessoas podem nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se de maneira integral.
A verdadeira liberdade da pessoa criada à imagem e semelhança de Deus implica responsabilidade, optando sempre pelo bem verdadeiro, a fim de se transformar em amor, em dom de si mesmo.
É no lar que se aprende a viver verdadeiramente, a valorizar a vida e a saúde; a liberdade e a paz; a justiça e a verdade; o trabalho, a concórdia e o respeito.
É na família que se aprende a agir bem e a cair na conta do Belo, do Verdadeiro, do Bom, do Justo.

sábado, 2 de maio de 2009

PASSEIO DA CATEQUESE


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O dia 1 de Maio de 2009, vai ficar na memória de muitas crianças, adolescentes e jovens de Fornelos, Aboim, Lagoa e Pedraído – Fafe- Portugal pelo passeio paroquial da catequese em que participaram cerca de 80 crianças, mais de 20 catequistas e 70 adultos, enchendo 3 autocarros, num lindo dia de sol.
Realizámos uma visita ao Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo de Braga inserido na semana das vocações e no Ano Paulino que estamos a viver.
Dentro do Seminário escutamos textos das cartas de S. Paulo, vimos uma DVD sobre a vida do Apóstolo, visitamos o edifício do Seminário onde existem ruínas de uma casa romanas do tempo de S. Paulo, rezámos, cantámos, meditámos sobre a vocação consagrada, vimos uma exposição da pintora Ilda David acerca da vida de S. Paulo com os quadros a serem muito bem explicados pelos teólogos presentes.
Foram cerca de 3 horas de muita profundidade, muita cultura religiosa, muita mensagem e oração orientada pelo Sr. Reitor Cónego Victor Novais.

Ainda tivemos tempo de ver a Sé Catedral, que fica mesmo à beira do Seminário. A Sé Catedral que é a igreja Mãe, a sede do senhor Arcebispo Primaz, que, neste momento, se chama D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga. Sé Catedral que começou a ser construída há mais de 900 anos.
Depois fomos até ao lugar do Sameiro onde almoçámos e visitámos o grande Santuário e a Cripta do Sameiro dedicados a Nossa Senhora. Subimos ao zimbório que tem muitas dezenas de escadas de onde se podia avistar um pouco algumas zonas de Fafe.
Para terminar em beleza, fomos até ao Bom Jesus do Monte onde havia cavalos para passear, barcos para remar no lago, Igreja do Bom Jesus Crucificado, peixes nos diversos lagos, parque infantil com muitos divertimentos para a pequenada e muitos gelados para saborear…
Vi a alegria e a satisfação de grandes e pequenos por este passeio da catequese paroquial que terminou pelas 19h30 em que chegámos a casa e no fim do dia pude rezar, depois de ainda ter celebrado a Eucaristia e presidido ao Mês de Maria com o terço, reflexões e cânticos:
“Obrigado Senhor, por todo este dia. Pela sementeira da Tua Palavra no coração destas pessoas que este dia proporcionou. Que ela produza frutos de um amor cada maior a Ti, Jesus e à Igreja. Muito obrigado Senhor pela Tua grande bondade que tens para connosco. Muito obrigado, Senhor pelo teu grande amor”.

P. Albano Nogueira

quinta-feira, 30 de abril de 2009

TOMA AS MINHAS MÃOS





Senhor, meu Deus, depois de 26 anos de sacerdócio, sinto a mesma frescura do primeiro momento,

Sinto o mesmo entusiasmo do começo,

Sinto a mesma paixão e amor por Ti, Senhor, quando percebi o teu chamamento, quando percebi que precisavas de mim e me decidi a dizer SIM.

A todos aqueles que me lerem eu gostaria de dizer que a vida consagrada a Deus e à Igreja é uma vida bela, grandiosa, muito importante e muito necessária.

Aos adolescentes e jovens que me lerem, eu quero dizer: não tenhas medo de arriscar. Ser consagrado a Deus como sacerdote, religioso(a) ou missionário é algo de muito maravilhoso, se te sentires chamado por Deus.


Jovem, entra no teu quarto, entra numa Igreja, entra dentro de ti, fecha os olhos e pede luz ao Divino Espírito Santo para que Ele te ilumine, te mostre o caminho.


Não orientes a tua vida só a pensar em ti de forma egoísta. Pensa que podes fazer muito pelos outros numa vida consagrada a Deus e a tua vida terá um sentido muito mais grandioso.


Por isso, te peço que rezes esta oração e que Deus te ajude a descobrires a vocação a que Deus te chama:



Toma as minhas mãos, Senhor e usa-as como se fossem tuas.
Sejam instrumento de amor a iluminar e a aquecer.


Toma os meus pés, Senhor, e usa-os como se fossem Teus.
Sejam mensageiros do amor no caminho dos irmãos.


Toma meu coração, Senhor e usa-o como se fosse Teu.
Seja expressão do Teu amor, Senhor, do Teu Infinito amor.


Toma tudo o que sou, Senhor.


Renovo com amor a minha entrega
Seja sinal da minha gratidão, minha vida em Tuas mãos.


P. Albano Nogueira

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O QUE É A VOCAÇÃO



Na linguagem de cada dia, quando falamos de VOCAÇÃO referimo-nos fundamentalmente a um modo de existência particularmente entregue aos outros que exige da parte do sujeito que a realiza uma atitude muito decidida e clara para a levar a cabo.

Geralmente quando falamos de pessoas vocacionadas subentendemos que se trata de pessoas que enveredaram por um caminho que, em termos mais técnicos se denomina de especial consagração.

Em ambientes religiosos emprega-se este termo para nos referirmos ora a religiosos e religiosas, ora a leigos consagrados, ora a sacerdotes, ou seja, pessoas totalmente dedicados à Evangelização e à missão da Igreja.

O uso habitual deste termo geralmente faz referência à firmeza e estabilidade da decisão pessoal que sustenta uma forma de existência especialmente dedicada ao serviço dos outros.

Neste sentido, uma pessoa vocacionada é aquela que se entrega a uma tarefa fortemente convencida relativamente àquilo que faz e firmemente decidida a levá-la a cabo. Segundo esta perspectiva o sinónimo de vocação é decisão.

Esta compreensão tem certamente elementos de contacto com a compreensão teológica da existência humana. No entanto, o conceito vocação usado com propriedade tem um significado diferente. Refere-se, antes de mais, à iniciativa que o mistério do amor de Deus inicia com cada homem e cada mulher que chama a existir neste mundo. Esta iniciativa de amor é, por sua vez, universal e absolutamente singular porque é o fundamento da própria emergência da existência humana e a sua finalização numa existência definitiva e plena. É um acto originário de amor divino que fundamenta a absoluta singularidade do ser humano e o convoca a uma existência de amor e liberdade na relação com os outros.Isto significa que a vocação não é tanto um plano do homem mas plano de Deus.

E não é tanto, propriedade de uma existência singular mas o chamamento de cada pessoa em Jesus Cristo a uma existência de amor e liberdade.