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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

DISCERNIMENTO NA ORAÇÃO









Discernir é ir entrando no mistério da vontade de Deus.

Discernimos para buscar a vontade de Deus que é mistério e cujos caminhos não são os nossos.
Discernir não é ver claramente, mas ser dóceis para “deixar-se levar” pelos impulsos de Deus, que, muitas vezes, não entendemos.
Ao discernir não escolhemos entre o bem e o mau (para isso temos os mandamentos), mas discernimos para escolher entre o bom e o melhor: o que Deus quer para mim em cada momento e isto intuído através da Sua Palavra, dos outros, dos acontecimentos e das moções que sentimos dentro de nós.
O critério de discernimento deve ser este: Que faria Jesus se estivesse no meu lugar?
Discernir é conhecer os impulsos do Senhor e deixar-se levar por Ele.

Isso exige uma confiança cega e descansada na força de Deus, que não falha.
Quando fazemos um discernimento, permitimos Deus intervir e estar no mundo.

Discernir é descobrir a força de Deus e do mal em cada um.
Discernir é reconhecer as reacções pessoais entre o bom e o mau impulso.

É optar pelo meio mais eficaz para seguir a Cristo.
Discernir é estar com o olhar colocado em Jesus, que morreu, ressuscita e me chama a colaborar com a sua tarefa, mas dentro da sua própria lógica:
A lógica de Cristo (pensar, falar, sentir, agir) é diferente da lógica do mundo:
Ser último, ser manso, ser humilde, ser puro, ser simples, ser desprendido, servir, ajudar, amar, perdoar, altruísmo.

Esta lógica não se aprende na escola, na televisão, nos filmes, nas revistas, nos exemplos do mundo dos famosos.

Aprende-se na oração e no conhecimento de Jesus Cristo.
A lógica do mundo: ser o primeiro, ser o maior, ganhar, ter muita riqueza, vencer, ser famoso, ser importante, ser servido, odiar, vingar-se.

Soberba, avareza, luxúria, ira, gula, gozar a vida ao máximo, inveja.

EGOÍSMO.
A lógica de Cristo é a morte que traz a vida.

Morte não no sentido de ir para o cemitério, mas morte ao egoísmo, ao mal, à avareza, ao orgulho, à soberba, à vaidade, para vivermos pela bondade, pela verdade, pela humildade, pela simplicidade, pela mansidão.

Perder para ganhar…

Ser fraco, para ser forte.
Discernir é estar sempre atento, vigilante, prudente, como num jogo para que a equipa adversária não marque golo.

Num jogo é preciso evitar que se sofre um golo e se marque um golo.

Há um adversário sempre a atacar-nos (o mal que está dentro e fora de nós). Temos de vencer o mal (não sofrer golos): não fazer o mal; e fazer o bem (marcar golos).


sábado, 3 de outubro de 2009

EIS ALGUNS EFEITOS DA ORAÇÃO







Nós deveríamos imaginar uma árvore e pensar:

1- Raiz o que segura a árvore.

Qual é a tua missão: que vais fazer da vida? Para quê?

2- Tronco - Os valores, as crenças que necessitas de ter como prioritários para cumprires a tua missão.

3- Nos ramos, folhas e flores - Atitudes mediante as quais vais expressar os teus valores.

4- Nos frutos – As tuas metas a nível espiritual, mental, social, física.

Se não fizermos um plano de vida, nada vamos conseguir.

Jesus disse: “Sede perfeitos como o meu Pai é perfeito”.

Isso quer dizer que temos de nos esforçar continuamente.

Nós deveríamos ser uma versão de Jesus inacabada, mas capaz de se aperfeiçoar cada vez mais.


Nenhum cristão está chamado a ser igual ao outro.

Todos os santos são diferentes.

Cada um identifica-se com Jesus a seu modo e com o seu estilo.

Assim deveríamos ser nós.

Que traço de Jesus queres viver de modo especial?

Que valor é o que mais te atrai na Sua pessoa?

Programa-te para o viver e fazeres teu.





Eis alguns efeitos da oração:

- Amor aos outros

- Serviço e ajuda à comunidade

- Alegria interior

- Compreensão dos outros e das situações próprias.

- Misericórdia (capaz de perdoar)

- Verdade nas palavras e nas atitudes

- Paz interior e paz exterior.

- Solidariedade, partilha com os outros.



A meta é que ao ver-me, as pessoas possam dizer: assim era Jesus.

Esta pessoa tem “algo” que me recorda Jesus e O faz sentir perto.


sábado, 26 de setembro de 2009

EFEITOS DA ORAÇÃO


“A melhor oração é a que deixa desejos confirmados com obras” (Santa Teresa)
O critério para saber se a nossa oração é autêntica são as obras que gera em nós.
A árvore conhece-se pelos frutos. Árvore boa dá bons frutos…
A conversão é, quase sempre um processo muito lento e as melhorias na nossa vida moral são vagarosas, aos poucos. Mesmo determinados a seguir Jesus, continuam a existir em nós incoerências, contradições.
O Eu ideal demora tempo a ser alcançado e se impedimos a acção transformadora de Deus mais difícil é chegar àquilo que devíamos ser.
Aquilo que somos, não é aquilo que devíamos ser…
Somos uns e devíamos ser outros.
A oração é o melhor meio de conseguirmos ser aquilo que devemos ser e que Deus espera de nós.
A oração vai-nos tornando parecidos com Jesus, adquirindo os seus critérios, sentimentos, atitudes.
Conhecemos Jesus através da oração.
O conhecimento faz-nos amá-l’O e o amor leva-nos a servir-l’O. Continuamos a ser os mesmos, com os mesmos defeitos, mas podemos melhorar para deixar transparecer Deus em nós.
Se trabalhássemos uma virtude por ano, conseguiríamos alcançar muitas virtudes.
Quando não sabemos o que queremos, quando não fazemos um projecto de vida, a vida passa e o tempo torna-se estéril.
Deveríamos fazer um projecto de vida: a curto prazo (um ano), concreto, exigente, realista, para melhorarmos a nossa vida.
Teríamos de crescer e viver a dinâmica de crescimento como as árvores para cima e para dentro.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

DIVERSOS MODOS DE ORAR


Tudo pode ser motivo de oração: um bom momento, um mau momento, uma boa notícia, uma má notícia, um acontecimento alegre, um acontecimento triste, a natureza, um texto bíblico, uma canção, a presença de Jesus Sacramentado.

ORAR COM A PALAVRA DE DEUS

1- Leitura: de um texto. Que diz este texto que eu li?

2- Meditação: que diz o texto para mim?
Compreender o texto e trazê-lo para dentro de nós e da nossa vida. Através da meditação, Deus comunica-se connosco, inspira-nos e cria em nós os sentimentos de Cristo.
3- Oração: quando percebemos o que Deus nos pede passamos à oração de petição.
Oração de gratidão pelo que Deus faz por nós.
Que me leva este texto a dizer a Deus? Deus fala para nós, mas também nos toca.

4- Contemplação: é o que fica nos olhos e no coração depois da oração. Começamos a ter olhos novos para observar e avaliar a vida.
Pela contemplação descobrimos e saboreamos a presença activa e criativa de Deus e comprometemo-nos com o processo de transformação que esta Palavra provocou na história.

Ler a Palavra, conservar a Palavra, relê-la, pedindo a Deus luz e levá-la, durante o dia como um tesouro no coração.
Permanecer na Palavra que levamos para a vida nos nossos gestos e projectos alicerçados na Palavra de Deus.
Viver a Palavra: na vida, nos acontecimentos.

ORAR UM ACONTECIMENTO

Deus revela-se na natureza, na Bíblia e também se revela nos acontecimentos.
Devemos descobrir a Sua presença e pôr-nos à escuta.
Os hebreus viam os acontecimentos como teofanias (manifestações) de Deus:
O Mestre está aqui e chama-te.

1= O primeiro acontecimento sou eu mesmo: o meu corpo, a minha idade, a minha saúde, as minhas penas, as minhas alegrias, os meus êxitos, os meus fracassos.

2= Um acontecimento exterior é o meu próximo, reflexo de Jesus e todas as criaturas através das quais Deus se comunica connosco.
Olhar é mais do que ver…
Escutar é mais do que ouvir…
Fazer um momento de silêncio e com paz e amor ver o que sucedeu, porquê, onde, quando, como.
Depois de assimilar o acontecimento, iluminá-lo com a luz do evangelho.
Daí passar à oração de súplica, gratidão, louvor.

Concretizar como devo agir à luz da fé em Deus.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

JESUS, MESTRE DE ORAÇÃO




Em Jesus encontramos a vida abundante, encontramos a fonte de Água Viva.

Nele podemos sentir-nos saciados e ser uma fonte para os outros beberem.
Jesus reza: os evangelhos mostram Jesus a rezar várias vezes.

Oração e vida eram essenciais na relação de Jesus com Deus Pai.
Jesus expressa na oração a Sua vida interior
Acção de graças pela sua missão, angústia de morrer por fazer a vontade do Pai, amizade e testamento espiritual, despedida dos seus amigos mais íntimos.
Jesus ilumina com a oração o sentido da Sua missão.
A sua oração orientada para o Pai, não se volta sobre si m/, não é individualista.

Apoia-se na sua missão e abre-se aos outros.

Os outros são a Sua razão de ser da sua oração.
Jesus ensina a rezar. O Pai Nosso.

Diz que a oração deve ter várias características:

= Ser sóbria. Deus sabe o que precisamos, não precisamos muitas palavras


= Discreta e íntima. Não é para sermos vistos pelos outros. Intimidade: eu e Deus


= Atenta e recolhido.

Entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai no segredo


= Vigilante.

Atenção positiva, não de medo.

O Mestre está aqui e chama-te. Atenção


=Humilde.

Conhecer seus limites e pecados.

Deitar fora o orgulho.

Fariseu e publicano


= Coerente.

Leva a viver segundo o que se descobre na oração, critérios de Jesus.


= Solidária.

Oração tem de nos aproximar dos outros, tem de levar à solidariedade. Jesus está presente em nós e nos outro:“O que fizestes aos outros, a mim o fizestes”.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

VI SIMPOSIO DO CLERO DE PORTUGAL- CONCLUSÕES


albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com/

VI Simpósio do Clero de Portugal - Conclusões
……..
4.- Todos os oradores abordaram o tema-lema do Simpósio: «Reaviva o dom que há em ti».
5.- (…) A espiritualidade não é redutível à psicologia, mas que uma espiritualidade não assente em correctas bases psicológicas, facilmente se transforma em moralismo vazio e autoritário.
6.- As pessoas não se seduzem nem se cativam verdadeiramente com a acomodação do Evangelho aos seus desejos e gostos pessoais. Só quando o sacerdote se deixou, primeiro, seduzir no encontro pessoal com Cristo, poderá falar de tal maneira que as pessoas o descobrem possuído de uma luz e beleza que ele mesmo desconhece. Como Moisés, depois de falar com Deus.
7.- O sacerdote não é um anjo. Junto com qualidades e luzes, tem defeitos e sombras. Só reconhecendo humildemente também as sombras se poderá abrir ao Amor que o plenifica, transforma e transfigura.
8.- A formação sacerdotal ou é permanente ou não é verdadeira formação sacerdotal.
O Senhor é fiel. Ao chamar sempre aquele que escolheu, não pára de o chamar todos os dias da sua vida. A Formação Permanente é a experiência de vocação permanente, como resposta agradecida e repleta de fidelidade ao Deus que ama e chama.
9.- Esta autêntica mudança de paradigma na concepção de formação permanente implica que se crie uma cultura de formação permanente na Igreja, pois ainda não existe.
A nossa vida, ou é formação permanente, ou é frustração permanente, repetitividade, desleixo geral, inércia, apatia, perda de credibilidade, ineficácia apostólica.
10.- A Formação Permanente é essencialmente psicológico-espiritual; um processo de conformação-assimilação aos sentimentos do Filho obediente, do Servo sofredor, do Cordeiro inocente.
11.- Ter uma cultura de Formação Permanente para aprender da vida, durante toda a vida. Até ao último dia.

13.- A espiritualidade do presbítero deve ser nutrida cada dia. Os grandes meios são:
- manter um contacto assíduo com a Palavra de Deus;
- amar a Deus e deixar-se amar por Ele;
- viver uma vida de oração autêntica que inclui a Liturgia das Horas e a devoção mariana;
- celebrar diariamente a Eucaristia, como centro da vida ministerial;
- recorrer regularmente ao Sacramento da Confissão;
- viver a comunhão eclesial, principalmente com o Papa, o bispo e o presbitério;
- doar-se total e incansavelmente ao ministério pastoral, ao empenho missionário e evangelizador; ser o homem da caridade, da fraternidade e da bondade, do perdão, da misericórdia para com todos;
- ser solidário com os pobres, sendo seu defensor e amigo, vendo neles os preferidos de Deus».
14.- Uma atenção cuidada aos vários programas de formação dos seminários levar-nos-á à opção pelo modelo de integração, polarizado no dinamismo da Cruz como ícone do Mistério Pascal, onde o amor entregado nos convida incessantemente, iluminando-nos e aquecendo-nos, a recebermos agradecidos o dom que a vida sacerdotal é, e a oferecermo-la alegremente como dom.
15.- Este Modelo de Integração fará que nos sintamos abençoados por Deus e ajudar-nos-á a tornarmo-nos uma feliz bênção para os outros.
Uma vida espiritual intensa, iluminada pelo guia fiável que é o Vaticano II, permitirá ao sacerdote entrar mais profundamente em comunhão com o Senhor e ajudá-lo-á a deixar-se possuir pelo amor de Deus, tornando-se sua testemunha em todas as circunstâncias, mesmo difíceis e obscuras. (SC, 89)
16.- Os caminhos a percorrer para a Igreja responder aos novos desafios do mundo de hoje não estão ainda bem definidos e traçados. Temos de utilizar a lucidez na análise do que se apresenta, e a paciência misericordiosa para enfrentar as incompreensões.
17.- Foi bom ouvir que a Igreja ama os seus sacerdotes, os admira e reconhece a sua insubstituível e incansável participação pastoral na missão e na vida eclesiais.
18.- E que, à semelhança de São Francisco, encontrando no caminho um sacerdote e um anjo, saudaria primeiro o sacerdote, mesmo se fosse grande pecador, porque o sacerdote é quem nos dá o pão eucarístico.
19.- O Santo Cura D’Ars reconforta-nos ainda mais ao afirmar: «Deus obedece-lhes. Depois de Deus, o sacerdote é tudo».
Ser padre é viver todos os dias a Consagração: consagrando as espécies eucarísticas e consagrando-se aos irmãos (...).
...
21.- Como bem recorda Bento XVI: «É preciso sempre partir de Cristo. Mas isso supõe tê-lo encontrado, ter-se deixado por Ele transformar inteiramente, ou seja, ter-se tornado seu discípulo fiel. Tudo começa ali. Encontrar-se com Cristo e deixar-se por ele transformar»
Só assim reavivaremos continuamente o dom que há em nós, e responderemos gozosamente ao desafio incessantemente renovado de o oferecer aos outros, porque do povo de Deus vimos e só para o servir existimos.

Fátima, 4 de Setembro de 2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ORAÇÃO VOCAL, MENTAL, CONTEMPLATIVA





O fim da oração é descobrir e fazer a vontade de Deus em mim.

“Teu sou, para Ti nasci.

Que queres, Senhor, de mim?”.
A oração é feita uma parte por nós e outra parte por Deus.

Há um momento em que o esforço é nosso (ascese) para nos dispor ao encontro com Deus e outro momento em que é um dom de Deus que actua em nós, gratuitamente (mística), mesmo sem estarmos preparados.


ETAPA ASCÉTICA – ESFORÇO HUMANO


1-Oração Vocal

É falar com Jesus como falamos com outras pessoas. Podemos servir-nos de orações conhecidas: Pai-Nosso, Avé Maria, Credo, Glória, Salmos, ou de orações que outros fizeram, jaculatórias ou frases orantes tiradas do evangelho para manter a presença de Deus.

Meditar em cada palavra do Pai Nosso, da Ave –Maria, etc.

Saborear palavra por palavra já faríamos uma grande oração.
Representar Jesus diante de nós: imagem, estátua, cruz…



2-Oração Mental

Pensar, reflectir, meditar o que Jesus passou por nós., quem é Ele, como é Ele? Quem sou eu, como sou eu?
Pensar tudo quanto Deus faz por nós para nos despertar a amar, que “amor gera amor”. Podemos partir de um texto da Bíblia, de um acontecimento, deixar que a Palavra de Deus nos interpele e confronte, descobrir que nos diz Deus através dela.
Entender quem é Jesus, quem é Deus Pai, o que me oferece, como O poderei contentar e como conformar a minha condição com a Sua.



3-Oração de Recolhimento

É a meta das duas anteriores. É a oração que recolhe toas as potências: inteligência, memória (imaginação), vontade e ajuda a pessoa a entrar dentro de si mesma, onde Deus habita.
O Mestre está próximo e não precisamos de falar para que nos ouça. É importante descobrir quem é Jesus (o Mestre que nos ensina a orar), não nos afastarmos d’Ele para orar como convém.
Trabalhar nas virtudes, decidir-se a levar a cruz desde o princípio e fazer actos de amor por Deus.


»»» Nesta etapa ascética dá-se a oração de generosidade, o conhecimento próprio, orar a própria história da salvação, tratar a vida de Cristo, a oração do olhar, descobrir o próprio método de oração.


sábado, 29 de agosto de 2009

AJUDA-TE A TI MESMO (A)


albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com/

O sofrimento faz parte da vida, mas há muito sofrimento desnecessário que não fazia falta existir e que Deus não quer.
Nós sofremos, muitas vezes porque não sabemos orientar bem o nosso pensamento e as nossas emoções. Somos maus para nós mesmos.
Muito sofrimento vem porque nós pensamos e damos valor a coisas que não devíamos dar e amamos coisas ou pessoas de forma incorrecta.
O nosso pensar é muito importante. Se pensarmos em coisas boas, no bem, na bondade, na amizade, teremos alegria e felicidade.
Se não dermos importância ao mal, se não dermos importância ao que os outros pensam ou dizem de nós, não ocupamos o pensamento com isso e se dermos valor à nossa pessoa, o nosso sofrimento será muito menor.
O primeiro passo a dar é: PURIFICAR O NOSSO PENSAMENTO. Ter boas ideias, não pensar no mal, nem se preocupar com o que os outros dizem ou pensam de nós. Ignorar isso. Não dar importância nenhuma a isso.
O segundo passo é PURIFICAR AS NOSSAS EMOÇÕES: os nossos sentimentos, o nosso coração: AMAR DE FORMA CORRECTA.
Amar-se a si mesmo, amar os outros, a começar pelos pais, marido, esposa, filhos, irmãos, parentes.
Ter um BOM CORAÇÃO. TER BONS SENTIMENTOS. Gostar, amar a começar por si mesmo (a).
Por isso, eu digo-te ajuda-te a ti mesmo (a). Gosta de ti mesmo (a). Respeita-te a ti mesmo (a).
Só assim SERÁS FELIZ A SÉRIO.
A causa da maior parte do teu sofrimento não vem de fora, mas de dentro de ti mesmo: do teu pensar e do teu sentir.
Pede luz a Deus para teres boas ideias e um bom coração, bens sentimentos. Não desejes o mal a ninguém; faz o bem aos outros, ama-te a ti mesmo e toda a tua vida será luminosa, pacífica, serena.
Como Jesus e Maria de Nazaré, sê manso, humilde, bom, puro, pacífico, generoso, casto, paciente, caridoso, moderado. E SERÁS FELIZ e o teu sofrimento será muito menor.
Não te iludes, não te enganes. A culpa do teu sofrimento não é dos outros, o mal que te faz sofrer não vem de fora, mas de dentro de ti mesmo.
O mal não vem do demónio, nem dos espíritos, nem das almas do outro mundo, nem dos maus-olhados, nem dos males de inveja, nem das pragas que os outros te rogam. Não acredites nisso. Tudo isso é conversa mentirosa, engano, ilusão.
O mal que te faz sofrer, na maior parte das vezes, vem de dentro de ti mesmo: do teu pensamento e das tuas emoções: pensas mal e sentes mal. Pensas o que não deves e amas o que não deves…
A luta que tens de travar na tua vida não é contra os outros, mas contra o mal que há em ti mesmo: na tua cabeça e no teu coração.
Quando essas duas realidades estiverem livre de lixo, de porcaria, de veneno, de maldade, eu garanto-te que TU SERÁS MUITO FELIZ.

Teu amigo Pe. Albano Nogueira



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

TANTA MENTIRA, TANTO ENGANO







Na minha vida sacerdotal tenho encontrado tanta gente doente da cabeça, da alma, do espírito; quer dizer, sofrem de doenças não biológicas, não corporais, embora mais tarde ou mais cedo também o seu físico seja afectado.

Essas pessoas sofrem de dois males: do PENSAMENTO (pensar) e do SENTIMENTO (sentir).

O PENSAR dessas pessoas encontra-se doente porque pensam em males vindos de fora: almas do outro mundo, espíritos, demónios, mau olhado, invejas, pragas, etc…

O SENTIR dessas pessoas, o seu coração, encontra-se doente porque têm maus sentimentos ou ressentimentos contra alguém. Há uma certa raiva, ódio, desejo de vingança, medo. Umas vezes contra os outros, outras vezes contra si mesmo…

Essas pessoas vão aos médicos, bruxas, bruxos, curandeiros, espíritas, tarólogos, seitas, parapsicólogos, psiquiatras… Algumas vezes melhoram um pouco, outras vezes nem por isso, ou até pioram...

Gastam rios de dinheiro e resultados quase nada…

São pessoas fragilizadas, enganadas, exploradas, usadas e até abusadas.
Tanta mentira, tanto engano de gente procurando em lugares errados o remédio para os seus males. Tenho pena dessa gente…

A solução é: sarar o pensamento e sarar o coração.

1- SARAR O PENSAMENTO. Saber que o mal não vem de fora, mas de dentro. O mal vem do seu próprio pensamento. Ter ideias correctas. Não acredite no que dizem os bruxos (as), os espíritas, os curandeiros, os cartomantes, etc….

É TUDO MENTIRA. Não acredite em males de inveja, mau olhado, pragas, almas do outro mundo, demónios, espíritos que põem as pessoas doentes. ISSO É TUDO MENTIRA.

O que é preciso é ter ideias correctas e não viver obcecado a pensar sempre nessas coisas. Não dê importância ao que os outros dizem ou pensam de si.

Acredite em si mesmo (a). Confie em si mesmo (a). Goste de si mesmo(a).

2- SARAR O CORAÇÃO. Tirar do coração toda a maldade, ressentimentos, raivas, ódios, vinganças contra alguém.
Ame a família: pai, mãe, filhos, marido, esposa, irmãos…
Ame-se a si mesmo (a)...
Esvazie o seu coração dos maus sentimentos, seja amigo (as) dos outros), deseje o bem a todos. Esqueça quem lhe quer mal. Não pense nessas pessoas, ou em quem lhe fez mal. Ignore essas pessoas.

Ame a Deus, ame os outros, ame-se a si mesmo (a) e vai ver que tudo lhe vai passar.

Os medicamentos podem dar uma pequena ajuda, mas não resolvem o problema porque não atacam as verdadeiras CAUSAS. Apenas os EFEITOS… E se as causas permanecem, a pessoa continua doente por mais comprimidos que tome, com a agravante de ficar dependente dos medicamentos e de gastar muito dinheiro sem necessidade.

Eu estou a falar das CAUSAS que levam muitas gente a ficar doente. Acredite em mim (e em você mesmo/a).

Por favor não acredite em mentiras tal como mau olhado, males de inveja, pragas, espíritos, almas do outro mundo, demónios, como causa de doenças. É TUDO MENTIRA…

NÃO VÁ À BRUXA, NEM AO ESPIRITISMO, NEM ÀS SEITAS...
PARA TEU BEM. É TUDO MENTIRA…
A causa está no teu próprio pensamento e no teu próprio coração.

Pe. Albano Nogueira

terça-feira, 25 de agosto de 2009

DIFICULDADES NA ORAÇÃO

albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com


1- Aridez, secura: procurar o Senhor em Si mesmo e não tanto o que Ele nos dá…

2- Encontrar silêncio exterior e depois também interior. Hoje há medo do silêncio, medo de a pessoa se confrontar consigo mesma. O silêncio é a linguagem de Deus.

3- Desculpa de muito trabalho e pouco tempo para a oração. Temos de ter tempo para trabalhar e tempo para orar. Cristão sem oração é como um corpo sem alma, um barco sem leme, uma ave sem asas, uma árvore sem raízes, uma flor sem aroma.

4- Pensar que só é boa a oração em que sentimos fervor, emoção. A melhor oração é a que deixa melhores marcas.

5- Tentação de fugir das exigências do Senhor, ou querer um Cristo sem cruz, um Cristo fácil, sem exigências, sem mudanças, sem conversão.

6- Desculpa para não rezar: não sei o que dizer, o que fazer, como começar. Ser amigo de Jesus leva o seu tempo, faz falta conhecer-nos. Depois, as palavras, o gesto oportuno, as formas, saem por si.

7- Queixas de distracções na oração. Distraímo-nos porque “a louca da casa”, a nossa imaginação não pára e tem de ser evangelizada.
Se te distrais com alguma coisa, trazes essa coisa para a oração e rezas essa coisa, essa pessoa, essa situação. Reza: “Senhor, é a erva do meu jardim. Transforma-a, com a Tua graça, numa flor perfumada para Ti” e tenta recolher-te de novo.

8- Tentação de deixar a oração parece que não serve para nada, não vemos resultados. Temos de ser determinados, perseverantes, vigilantes, ter uma grande força de vontade, querer mesmo orar e não desanimar. Estamos habituados ao activismo e custa-nos estar parados, em silêncio. Deixar a oração nada resolve e deixa-nos mais vazios, perdendo a vida, a paz, a alegria.
9- Tentação do individualismo, fechar-nos no nosso mundo interior. Uma oração autêntica abre-nos aos outros, dilata o nosso coração (Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos…). A oração tem de nos comprometer com a família, o grupo, a paróquia, a nação. Não podemos orar só para nos sentirmos bem, mas para “ser” e “fazer” o que Deus quer de nós.

10- Cansaço de da vida, cansaço de orar. Rezar os nossos problemas. Imaginar o sofrimento de Jesus na Sua Paixão: flagelado preso a uma coluna, coroado de espinhos, escarnecido, carregando com a cruz, sendo despojado, crucificado.
Lembrar-nos que ninguém nos ama como Ele, que Ele compreende o que sentimos, e que nos anima a levantar o ânimo. Pensar que Ele passou muito mais do que nós passamos.

11- O sono é uma dificuldade para orar. Tentar escolher um momento mais próprio. A pessoa pode lavar a cara, tomar qualquer coisa, caminhar. Se tiveres muito sono, dorme. Ver se podes mudar o horário. Se queres seguir Jesus tens de estar alerta, atento e não se desleixar.

12- Um grande problema é separar a oração da vida. A fé e a vida têm de andar juntas. Temos de trazer a vida para a oração e levar a oração para a vida. A oração deve transformar a nossa vida. Se não nos vamos parecendo com Jesus, se não vamos amando como Ele, se não vamos adquirindo só seus sentimentos, é sinal de que não estamos a rezar como deve ser.


(continua)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

RECURSOS E AJUDAS PARA A ORAÇÃO


http://operfumededeus.blogspot.com

Pôr os olhos em Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Foi igual a nós em tudo: sentiu o que nós sentimos, viveu em plenitude a sua humanidade, teve projectos, sonhos, ideais, foi descobrindo a sua missão. Foi conhecendo o Pai e abrindo-se aos homens. Trabalhou, sofreu, chorou, sofreu e morreu como nós. Foi diferente: não pecou.

1-A PALAVRA DE DEUS.
É uma grande ajuda para rezarmos. Pegarmos na Palavra de Deus, lê-la e sublinhá-la as passagens que mais nos digam. Meditar, rezar essa passagem.

2- TER UM OU MAIS ROSTOS DE JESUS CRISTO.
Ajuda a concentrar-nos na oração, a tê-lo presente, a pedir alguma das suas atitudes. Gravar o rosto de Jesus no nosso íntimo e na memória ajuda-nos a ser mais parecidos com Ele.

3- TER UM BLOCO ESPIRITUAL
para escrevermos as frases ou experiências que se vive na oração. Escrever a própria situação perante si e perante Deus. Escrever frases, orações, falar a Deus de si, da sua situação, das suas intenções.

4- FAZER UM ORATÓRIO, ou um recanto no quarto ou em casa,
criar um espaço para Jesus na vida da família. Pode-se fazer lá a oração diária.

5- LER BONS LIVROS ESPIRITUAIS.
Ajuda a meditar e a rezar e a ter coisas para louvar a Deus, para falar com Jesus, para louvar a Deus.

6- Pode ser importante TER UM GUIA OU DIRECTOR ESPIRITUAL.
Um sacerdote e tratar com amigos de Deus. Falar com outros sobre Deus.

7- A COMUNHÃO DOS SANTOS é um grande meio para ser fiel.
Fazer-se amigo dos santos. Ler livros dos santos, conhecê-los e rezar-lhes para os imitarmos e pedir que nos ajudem a caminhar na santidade. Pedir ajuda para não nos desviarmos dos caminhos de Deus.

8- REPETIR JACULATÓRIAS ou frases evangélicas ajudam-nos a sentir a presença de Deus ao longo do dia:

Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos…
Senhor eu creio em Vós, mas aumentai a m/fé.
Senhor, espero em Vós, mas aumentai a minha esperança.
Senhor, eu Vos amo, mas aumentai o meu amor.
Sagrado coração de Jesus que tanto nos amais… Jesus fica comigo.
Senhor Tu és o Caminho, a verdade e a vida. Meu Senhor e meu Deus.
Obrigado Jesus porque és meu amigo.
Jesus fica comigo. Jesus fica no meu coração.
Meu Senhor e meu Deus.

9- LER AS LEITURAS DO DIA DA MISSA,
leitura seguida do evangelho, pausada, meditada. Ler livros espirituais.

10- ESCUTAR UMA CANÇÃO RELIGIOSA de mensagem, um poema, uma oração, música de fundo instrumental suave própria para oração.

11- MOTIVAR A VIVÊNCIA DO MÊS com alguma frase, uma imagem. Mês de Maria (Maio), mês do Coração de Jesus (Junho), mês de S. José (Março), mês das almas (Novembro).

(continua)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

OS SENTIDOS INTERIORES NA ORAÇÃO


albanosousanogueira@sapo.pt

http://operfumededeus.blogspot.com


Nós temos 5 sentidos corporais e devemos elevá-los a uma dimensão espiritual:
1- Visão: Visão espiritual: ver a Deus na criação e ver a Deus nas pessoas.
2- Audição: ouvido atento para perceber a voz de Deus que fala para nos. Fala na Palavra e fala no coração.
3- Olfacto: que nos permite sentir a Deus nas pessoas e ser o perfume de Deus, o bom odor de Cristo.
Nós cheirar bem na alma, como gostamos de cheirar bem no corpo.
4- Gosto: que saboreia as coisas de Deus como saboreamos a comida, a bebida.
5- Tacto: graças ao qual podemos tocar o Verbo da Vida. Tocar as coisas e as pessoas como criaturas sagradas que devemos respeitar.

1. MÉTODO DE ORAÇÃO- COMO?
Modelo nº 1
1. Oração inicial, invocando o Espírito Santo
2. Leitura lenta e atenta de um texto bíblico ou algum texto espiritual
3. Momento de silêncio interior, rever o que se leu.
4. Ver bem o sentido de cada frase.
5. Actualizar e ruminar a Palavra, levando-a à vida
6. Relacionar o texto com os outros
7. Ler de novo, rezando o texto e respondendo a Deus
8. Formular um compromisso de vida
9. Rezar um salmo apropriado
10. Escolher uma frase ou uma palavra como resumo para memorizar.
Modelo nº 2
1- Pedir ao Senhor perdão pelos pecados e fazer o sinal da cruz.
2- Procurar a companhia de Jesus
3- Representar Jesus junto de ti e olhar com que amor te está a ensinar a rezar
4- Olhar para Jesus que também olha para ti, apesar dos teus pecados.
5- Jesus alegra-se com o nosso olhar para Ele
6- Se estás alegre, pensa em Jesus ressuscitado. Se estás triste, pensa em Jesus atado à coluna, na cruz, despedaçado pelo muito que te ama. 7
7- Diz-lhe o que sentes no teu coração. Simplesmente faz-lhe companhia.
8- Para terminar diz-lhe na tua oração: “Juntos andemos, Senhor”.


QUANDO DEVEMOS ORAR?
Todos os dias. O tempo que dedicamos às coisas, mostra o valor que lhe damos.
Encontrar o melhor momento: manhã, tarde, noite…
Estamos a falar da oração pessoal, individual, mas existe também a oração comunitária
Deus é bom e recompensa o nosso sacrifício

QUANTO TEMPO DEVEMOS ORAR?
Depende do grau de amizade que queiras com Jesus. Sempre arranjamos tempo para estarmos com os amigos. Quanto mais Deus tiver valor, mais tempo lhe damos.
O mínimo deve ser um quarto de hora por dia: 15 minutos.
Damos 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir, muitas horas para comer, divertir-nos, tempo livre.
SE DERMOS 15 MINUTOS A DEUS, NÃO É MUITO. Deus é como um manjar de que comem muitas pessoas. Uns comem pouco, outros mais, outros muito.

(continua)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O CORPO NA ORAÇÃO




Nós rezamos com toda a pessoa corpo, alma, matéria e espírito e não apenas com a alma ou espírito.
Por isso, para rezarmos, temos de fazer um exercício de relaxação, de serenar a nossa mente e o nosso espírito: afastar tensões, preocupações, sono, cansaços.
Quando rezarmos em casa no nosso quarto podemos procurar uma posição corporal correcta, uma boa respiração, desligar-se das preocupações e imagens.
Fechar os olhos e pôr-se na presença do Senhor.

Olhar uma imagem de Jesus.
Repetir o nome de Jesus.

Colocar-se na presença de Deus e invocar o E. Santo.
MODOS DE ORAR:
1-Petição: Pedir, significa que somos pobres precisamos de Deus, mas não podemos só pedir coisas materiais. Devemos pedir bens espirituais. Oração mais interesseira, centrada em nós, mais egoísta.
2-Louvor: Oração mais desinteressada, mais gratuita, mais centrada em Deus. Pelo louvor reconhecemos a acção de Deus em nós, nos outros, Todo-Poderoso, Bondade, Misericórdia infinitas.
3- Acção de graças: é a oração que Jesus mais fazia. Temos tantos motivos para dar graças a Deus. Bendizer e agradecer a Deus por tudo o que Deus nos dá. Agradecer o bom e agradecer aquilo que nos parece de mal, de negativo, incompreensível e nos faz sofrer.
4- Intercessão: é uma oração solidária e comprometida com os outros. Faz-nos irmãos dos outros. Trata-se de trazer à oração as pessoas de quem gostamos, às que sofrem, às que não nos caem bem. A oração de intercessão leva-nos a oferecer algo a Deus pelas necessidades dos outros: vivos e defuntos.
5- Perdão: é também uma oração de petição. Leva-nos a reconhecer diante de Deus os nossos pecados e pedir-Lhe perdão por eles.
Quanto mais próximos estamos de Deus (da luz), mais pecadores nos sentimos (e vemos a sujidade, o lixo que há em nós).
Não nos devemos julgar bons diante de Deus, mas sempre pecadores.
6- Bênção: Jesus utilizava a bênção par pedir coisas boas para os outros: a paz, o perdão, a vida, a saúde, a fé, a esperança, a humildade, a prudência, a temperança…
7- Adoração: A oração de adoração é a mais profunda e mais gratuita perante Deus em que se reconhece tudo o que Ele É e reconhecemos a nossa miséria e pecado, a nossa pequenez.
A adoração é ficarmos todos centrados em Deus numa linguagem de amor, admiração, acolhimento, aceitação da vontade de Deus.

terça-feira, 28 de julho de 2009

APRENDER A ORAR, ORANDO



Rezar não é só uma questão de fé, de acreditar em coisas, ideias, doutrina, é também uma questão de amizade, de amor.

Orar é uma relação entre pessoas.

Crer, acreditar, confiar em Alguém, em Pessoas: as pessoas divinas.
Aqueles que se fazem de verdade amigos de Deus e seguem um caminho espiritual de diálogo e amizade com o Senhor, sentem em si as maravilhas de Deus e de quanto podem mudar as suas vidas quando se abrem aos projectos de Deus.
Deus quer que sejamos felizes.

A oração é para todos e orar é uma coisa simples, tão natural como viver.
A oração é uma ligação com Deus, como quem faz uma chamada telefónica e se deixa conduzir por Ele.
Orar é um conjunto de muitas acções: umas vezes activas, outras vezes passivas.
Oração é vida. Deve-se orar a partir da vida e para a vida.
Orar é deixar-se trabalhar por Deus. Nós somos o barro e Deus é o oleiro. Somos obra Sua. Precisamos de amar o barro que somos e deixar que Deus o transforme.
A oração deve fazer de nós AMIGOS DE DEUS. E os amigos encontram-se, falam, dialogam, abrem o seu coração aos outros…
Cada um devia descobrir e dizer sempre: “Que bom é o Senhor. Quem bom, Senhor, é estar contigo, estar na Tua presença, na Tua amizade”.


1. O QUE É A ORAÇÃO?
A oração é uma amizade que nos leva a aprender a olhar-nos como Deus nos olha e amar-nos como Deus nos ama e a amar como Ele.
Deus é um amigo que nos ama, cuida, interpela, confronta, nos cura e extrai de nós o que há de melhor no nosso “Eu”, para que nós possamos fazer o mesmo e ajudar os outros.
Deus está no mais íntimo de nós mesmos. Há um espaço para Deus e que ninguém pode ocupar. Há em nós um vazio que nada nem ninguém pode preencher, por mais que tentemos.
A oração pode ajudar-nos a experimentar o gozo e a alegria que só Deus nos pode dar e que nada nem ninguém nos pode roubar.
Há uma Alegria com um A grande.

A Alegria interior de Deus em nós e há as pequenas alegrias exteriores, as alegrias do mundo e que depressa as podemos perder.
Para haver oração, tem de haver silêncio interior e exterior.

O silêncio é a linguagem de Deus. No silêncio podemos conhecer o homem velho marcado pelo pecado que devemos deixar para sermos o homem novo, marcado pela graça que nos assemelha a Jesus Cristo.

Este é o caminho da conversão que a oração implica.
Quem quer seguir o Senhor, não pode pôr condições a Deus.

(continua)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

ORAÇÃO DA MANHÃ





Senhor, no silêncio deste dia que nasce,venho pedir-te paz, sabedoria e força.

Hoje quero olhar o mundo com olhos cheios de amor;ser paciente, compreensivo, humilde, suave e bom.

Ver teus filhos por trás das aparências,como Tu mesmo os vês,para, assim, poder apreciar a bondade de cada um.

Fecha meus ouvidos a toda murmuração,guarda minha língua de toda maledicência,que só os pensamentos que bendigam,permaneçam em mim.

Quero ser tão bem-intencionado e justo que todos os que se aproximarem de mim, sintam tua presença.

Reveste-me de tua bondade, Senhor,e faz que durante este dia eu te revele.

Amen.


(Autor: Frei Larrañaga, em "Encontro")

terça-feira, 21 de julho de 2009

JOVEM, QUEL É A TUA VOCAÇÃO?

albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com/

A vocação é uma chamada, um destino e um futuro.
Perguntar pela vocação, é perguntar pelo teu destino e a que futuro estás chamado.
A vocação orienta-se para o futuro, mas deve realizar-se no presente procurando em tudo a verdade.
Assim, a vocação é tarefa que exige esforço, empenho… É um arriscar: tomar a vida a sério! Compromisso. Liberdade e responsabilidade.
Para que isso aconteça cada jovem deve dialogar consigo mesmo, com outros (psicólogos, sacerdotes) e com Deus.
Dialogar com Deus é rezar, é pedir luz, sabedoria, força, coragem para não ter medo de seguir em frente.
Hoje há muitos jovens que têm medo de arriscar. Medo de arriscar no matrimónio, medo de arriscar numa vocação consagrada.
Mas na vida temos de correr riscos.
Na raiz da palavra vocação, está a “voz” que chama.
Jovem, qual é a voz que grita do teu interior?
Será que alguma vez ouviste a voz de Deus que te chama a servir os outros?
Será que apenas ouves as vozes do mundo que te convidam a uma vida só a pensar em ti?
Deus chama-te a seres útil aos outros, a servir…
Deus quer ouvir a tua voz! Deus quer ouvir a tua resposta.
Se Jesus bater à porta do teu coração e te convidar a segui-l’O. Qual é a tua resposta?
Se Jesus te disser que precisa de ti. Que resposta lhe darás?


Há muitas portas que se abrem diante de ti.

Procura pensar bem qual será a porta indicada para ti


P. Albano Nogueira

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Oração de Nossa Senhora do Carmo



Hoje, dia 16 de Julho é dia de Nossa Senhora do Carmo

ORAÇÃO

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Saúde dos Enfermos, rogai por nós. Refúgio dos pecadores, rogai por nós. Consoladora dos aflitos, rogai por nós. Ave-Maria
Nossa Senhora do Monte Carmelo. Amantíssima Mãe do Divino Jesus, que vos dignastes fazer do monte Carmelo, na Terra Santa, um local santificado para a manifestação de vosso celestial poder, sede propícia às minhas preces, ajudai-me na luta contra o pecado, ajudai-me a me tornar digno da clemência de Vosso Filho Nosso Senhor Jesus Cristo. Nossa Senhora, advogada dos aflitos, lançai vosso olhar sobre as almas sofredoras no outro mundo e sobre a alma de....( dizer o nome da pessoa falecida). Amparai-o com a vossa infinita bondade, rogai a Deus Pai, Todo Poderoso, a Deus Filho Nosso Senhor Jesus Cristo, a Deus Espírito Santo, pelo perdão de seus pecados, de suas faltas e conduzi a sua alma, talvez ainda sofredora, à luz eterna, à celestial mansão de Deus, dos Anjos, dos Patriarcas, dos Apóstolos, dos Mártires, das almas que se mantiveram firmes na fé em vosso Amado Filho Nosso Senhor Jesus Cristo.
Senhora do Carmo, ouvi o seu apelo:" Do abismo clamei a Ti, Senhor. Senhor, ouvi minha oração".
Nossa Senhora do Carmo, rogai por .....(nome da pessoa).
Nossa Senhora do Carmo, intercedei por .....(nome da pessoa).
Nossa Senhora do Carmo, protegei .....(nome da pessoa).
Oh! Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
(Três Vezes) Rezar um Pai-Nosso, Três Ave-Marias e uma Salve-Rainha

terça-feira, 14 de julho de 2009

ANO SACERDOTAL – CONVITE



albanosousanogueira@sapo.pt

http://operfumededeus.blogspot.com

Neste Ano Sacerdotal que está a decorrer entre 19 de Junho de 2009 e 19 Junho de 2010, eu gostaria de dizer aos rapazes jovens, ou adultos jovens que pensassem a sério na vida, no caminho a seguir.
Pára. Faz silêncio. Pensa, meu caro rapaz: “Qual será o meu caminho? Qual será a vocação a que Deus me chama? Como hei-de gastar a minha vida? Que hei-de fazer com a minha vida?”.
Além de pensares, meu caro rapaz, eu te peço: reza, fala com o Senhor Jesus e escuta a Sua voz: “Senhor, ilumina-me, mostra-me o caminho a seguir. Senhor, não sei o que hei-de fazer da minha vida, não sei como a hei-de gastar, dá-me a luz do Espírito Santo para saber a vocação a que me chamas. Senhor Jesus, sou jovem ainda não me conheço, não conheço as minhas inclinações vocacionais, por isso Te peço luz, força e coragem para parar, pensar e decidir”.
Deus precisa de ti para ajudares outros jovens. Não penses só em ti, em seres feliz sozinho. Pensa numa vida grande ajudando outros jovens a orientarem-se bem na vida. Tu sabes, melhor do que eu, há muitos colegas teus que andam desorientados na vida, longe de Deus, longe do bem, em caminhos duvidosos ou até maus que não os dignificam, não ajudam a sua personalidade a realizar-se, percorrem caminhos que os degradam nos vícios, na marginalidade.
Meu caro jovem, pensa, reza, pede ajuda, pede conselho aos pais, aos sacerdotes e faz uma experiência num seminário (lugar onde estudam os candidatos ao sacerdócio). Pode se rum dia, dois, 3 dias. Uma semana. Procura conhecer a vida do seminário para poderes descobrir de forma acertada o projecto de Deus para a tua vida.
Esse projecto maravilhoso chama-se VOCAÇÃO, chamamento de Deus.
A VOCAÇÃO nasce do amor que Deus te tem. Porque te ama, tem para ti um projecto de felicidade. E chama-te a realizá-lo. A VOCAÇÃO é um chamamento cheio de amor.
Um chamamento cheio de amor exige uma resposta igualmente cheia de amor.
Amar a Deus, a Jesus e a Sua Igreja Católica é a condição absolutamente indispensável para a resposta.
Não se ama quem não se conhece. A Jesus só se ama se O conheceres de verdade. Quanto melhor o conheceres, mais O amarás.
Conhecê-l’O-ás tanto mais, quanto mais contactares com Ele. É, assim, de facto que as pessoas se conhecem: ligando-se umas às outras. Com Jesus é o mesmo.
A oração é a grande forma de contactares, de lidares com Jesus. Nasce do amor, mas leva a um amor cada vez maior. Se amas, rezas; porque rezas, amas e amas cada vez mais.
Quem ama, reza. Quem reza, conhece; quem conhece, ama ainda mais. Quem ama de verdade, responde ao chamamento e é FELIZ.

Padre Albano Nogueira

quinta-feira, 9 de julho de 2009

S. BENTO DE NURSIA



11 de Julho, dia de S. Bento

São Bento de Núrsia, nasceu em Núrsia, no ano 480 e morreu no mosteiro de Montecassino em 547) foi um monge italiano, fundador da Ordem dos Beneditinos, até hoje uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador também da "Regra de São Bento", um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica existentes e inspiração de muitas outras comunidades religiosas.

Foi designado santo padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964, sendo venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália (destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada). É comemorado a 21 de Março- dia da sua morte e 11 de Julho, dia das sua trasladação do Monte Cassino para um Mosteiro francês.

Biografia
Segundo São Gregório, São Bento foi filho de um nobre romano, tendo realizado os primeiros estudos na região de Núrsia. Mais tarde, foi enviado a Roma para estudar retórica
e filosofia, mas, tendo se decepcionado com a decadência moral da cidade, abandona logo a capital e se retira para Enfide (atual Affile).

Ajudado por um abade da região chamado Romano, instalou-se em uma gruta de difícil acesso, a fim de viver como eremita. Depois de três anos nesse lugar, dedicando-se à oração e ao sacrifício, foi descoberto por alguns pastores, que divulgaram a fama de santidade.
A partir de então, foi visitado constantemente por pessoas que buscavam conselhos e direcção espiritual. É então eleito abade de um mosteiro no norte da Itália. Por causa do regime de vida exigente, os monges tentaram envenená-lo, mas, no momento em que dava a bênção sobre o alimento, a taça se fez em pedaços. Com isso, São Bento resolve deixar a comunidade. Volta à caverna onde, recebendo grande quantidade de discípulos, funda diversos mosteiros.

Em 529, por causa da inveja de um sacerdote da região, tem de se mudar para Monte Cassino, onde funda o mosteiro que viria a ser o fundamento da expansão da Ordem Beneditina. Em 540 escreve a Regra dos Mosteiros. Morre a 21 de Março 547.
As representações de São Bento geralmente mostram, junto com o santo, o livro da Regra, um cálice quebrado e um corvo com um pão na boca, em memória ao pão envenenado que recebeu de um sacerdote invejoso. São Gregório conta que, por sua ordem, o corvo levou o pão até onde ninguém o encontrasse.
As relíquias
de São Bento estão conservadas na cripta da Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire (Fleury), próximo a Orleáns e Germigny-des-Prés, no centro da França.

Em Portugal só existe um convento de Monges Beneditinos em Singeverga, Roriz, Santo Tirso. Tem cerca de 30 monges.

O seu Abade é D. Luís Aranha

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ORAÇÃO DA MANHÃ


albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com

Senhor, Tu amaste-me desde sempre
E o Teu amor por mim chamou-me à vida.
Em Teu Filho Jesus Cristo
Fizeste-me Teu filho e herdeiro do Teu Reino.

Tu conheces toda a minha vida
E penetras os meus pensamentos e sentimentos.
Em Ti me movo, existo e sou
E sem Ti nada posso fazer.
Tu me acompanhas no meu caminho
E o Teu olhar amigo segue os meus passos.

Se subo à montanha, lá Te encontro,
Se vou até à praia, Tu lá estás.
Se me fecho no meu quarto, lá Te encontro,
Se convivo com os meus amigos, Tu lá estás.

Ainda que queria esquecer-me de Ti
Ainda que tente fugir da Tua presença
O Teu amor é mais forte que o meu desatino.

Em cada momento da minha história
Em cada circunstância da minha vida,
Sinto-me envolvido no Teu amor e fidelidade.

Acompanha-me também
A Tua e minha Mãe
Por isso digo:
Avé Maria, cheia de graças…
Santa Maria…

(Fonte fransciscana)

terça-feira, 30 de junho de 2009

FÉRIAS, SOLIDARIEDADE, SILÊNCIO, ORAÇÃO

Muita gente, sobretudo os estudantes já estão de férias. Nem todos, mas muitos já estão e outros estarão em breve.
A ti que passas por este blogue, faço-te um convite: aproveita as férias para seres útil aos outros. A maior alegria e felicidade não é preocupar-se connosco, com a nossa vida, prazeres, gozos, mas a maior alegria de uma vida inteira é tentar fazer os outros felizes.
Quem só se preocupa consigo mesmo, dificilmente será feliz.
Quem se isola num quarto, com um telemóvel, televisão, computador, etc, torna-se egoísta, vazio
e a sua vida será banal e com pouco sentido.
Podes ajudar os pais em casa na cozinha, no jardim, no campo, nas limpezas.
Podes ajudar pessoas amigas, idosos, doentes.
Podes dar mais tempo aos outros: ajudar numa instituição de solidariedade social.
Podes participar mais na vida religiosa da tua Igreja.
Podes fazer silêncio, rezar, falar com Deus como quem fala com um amigo.
Podes ler bons livros, boas revistas, cultivar-te.
Contempla as estrelas, a lua, o sol, os montes, os vales, o mar, o rio, as plantas, os animais e vê tudo isso como uma pegada de Deus, um acto de amor de Deus por ti.
contempla a natureza nas férias e reza pela beleza, pela ordem, pela harmonia das coisas e diz: Meus Deus, como sois grande, belo, bom. Muito obrigado por tudo o que criaste e que eu posso
gozar.
Aproveita as férias sendo útil aos outros.
Muita gente mete-se em vícios porque a sua vida é vazia, nada faz pelos outros.
As férias são uma boa oportunidade para

Boas férias e um grande abraço deste irmão em Cristo:

P. Albano Nogueira

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ANO SACERDOTAL 3

Bento XVI anuncia que Igreja vai realizar um Ano Sacerdotal
Por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, Bento XVI anunciou esta manhã que, de 19 de Junho de 2009 a 19 de Junho de 2010, se realizará um especial Ano Sacerdotal, que terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".
Segundo comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Santo Padre abrirá este Ano presidindo a celebração das Vésperas, em 19 de Junho, solenidade do Santíssimo Coração de Jesus e Dia de santificação sacerdotal, na presença da relíquia de Cura d'Ars trazida pelo Bispo de Belley-Ars. Bento XVI encerrará o Ano em 19 de Junho de 2010, participando de um "Encontro Mundial Sacerdotal" na Praça S. Pedro.
Ainda de acordo com o comunicado, durante este Ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney "Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo". Além disso, será publicado o "Directório para os Confessores e os Directores Espirituais", junto a uma colectânea de textos do Santo Padre sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época actual.
A Congregação para o Clero, em parceria com os Ordinários diocesanos e os Superiores dos Institutos religiosos, será o encarregado de promover e coordenar as várias iniciativas espirituais e pastorais. A finalidade deste Ano é ressaltar sempre a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea, como também a necessidade de potencializar a formação permanente dos sacerdotes, relacionado-a com a formação dos seminaristas.Por esta razão iremos publicar no Jornal da Igreja Nova textos sobre este assunto até para ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens e os pais a perceberem a beleza e a grandeza da vocação sacerdotal como seguimento e imitação de Jesus Cristo o Bom Pastor que nos conduz a todos para a felicidade do Reino de Deus.
P. Albano Nogueira

sexta-feira, 19 de junho de 2009

ANO SACERDOTAL 2


Começa hoje, 19 de Junho, dia do Sagrado Coração de Jesus, o Ano Sacerdotal decretado pelo Papa Bento XVI.
Vai ser um ano para toda a Igreja Católica reflectir sobre esta vocação tão importante a que alguns homens são chamados (para já o sacerdócio na Igreja Católica é só para homens).
Os sacerdotes vão reflectir sobre a sua missão tão importante e tão necessária.
Mais importante do que o “agir sacerdotal” (exterior) é o seu “ser sacerdotal” (interior).
Atrevo-me a dizer que, no meu ponto de vista, a vocação sacerdotal é a vida mais linda que um homem pode ter. Porque o sacerdote é chamado para fazer de “Cristo” na terra, ser outro Cristo:
Agir em vez de Cristo,
Pregar em vez de Cristo,
Reunir o Povo de Deus em vez de Cristo,
Presidir à Assembleia em vez de Cristo,
Baptizar em vez de Cristo,
Perdoar em vez de Cristo,
Abençoar em vez de Cristo,
Ungir em vez de Cristo,
Consagrar o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Jesus em vez de Cristo
Repetir os gestos de Jesus Cristo.

O jovem é chamado à vida sacerdotal para emprestar todo o seu ser a Cristo:
- A sua inteligência, o seu pensar,
- A sua boca, o seu falar,
- O seu coração, o seu amar,
- As suas mãos, o seu agir,
- Os seus pés, o seu caminhar,
- A sua vontade, o seu querer.
Haverá vida mais bela, mais grandiosa, mais necessária do que esta?
Ser continuador da missão salvadora e libertadora de Jesus Cristo, o Bom Pastor…
Se é tão bonita, tão grandiosa, tão necessária a vida sacerdotal, porque é que há tão poucos sacerdotes? Porque é que os jovens não sentem chamamento para a vida sacerdotal e não lhe respondem dizendo Sim?...
Há muitas razões.
Penso que a razão mais forte é o EGOÍSMO em que as crianças e os jovens hoje são educados a viver muito centrados em si mesmos, enquanto que um sacerdote tem de estar disponível a ser para os outros. Um sacerdote deve morrer para si mesmo e a viver para os outros. Ora isso é precisamente o contrário do egoísmo.
O egoísmo dos pais (só ter um filho em vez de querer ter vários filhos) transmite-se ao filhos(s).
Escutai, amigos meus,
Ser padre é isto somente:
Não ser de si nem dos seus,
Para ser de toda a gente
(A. Correia de Oliveira)
Além do egoísmo que torna difícil a vocação sacerdotal, existem as CONDIÇÕES que na sociedade moderna não facilitam a fé pessoal, o encontro com Deus que exige silêncio, oração, meditação, contemplação e isso no mundo de hoje existe pouco.
Vivemos num mundo de muito ruído, de muito barulho, muita confusão, muita correria, muita dispersão, muitos divertimentos (bastantes ruidosos), muitas solicitações, muitas ocupações e muitas preocupações.
Todo o mundo quer falar (mesmo que não entenda quase nada dos assuntos) e poucos querem ouvir, escutar, meditar, orar, fazer silêncio...
Se os jovens se encontrassem a sério com Jesus Cristo no silêncio da oração e do coração, um encontro pessoal entre um Eu e um Tu, num diálogo amigo, num saber falar e saber escutar, talvez tivéssemos mais vocações consagradas.
O problema é que na Igreja Católica não se cultiva o silêncio, a meditação, a contemplação. As pessoas estão habituadas a cantar, a rezar em voz alta, tantas vezes respostas decoradas, repetidas muitas vezes, ditas por rotina, nas quais já nem se pensa.
Faltam MESTRES DA ORAÇÃO, QUE SAIBAM REZAR E ENSINEM A REZAR, fazendo da oração não um repetir mecânico de palavras, mas oração como um encontro profundo de mim como um EU com Jesus vivo dentro e fora de nós, como um TU.
Nós sacerdotes não sabemos rezar, por isso, também não podemos ensinar os outros... Ninguém dá o que não tem...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

MANDAI-NOS MENSAGEIROS


Mandai-nos mensageiros, Senhor,
Para a terra inteira mandai-nos, ó Senhor
E o mundo cantará a Vossa glória.

1. Senhor, Vós os chamais a dar testemunho
Serem como a luz, que brilha sobre os montes.

2. Depois de conhecerem o vosso chamamento
Seguiram na alegria a vossa voz, Senhor.

3. Dai-lhes, Senhor, o gosto de sempre vos servir
De seguir vossos passos e chegar até Vós.

4. O mundo de hoje em dia procura só prazer
Que sinta em suas vidas a luz do vosso amor.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

PENSAMENTOS- I


- O povo será amigo do padre e da Igreja quando o padre se tornar amigo do povo
- Façamos tudo com boa vontade e alegria. Deus não gosta de servidores carrancudos.
- A nossa vida será árida se Deus não a regar com a Sua Graça.
- A adoração reparadora é a nossa audiência real de cada dia; é a nossa vocação.
- Sem o Trabalho as coisas úteis e agradáveis ou não existiriam ou não serviriam.
- O conhecimento da nossa debilidade conduz-nos à confiança em Deus.
- Falar com eloquência é muito bonito, mas agir com prática é muito melhor.
- Todos os acontecimentos da vida nos levam a Deus.
- Precisamos de acarinhar os jovens tanto pelo perigo que correm como pelo bem que nos trazem.
- A pesca milagrosa não se faz na sacristia mas no alto mar.
- A cada pecado a sua misericórdia.
- Façamo-nos santos e façamos santos.
- O luxo foi outrora o cancro dos ricos; hoje é a lepra dos pobres. Possuir e gozar tornaram-se os fins da vida.
- A união com Deus é o mais poderoso remédio para todos os defeitos.
- Numa alma a educação ou a cultura moral corrigem muitos defeitos.
- O carácter é a fisionomia da alma.
- Não há amor sem dor.
- Deus não sabe o que fazer com o nosso saber e com as nossas obras se nelas não estiver o nosso coração.
- Não basta fazer bem aquilo que fazemos, é preciso fazê-lo com amor.
- O amor de Deus torna grande o coração do homem.
- Fazei da vossa vida uma questão de amor e não uma questão de interesse.
- Só com amor se reparam as feridas do coração.
- O orgulho gera muitos defeitos.
- A Eucaristia e a cruz são os mananciais dos quais o Sagrado Coração se expande em ondas de amor, de graça, de misericórdia.
Pensamentos deonianos

sexta-feira, 5 de junho de 2009

SER SACERDOTE



http://operfumededeus.blogspot.com

Na nossa vida de sacerdotes, encontramos muita gente triste, desanimada, ferida, magoada com a vida, com os outros, consigo mesmos.
Essas pessoas não têm quem as oiça, acolha e aconselhe. Servem-se do cabeleireiro, do café e outros lugares para desabafarem…
Por isso, a missão de sacerdote é tão importante e são tão necessários os sacerdotes para a Igreja Católica. E são tão escassos.
O Papa Bento XVI decretou um ANO SACERDOTAL, para despertar a atenção para esta vocação como caminho de serviço, de felicidade, de realização pessoal, social e eclesial.
O sacerdote é Outro Cristo e isto bastaria para dizer a grandeza do sacerdócio ministerial.
Existe o sacerdócio comum dos fiéis de que todos os baptizados participam e existe o sacerdócio ministerial para os homens que recebam o sacramento da Ordem.
O sacerdócio é uma vocação pessoal. Vocação quer dizer chamamento. Deus chama no coração do homem para seguir este caminho de dedicação e serviço do Evangelho, da Igreja e dos Homens. Mas Deus chama também pela Palavra de Deus escutada, meditada, rezada e interiorizada pelos jovens; chama pela boca de outros: pais, sacerdotes, catequistas, amigos, familiares, etc.
Ao jovem cabe a resposta. Muitos são chamados, mas quase ninguém tem tempo, quase ninguém tem disposição de entregar o seu coração a Jesus para amar de um jeito diferente daquele que a maioria das pessoas ama.
Muita gente diz que os padres deviam casar. Poderá ser uma possibilidade no futuro se a hierarquia o decidir. O problema é muito mais profundo.
É uma falta de fé, de conhecimento, de aprofundamento da amizade e intimidade com Jesus Cristo na oração.
O jovem que se entrega a Jesus no sacerdócio ama muito, só que de um jeito diferente.
Todos sabem que há muitas espécies de amor. Nem todo o amor tem de ter envolvimento sexual. Como acontece entre amigos, como acontece entre pais e filhos; como acontece a quem se entrega a certas causas: desporto, política, voluntariado, etc. Essas pessoas amam de um jeito diferente e podem não ter envolvimento sexual.
O problema mais profundo é que as crianças e os jovens crescem cada vez mais vazios de Deus, de religião, de espiritualidade, de piedade, de devoção. Vivem a religião na superficialidade sem raízes. Alguns vão à catequese, mas o ambiente é muito superficial acerca de Deus e da fé. Outros vão à igreja, à Eucaristia, mas falta profundidade, experiência espiritual, intimidade com Jesus, silêncio do coração a coração.
Deus não é sentido pelos jovens, pelas pessoas que entram na Igreja e já não sentem a presença de Deus. Alguns nem sequer ajoelham, rezam, falam com Jesus.
Não sabem, porque ninguém lhe ensinou…
Faltam sacerdotes com tempo para a pastoral, o acompanhamento. Somos poucos sacerdotes, muitos já idosos, cansados. Temos muitas paróquias, andamos a correr de um lado para o outro ao Sábado e Domingo. Não estamos com as crianças, com os jovens, não fazemos experiência profunda da presença terna e carinhosa de Deus.
Não nos sentimos amados por Deus no íntimo de nós mesmos e não retribuímos amor a Deus como Ele merece.
Nós, sacerdotes, temos muitos pecados para pedir perdão a Deus porque damos pouco exemplo de felicidade por sermos sacerdotes.



Querido jovem rapaz (sacerdote é só para rapazes), pensa na vida. Não vivas na banalidade e na superficialidade. Pensa no rumo que podes dar à tua vida e pensa que ser sacerdote é uma vida de muita alegria, muita felicidade, muita realização não vivendo para si mesmo, mas para muitos outros, fazendo-os felizes.

P. Albano Nogueira

SÚPLICA AO ESPÍRITO SANTO


Vinde, Espírito Santo, terno Consolador. Minha alma suspira por Vós, meu coração tem sede de Vós. Só Vós podeis saciar os meus anseios, só Vós podeis fazer-me feliz. Divino Esposo, não rejeiteis a morada de meu pobre coração.
Sim,
V. Meu coração é impuro,
R. Mas podeis purificá-lo.
V. Meu coração é tenebroso,
R. Mas podeis iluminá-lo.
V. Meu coração é mau,
R. Mas podeis saciá-lo de amor.
V. Meu coração é triste,
R. Mas podeis consolá-lo.
V. Meu coração é fraco,
R. Mas podeis fortalecê-lo.
V. Meu coração é frio,
R. Mas podeis abrasá-lo.
V. Meu coração é terreno,
R. Mas podeis enchê-lo de desejos celestiais.
V. Meu coração é pecador,
R. Mas podeis orná-lo de todas as virtudes.
V. Meu coração é inconstante,
R. Mas podeis torná-lo perseverante.
Vinde, pois, ó Espírito Santo, Pai dos pobres, vinde, inundai-me de Vosso amor!
Amen.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

ANO SACERDOTAL 1





Bento XVI anuncia que Igreja vai realizar um Ano Sacerdotal.
Por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, Bento XVI anunciou esta manhã que, de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010, se realizará um especial Ano Sacerdotal, que terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".
Segundo comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Santo Padre abrirá este Ano presidindo a celebração das Vésperas, em 19 de Junho, solenidade do Santíssimo Coração de Jesus e Dia de santificação sacerdotal, na presença da relíquia de Cura d'Ars trazida pelo Bispo de Belley-Ars. Bento XVI encerrará o Ano em 19 de Junho de 2010, participando de um "Encontro Mundial Sacerdotal" na Praça S. Pedro.
Ainda de acordo com o comunicado, durante este Ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney "Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo". Além disso, será publicado o "Directório para os Confessores e os Directores Espirituais", junto a uma coletânea de textos do Santo Padre sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época actual.
A Congregação para o Clero, em parceria com os Ordinários diocesanos e os Superiores dos Institutos religiosos, será o encarregado de promover e coordenar as várias iniciativas espirituais e pastorais. A finalidade deste Ano é ressaltar sempre a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea, como também a necessidade de potencializar a formação permanente dos sacerdotes, relacionado-a com a formação dos seminaristas.
Por esta razão iremos publicar no Jornal da Igreja Nova textos sobre este assunto até para ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens e os pais a perceberem a beleza e a grandeza da vocação sacerdotal como seguimento e imitação de Jesus Cristo o Bom Pastor que nos conduz a todos para a felicidade do Reino de Deus.

P. Albano Nogueira