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domingo, 30 de outubro de 2011

A ARTE DE SER FELIZ


INÁCIO LARRANAGA, A ARTE DE SER FELIZ
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"Muita procura nas nos médicos, nas farmácias, nos remédios, ou em certos lugares esotéricos (bruxaria e afins...) os meios para resolver os seus problemas e não percebeu que é dentro de si mesmo, nas suas mãos que está a solução para grande parte dos seus problemas psíquicos.

Cada pessoa tem de ter confiança em si mesma e desconfiar das falsas soluções do que atrás foi dito: realidades fora de nós.

É nas próprias mãos, dentro de nós mesmos que se encontram as armas decisivas para cada um se libertar dos seus traumas,desgostos, depressões e afins...

E esse remédio não custa dinheiro. O que é uma boa ideia para os tempos de crise económica.

Procurando nas fármacos, médicos, curandeiros, videntes, astrologia, etc a solução para os seus problemas, a pessoa gasta muito dinheiro, fica dependente, anda enganada e, muitas vezes não encontra solução.
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Só quem é amado, tem a capacidade de amar.

Só quem é livre consegue libertar

Só pode ser instrumento de paz, quem vive em paz consigo mesmo.

Os que sofrem, fazem sofrer os outros.

Os fracassados, têm tendência a fazer fracassar os outros.

Os ressentidos, semeiam violência em seu redor

Quem foi posto em conflito, põe em conflito.

Quem está em guerra consigo, espalha guerra à sua volta.

Quem não se aceita a si mesmo, não aceita ninguém.

Os que a si mesmos se rejeitam, rejeitam a todos.

Quem não é feliz, não consegue fazer os outros felizes.
(continua)

sábado, 29 de outubro de 2011

PENSAMENTOS

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- Não é o casal (homem e mulher) que faz amor;
   O amor é que faz o casal.
E o amor primeiro vem de Deus que é o amor.

- Não é o homem  e a mulher que fazem os filhos;
   Mas o amor que há entre eles é que faz os filhos...

- O mais importante não é o caminho que fazemos da vida para a morte.
- O mais importante é o caminho que fazemos da morte para a vida.
(Aqui "morte" não é o morrer e ir para o cemitério, mas "morte" no sentido bíblico, isto é, aquilo que gera morte das relações entre as pessoas: inveja, rivalidade, vingança, ódio, violência, mentira, falsidade).
- O mais importante é o caminho que fazemos da morte para a vida, deixando os males que falei atrás...
Assim, o mais importante na vida é o que gera a vida mais forte do que a morte: a amizade, a compreensão, a estima, o respeito, a partilha, a solidariedade, o amor, o perdão. 
(Algumas citações de D. António Couto,
Bispo Auxliar de Braga, Portugal).

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- A virtude é a disposição constante para praticar o bem e evitar o mal.

- Quem semeia virtudes, colhe glórias.

- A beleza é frágil, a virtude é eterna.

- A preguiça consome todas as virtudes.

- O silêncio é uma virtude quando nos evita a dizer ou ouvir tolices.

- A virtude ofendida desforra-se perdoando.

- As verdadeiras virtudes sempre incomodam e despertam ódios.

- A riqueza sem virtudes é mais desgraçada do que a miséria.

- O esforço e a perfeição são os pais das virtudes; a indolência e o desleixo são padrastos delas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ORAÇÃO


Todo o cristão deve rezar, precisa de rezar, de falar com Deus.
Eis algumas orações que tu podes usar para te relacionares com as pessoas divinas.
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Vem, Senhor Jesus,
Vem, ó luz eterna de cada um de nós que somos peregrinos.
Vem, esplendor do Pai, nós te esperamos.
Vem, Espírito Santo, vem cantar em nós, vem rezar em nós.
Vem ajudar-nos a louvar o Pai.
Vem, Espírito Santo.



Divino Espírito Santo,
Abre meus olhos, dá-me a Tua luz p’ra ver.
Força do Pai, força de amor, cai sobre mim na dor.
Tu geras vida, intimidade, Tu és o guia p’ro Pai.
Tu és o sol que amanhece em mim.
És o vento que sopra quando eu rezo,
Calor que me aquece e queima de amor e de zelo
Vem, Espírito Santo

Espírito Santo, fogo e luz
Que resplandece a face de Cristo, fogo que vindo à terra se fez Palavra
Fogo cujo silêncio é luz e levas os corações à acção de graças e ao louvor.
Espírito Santo, Tu que repousas em Cristo e sondas as profundezas de Deus
Espírito de Sabedoria,
Espírito de Entendimento,
Espírito de Conselho e de fortaleza
Espírito de Ciência, de piedade e de temor de Deus
Nós Te louvamos, Espírito Santo



domingo, 23 de outubro de 2011

XI CONFERÊNCIA NACIONAL DO CURSO ALPHA





Decorreu, de 21 a 23 de Outubro a XI Conferência Nacional do CURSO ALPHA em Cantanhede.

Esta Conferência teve o primeiro dia dedicado a sacerdotes e os outros dois dias dedicados a leigos.

Estive presente no primeiro dia, juntamente com dois Bispos (Coimbra e Santarém) e cerca de 80 sacerdotes. Éramos 4 padres da diocese de Braga. No segundo dia, estive apenas algum tempo.

Foi-nos apresentado o método do Curso Alpha como uma forma excelente de contribuir para a Nova Evangelização.

O Curso Alpha é uma forma de fazer o primeiro anúncio do Evangelho e de Jesus Cristo a qualquer pessoa.

Tem uma organização excelente que envolve o pároco, as pessoas responsáveis na paróquia e até as pessoas desligadas da paróquia, aqueles que não se sentem parte da comunidade, ou são apenas consumidores passivos dos sacramentos ou cristãos eventuais em alguns momentos.

Alguns elementos fundamentais do Curso Alpha são: a refeição, o acolhimento, a amizade, a oração, a música, o ensinamento, o testemunho.
Tudo isto, leva a um encontro pessoal com Jesus Cristo e tem transformado a vida de muitas pessoas e das Comunidades.

A – Quer dizer Alguém. Trata-se alguem que encontra Alguém. E dele se fala: Jesus Cristo.

L- Lugar de escuta do primeiro anúncio acerca de Jesus e partilha do que se escutou.
Pondo perguntas e recebendo respostas.

P- Pratos, porque todas as sessões (10) do Curso Alpha começam com uma refeição ligeira.
A refeição é entre amigos que se conhecem ou que se querem conhecer cada vez mais e o curso alpha aumenta a amizade entre os participantes.

H- Humor, porque se trata de reuniões onde reina a boa disposição, a descontração, onde não há crítica, nem murmuração, nem julgamentos de ninguém.
O ambiente é muito informal, onde há diálogo sobre a vida do dia a dia.

A- Abertura, ajuda, pois o grupo de pessoas que frequenta o curso acaba por ficar muito amigo uns dos outros e se vão ajudar no futuro naquilo de que necessitarem.

A organização do Curso implica muitos recursos humanos (pessoas desde o organizador, os oradores, a equipa auxiliar nas diversas tarefas), implica dinheiro, pois vai ser preciso fazer convites, publicidade, comprar livros com os temos, manuais, a Bíblia, contribuir para as refeições, um fim de semana de retiro depois da 7ª sessão (mais ou menos), a refeição final onde podem aparecer outros familiares e convidados.

É preciso uma pessoa (pelo menos) que saiba cantar, que saiba músicas bonitas religiosas animadas. Seria bom haver músicos e instrumentos.

Será preciso um responsável pelo Louvor, gente que saiba rezar de improviso e de louvor a Deus.

É um grande investimento em tempo e dinheiro, mas vale a pena.

Não precisa, nem deve ser o pároco a organizar tudo, mas o pároco deve fazer parte da equipa e estar muito presente, muitas vezes e muito tempo.
Não precisa de ser o tempo todo…

Este Curso já existe em Coimbra, em Lisboa, em Viseu, em Setúbal, Santarém.

Faço um desafio a que os sacerdotes (e bispos) procurem conhecer este Curso Alpha.
Procurem na Internet por este nome: Curso Alpha e encontrareis muita informação.

Gastem tempo e dinheiro a conhecer esta dinâmica e invistam neste método novo que pode ajudar a mudar a Igreja em Portugal e contribuir para a Nova Evangelização.







































sexta-feira, 21 de outubro de 2011

XI CONFERÊNCIA NACIONAL DO CURSO ALPHA



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(XI Conferência Nacional do Curso Alpha, Cantanhede, 21 de Outubro)

Com a presença de dois bispos (Coimbra e Santarém) e cerca de oitenta padres portugueses
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Onde há Deus há futuro.
Onde há Deus, há fé;
Onde há fé, há esperança;
Onde há fé e esperança, deve haver também caridade (amor desinteressado).
Onde há Deus (fé, esperança e caridade), há futuro para se construir um mundo melhor.
O cristão precisa de fazer um encontro com Cristo vivo; precisa de se converter ao evangelho e procurar ter uma a vida cristã feita de fidelidade.
Hoje há um eclipse de Deus na vida moderna o que torna mais difícil a transmissão da fé e dos valores cristãos.
Este eclipse de Deus na sociedade ocidental é uma tragédia para a Humanidade, pois as pessoas pensam que Deus é inimigo do Homem e adversário da liberdade humana.
Ora é precisamente o contrário: é em Deus que somos verdadeiramente livres e Deus é nosso amigo e só quer o melhor para nós.
Sem Deus é que os homens e mulheres do nosso tempo se tornam escravos: escravos de modas, da matéria, dos vícios, das coisas, escravos do dinheiro, dos ídolos, do egoísmo, do comodismo; escravos do consumismo, do prazer, do sexo; escravos da superficialidade, da banalidade, do relativismo…
O mundo hoje encontra-se sem Deus e sem esperança.
Sem esperança porque sem Deus.
Aquele que descobre Cristo como Salvador, não O guarda para si esta verdade, esta experiência, mas comunica-a aos outros.
O que foi evangelizado, torna-se evangelizador.
O problema é que todos precisamos de ser continuamente evangelizados.
Uma coisa é ouvir falar de Jesus Cristo; outra coisa é falar com o Cristo vivo e ressuscitado.
O primeiro anúncio é fundamental.
O primeiro anúncio consiste em apresentar Jesus Cristo como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, morto e ressuscitado e fazer na oração e no contacto com a Bíblia, uma experiência viva de um encontro com este Cristo vivo, Senhor e Salvador.
Este primeiro anúncio atinge sobretudo o coração, a emoção. Mais tarde virá a razão e a reflexão sobre as verdades da fé (catequese). 
O primeiro anúncio é dizer: Deus ama-te.
Por amor, Deus enviou o Seu Filho para te (nos) salvar; para morrer e ressuscitar por mim, por ti, por todos.
Cristo está vivo, é o Senhor e Salvador da Humanidade.
Cristo salva-me, liberta-me, cura-me, perdoa-me, hoje aqui e agora. Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Esta é a experiência primeira e fundamental que todo o cristão tem de fazer.

(D. Manuel Pelino, Bispo de Santarém)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O VALOR DE PEQUENOS GESTOS

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... Se a nota disser: não é uma nota que fará uma música, não haverá sinfonia;

... Se a palavra disser: não é uma palavra que fará uma página, não haverá livro;

... Se a pedra disser: não é com uma pedra que se erguerá uma parede, não haverá casa;

... Se a gota de água disser: não é com uma gota de água que se fará um rio, não haverá oceano;

... Se o grão de trigo disser: não é com um grão de trigo que se semeará um campo, não haverá seara;

... Se o homem disser: não com um gesto de amor que se pode salvar a Humanidade, jamais haverá justiça e paz, dignidade e felicidade, na terra dos homens.

Como a sinfonia necessita de cada nota,

Como o livro necessita de cada palavra,

Como a casa necessita de cada pedra,

Como o oceano necessita de cada gota de água,

Como a seara necessita de cada grão de trigo,

Assim a Humanidade, toda ela, necessita de ti, lá onde tu estás, único e, portanto, insubstituível.

Que esperas para te comprometeres?

Que posso eu fazer?
Amar em acções e em verdade, pois só o amor pode vencer o sofrimento e dar à vida humana sangue novo ao corpo exangue da humanidade.

É na vida real que se deve amar: na família, no trabalho, no bairro, nos tempos livres, nas pessoas que nos rodeiam.

O HOMEM É FEITO POR AMOR E PARA O AMOR.

MATAR O AMOR, É CORRER O RISCO DE MATAR A VIDA.

(Continua)
(M Quoist, Falai-me de amor)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

DEUS E A NOSSA FELICIDADE

 
“Deus é amor!”
É a melhor definição de DEUS.
Deus só sabe amar.
Frequentemente compreende-se felicidade como prazer, apetites, conveniências, gostos.
Na verdade, em muitas circunstâncias da nossa vida podemos experimentar a felicidade mesmo que ela não esteja associada ao prazer ou a sentimentos.
A nossa felicidade não consiste em ter um corpo atlético, o carro do ano, o filho que contra tudo e todos eu tenho que ter.
A felicidade acontece mais no DAR do que no RECEBER, no acolher, perdoar e suportar, carregar o outro.
Amar não é satisfação, é doação!

A felicidade é um caminho a percorrer e não uma meta, um ponto de chegada.
Felicidade não é ausência de problemas, lutas e combates.
A vida de ninguém é um contínuo sucesso.
A alegria está no meu coração.

Precisamos ter a coragem de derrubar os muros do medo e da superficialidade para chamar de felicidade e amor o que verdadeiramente são.
A nossa vida não é um conto de fadas.
É uma história de mistério que teve origem em Deus.

O ser humano, o Homem é nobre.
Somos chamados por Deus à profundidade, e não é qualquer coisinha, qualquer informação, estereótipo, moda, música que irá nos deprimir.
Somos nobres!
Somos grandes!
Somos filhos de Deus.
Essa grandeza precisa ser reconhecida e submetida ao senhorio de Cristo.

A felicidade é uma pessoa: Jesus Cristo, e o Seu projecto de vida.
Cristo está fora de nós, mas também, dentro de nós.

A dor não é o nosso fim último; a felicidade é o nosso fim último.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

QUEM NOS DÁ A FELICIDADE

De onde vem a felicidade?
Quem nos dá felicidade?
As coisas materiais?
As pessoas?
A cultura?
Deus?
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Todas as pessoas desejam ser felizes.
Todos nós trazemos este anseio no mais profundo do nosso coração.
Fomos criados por um Deus feliz, um Deus de amor, de alegria e de paz!
O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, já que o homem é criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair o homem a si, e somente em Deus o homem há-de encontrar a verdade e a felicidade que não cessa de procurar.
O mais doloroso é ver que nessa busca frenética, desordenada e por vezes irresponsável pela felicidade, acabamos invertendo o valor das diferentes realidades da nossa vida.
Umas vezes, damos valor demais às coisas, outras vezes, damos valor demais às coisas; outras vezes damos demasiado valor à cultura, ao intelecto e esquecemos algo de muito essencial: a fé e a confiança em Deus.
Deus é felicidade, Deus é Amor!
Mas perdeu importância na vida de muitas pessoas que ficaram vazias por dentro e tentam encher o seu coração com aquilo que não satisfaz a sua ânsia mais profunda de felicidade.
Amor e felicidade podem ser tanta coisa: poder, bom emprego, família sexo, dinheiro, bens materiais...
E Deus onde fica?
Para muitos Deus não conta, para outros, Deus é mais um item dessa vasta lista.

Infelizmente, no final encontraremos as cisternas rachadas que não retêm água…
Alimento que não sacia, água contaminada e estragada que não mata a sede humana de felicidade.
Homens, mulheres, jovens, crianças, casais que não têm expressão, tristes, apáticos, infelizes, sempre a resmungar, não realizados porque procuram a felicidade da forma errada e acabam encontrando uma felicidade ilusória, vã e passageira.

A verdadeira felicidade não consiste simplesmente na satisfação das nossas necessidades pessoais.
Quando buscamos a Deus encontramos o amor, a felicidade, a paz, no entanto, nem sempre buscando a felicidade encontramos Deus. Não podemos separá-Lo da nossa felicidade.
Ele é o único capaz de fazer-nos plenamente feliz e encher o nosso coração.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

FOMES NO MUNDO


 

Senhor do Universo, nosso Deus e Pai, na mesa do mundo, homens e as mulheres, vossas criaturas têm muitas fomes:

- Fome de PÃO: que permite viver, sem angústias, o dia de amanhã.

- Fome de AMOR: que permite viver feliz.

- Fome de ALEGRIA: que permite viver contente.

- Fome de PAZ: que permite viver de mãos dadas, entre irmãos

- Fome de JUSTIÇA: que permite viver em igualdade de direitos e deveres.

- Fome de FELICIDADE: que permite viver sem lágrimas, sem luto, sem morte.

- Fome de IDEAL NOBRE: que permite viver acima das mediocridades desta vida.

- Fome de INFINITO: que permite viver com os pés na terra, mas com o coração nas alturas.

- Fome de VÓS, Senhor do Universo e Sumo Bem, para cada pessoa que vem a este mundo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

VOCAÇÃO DO CRISTÃO - SEGUIR JESUS CRISTO

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Para o cristão, ser feliz é procurar acertar cada dia o passo com Cristo, pois só Ele é o verdadeiro Mestre que Se revela como a Verdade capaz de entender a nossa verdade e de a iluminar segundo a Sua Luz:
“Na realidade, o mistério do homem só no mistério de Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente...
Cristo, novo Adão, na própria revelação do mistério do Pai e do seu amor, revela o homem a si mesmo e descobre-lhe a sua vocação sublime.” (GS 22)

É o Espírito de Deus que abre o caminho para respostas corajosas, positivas e generosas que vencendo hesitações e adiamentos, incertezas e temores capacita para a disponibilidade: “Eis-me aqui, enviai-me!” (Is. 6, 8).

O convite do Senhor é para todos e cada um, na sua singularidade, para que a partir das características individuais possa voar mais alto, desenvolver-se segundo um projeto de vida, com confiança, apoiado na sua presença fiel e misericordiosa:

- Vai envio-te;
- Sê vista para os cegos...
- Sê comunicador de esperança num mundo onde há imenso desespero e frustração,
- Sê homem de gratuidade num mundo onde tudo se vende e se compra...

Jesus é força motriz, que conduz o jovem cristão comprometido no seguimento da Sua Pessoa.

Nas sendas do Mestre, o discípulo vencerá os obstáculos que escurecem por vezes o caminho.
Confiado na sua mão Ele poderá dizer como S. Paulo:
"Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” e experimentar que a vida que vem de Jesus é abundante como Ele mesmo prometeu: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância“(Jo. 10, 10 ).
O que significa que Jesus é oferta de vida, real e abundante, de felicidade douradora e autêntica.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

EM QUE CONSISTE A FELICIDADE

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Não é certamente fácil definir o que é a felicidade.
E se calhar isso não é muito importante.
Mais que uma definição a felicidade é vivência, conquista, processo inacabado, aposta num ideal, ao qual se segue com confiança e firmeza.
Tal processo implica abertura às diversas oportunidades que a vida oferece e sobretudo que Deus concede para que o homem realize plenamente a sua vocação ao amor!

Quando amamos, a graça de Deus flui para este mundo através do nosso amor: curando-o, endireitando-lhe as linhas tortuosas, restaurando o que estava fragmentado, iluminando-lhe a escuridão, fazendo-nos instrumentos do Seu amor.
O nosso amor é canal através do qual Ele poderá curar e ajudar.
A maioria de nós não tem grandes talentos, mas todos podemos fazer pequenas coisas pelo amor!

Descobrir o caminho que torna possível e efectivo um projecto de vida. Isso é de crucial importância para todo o ser humano que busca um sentido para a sua vida!
 
Trata-se perceber a que ideal se é chamado e responder de forma pessoal, livre e positiva (a partir do grande potencial que Deus coloca em nós).
O que exige esforço e uma série de opções que forçosamente colocam de lado outras.
Por isso, é importante reflectir, escolher, seleccionar, preferir e lutar pelo ideal escolhido.

É também indispensável conhecer-se a si mesmo (energias e tendências, riquezas e pobrezas, os diferentes elementos da própria personalidade) bem como os diversos tipos de serviço da sociedade, contando também com a ajuda de alguém mais experiente, a fim de se proceder a uma opção fundamental de encontro à felicidade.

Deste dinamismo de descoberta e adesão, nasce a vocação que se insere num projecto radical de salvação do homem inteiro, isto é em todas as suas dimensões: bio-psico-sociais e espirituais; ou seja numa questão que dá sentido a todas as facetas do existir histórico e singular de cada um.

A vocação entendida como realização pessoal, como plenitude humana e qualidade de vida é também chamamento de Deus a um encontro pleno com Ele, através de uma experiência de amor que enche a pessoa de gozo e de alegria.

Mais que chamamento a fazer coisas ou a realizar determinadas tarefas, a vocação é sobretudo chamamento a realizar-se no ser e no viver.
 
Toda a vida de uma pessoa pode tornar-se vocação.
A vocação diz respeito à consciência que o ser humano tem da sua missão aqui na terra.
A pessoa de fé sabe que recebeu a existência de Deus e que corresponder à sua vontade, passa pela realização de um projecto de vida que a lança para diante, para Deus e para os outros.
 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

SER FAROL... SER LUZ

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SER FAROL

1. O Espírito desce sobre nós,
    Vem e renova todo o nosso ser,
    Ele é Luz que nos faz ver.
    Entrega-te e vê o sinal que Ele quer dar
    Também tu és chamado a cativar.
    Tu és fruto que há-de dar,
    És água viva a jorrar.

Refrão: Já pensaste que Cristo precisa de ti
Já pensaste, já pensaste?
Já pensaste que Cristo precisa de ti
Das tuas mãos, da tua boca do teu coração.

 

2. Tu, que possuis o dom da Esperança,
    Faz com Cristo uma nova aliança,
    Crê que Ele é o Salvador.
    Tu, que és jovem e exultas de alegria,
    Quando Cristo penetra na tua vida,
    Vai com ele anunciar
    A mensagem que quer dar.

3. Faz nos outros a tua descoberta
    Tu és apóstolo, anuncia a tua meta, faz no outro a bondade.
    Dá a mão ao pobre, ao oprimido,
    Cura os enfermos, liberta os cativos,
    Cristo em ti Se revelou,
    Teu coração cativou.
 




quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A ESPERANÇA CRISTÃ - 3

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A ESPERANÇA CRISTÃ
 
Ao olharmos para o mundo vemos que há grande crise de esperança.
Fala-se de um mundo melhor que, em parte vai acontecendo, pelo desenvolvimento da ciência e da técnica; só que elas, por vezes, oprimem e esmagam o próprio homem.

A civilização do amor tão desejada por todos, tão cantada, tarda em chegar.
O ódio, a vingança, parece que levam sempre a melhor.
Parece que quem é mau, mentiroso, injusto, desonesto, incompetente, acaba por subir na vida; quem é bom, sério, justo, sincero, honesto, competente, fica sempre na mesma situação modesta.
Premeia-se a recompensa-se a maldade e não tanto a bondade.

Quem praticar um crime, um roubo, um assalto, atentado, tráfico de droga, contrabando, é bem recompensado.
Quem trabalhar honestamente, recebe um pequeno salário.

Perante esta realidade, muitos são tentados a enveredar pelos maus caminhos.

O grande desafio dos cristãos não é rezar apenas nos momentos de entusiasmo, de euforia, mas ser persistente, perseverantes. Acreditar e esperar contra toda a falta de fé e de esperança.

Vivemos num século materialista, competitivo, desligado de Deus e em crise de valores morais.
São muitos os obstáculos do nosso desejo de seguir a Cristo e o evangelho.
O nosso lado humano é comodista, gosta do mais fácil. Tendemos para uma vida rotineira, sem grandes compromissos com Deus.

Olhando o mundo, os acontecimentos, os factos, as injustiças que se cometem, os crimes, a violência, a destruição da natureza, muitas vezes, nós temos motivo para desanimar, para desistir e depor a esperança.

Cada dia torna-se cada vez mais difícil ser um homem e uma mulher de esperança, de sermos optimistas.

Por isso podes rezar esta oração:

"Senhor, ajuda-me a acender um fósforo em vez de maldizer a escuridão.
Ajuda-me, Senhor a lutar pela verdade em vez de pactuar com a mentira.
Ajuda-me, Senhor, a renunciar ao egoísmo, servindo com generosidade.
Ajuda-me, Senhor, a sorrir, mesmo que esteja cansado e triste.
Ajuda-me, Senhor a estender a mão a quem precisa de se levantar.
Ajuda-me a levar um pouco de fé e de esperança ao mundo descrente.
Ajuda-me, Senhor, a morrer humildemente como o grão de trigo para, depois, frutificar em searas de luz, de justiça, de fraternidade
Senhor, se eu perder tudo, ao menos que fique a fé, a tranquilidade, a esperança".

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

SÓ DEUS BASTA...10

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6- O sacramento da reconciliação
A reconciliação (confissão ou penitência) é uma oportunidade para a pessoa se abrir à graça divina do encontro com Jesus Cristo e do Seu perdão.
Cristo está presente no sacerdote que confessa.

Muita gente só vê o lado humano do sacerdote.
Vai-se confessar, mas esconde o seu lado pior, a grandeza do seu mal, não conta a verdade acerca da sua miséria, mente.

Ao confessar todo o pecado e os pecados todos, a pessoa pode experimentar o milagre da transformação.
Deus vê e conhece a nossa miséria, por isso, pouco importa se o sacerdote a vai conhecer ou não.
É de Deus e não do sacerdote que o penitente recebe a graça do perdão. O sacerdote está em vez de Cristo.
Confessamo-nos a Cristo e é com Ele que nos encontramos no sacramento da reconciliação, embora na pessoa visível do confessor.

Se a pessoa tem uma fé esclarecida bem sabe que o importante não é a figura do sacerdote, mas Jesus Cristo presente e actuando por meio do sacerdote.

Quanto mais a pessoa fôr humilde e sincera no sacramento da reconciliação, mais a graça divina actuará nessa pessoa e mais fruto dará a sua vida de cada dia.

O mais importante é que nos apaixonemos de Deus, por Jesus Cristo, para que ao unirmo-nos ao Único que verdadeiramente nos ama, possamos um dia mergulhar para sempre, na chama transformadora do seu amor.

Ao ser mergulhada na chama do amor divino, Nossa Senhora foi de tal modo transformada, que via tudo e todos de modo sobrenatural: pensava, sentia e amava à maneira de Deus.

domingo, 11 de setembro de 2011

SÓ DEUS BASTA...9


5- A purificação das relações humanas
O mundo que nos rodeia fecha-nos cada vez mais a Deus na medida em que nos convida a procurarmos apoio em coisas e pessoas.

As coisas e pessoas são importantes e necessárias, mas apenas como meios para descobrirmos a presença de Deus na nossa vida, não como fins.

A vida é caminhar para Deus.
As coisas e pessoas são como que a paisagem que encontramos no caminho.
Mesmo sendo linda, não podemos ficar parados a contemplar a paisagem, deixando de caminhar para a meta.

As coisas e pessoas visíveis devem ser um instrumento de que Deus se serve para se revelar, Ele que é Invisível.
Pelo natural subimos ao sobrenatural; pelo material elevamo-nos até ao espiritual.
As coisas e as pessoas devem ser degraus a subir para o Céu, para Deus e não escada a descer para o inferno.

A pessoa demasiado apegada às criaturas não pode unir-se ao infinito de Deus.
Por esta razão, Deus quer purificar a nossa relação com os outros, mesmo os laços de sangue e matrimonial.

A pessoa que nos ama deveria ser um instrumento nas mãos do Pai que nos ama; um dom de Deus e uma ajuda no caminho da santidade.
Se a alma e o coração se apegam à criatura, o dom torna-se mais importante que o Doador, encobre-o e começa a desempenhar o papel de ídolo.
Como a criança mal educada que recebe um presente magnífico e se esquece completamente da pessoa que lho deu.
Virou as costas à pessoa e só liga ao brinquedo.

Cada dom deve lembrar-nos o Doador, levar-nos a centrar a nossa atenção em Deus.

O mesmo se diga no matrimónio: deve-se amar as pessoas, mas como um dom de Deus, sem esquecer o Doador.
Uma pessoa amada não pode ser adorada como um fim em si mesma, mas ser vista como caminho para Deus, para a pessoa se santificar.

Seguir a Cristo é desprender-se, renunciar a apoios humanos para se apoiar n'Ele.

As nossas desilusões com os outros vêm pelo facto de procurarmos neles o apoio que devíamos procurar em Deus.

Muitos sentem-se enganados, prejudicados, traídos porque esperavam apoio de outros e não o encontarram.
Outros têm a mesma queixa de nós que os desiludimos, enganámos, traímos.
Isto que é um mal a nível humano vai ser uma oportunidade para Deus nos purificar.

Por isso, não devemos ficar amargurados, ressentidos, tristes, mas reconhecer a verdade acerca de nós e dos outros, nos ajoelharmos diante de Deus e rezarmos para que Deus nos dê um fé muito grande e purificada que nos leve a não colocarmos tanto a nossa confiança nas pessoas, mas em Cristo.
A desunião em relação aos outros é uma oportunidade de que Deus se vai servir para se unir mais a mim e a ti.

Os santos, quanto mais perdiam o apoio das pessoas mais chegadas, mais se abandonavam a Deus sem reservas.

O nosso Pai do Céu quer que vamos encontrando o apoio que nos dá através dos outros, principalmente daqueles que são instrumento nas suas mãos.
Aqueles por quem temos uma amizade puramente espiritual: confessor, sacerdote, director espiritual.

Quanto mais essa pessoa fôr santa, mais nos pode ajudar a procurar apoio em Deus.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SÓ DEUS BASTA...8

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3. Purificar a razão, a memória

Nós orientamos o nosso dia a dia pela razão, pelo pensamento, pela experiência, pelos conhecimentos adquiridos.

Se a razão, o pensamento não forem iluminados pela fé, se a memória não for purificada, podem tornar-se fonte de dúvidas, de resistências, de revolta contra as exigências de Deus.
Daí a necessidade de serem purificadas.

Por vezes, é preciso ter uma atitude interior, pôr em causa a nossa maneira de pensar por não estar de acordo com o evangelho e ouvirmos a voz de Deus que nos orienta por outra forma de pensar.
Claro que ouvir a voz de Deus é entrar em choque com o nosso pensar, sentir e agir humanos; nossos apegos, apoios e critérios deste mundo.

A purificação do nosso pensamento, da nossa memória, do nosso coração traz sofrimento porque implica desapego, renúncia ao que é cómodo, fácil, corte com aquilo que nos escraviza e aliena.

4- Bendita fraqueza
Cada pessoa quer sentir-se forte, eficiente, decidir sobre a sua vida, ser independente.
A fraqueza física, psíquica, espiritual não nos agrada nada; temos medo dela porque nos tornamos dependentes dos outros.

Mas Deus permite essa fraqueza física para nos purificar e ajudar a entrarmos mais em comunhão com Ele.

A fraqueza que tanto nos amedronta, vista no plano da fé, é uma bênção e um grande dom, porque nos ajuda a perceber que já não nos podemos apoiar em nós de forma orgulhosa, soberba, mas que nos devemos apoiar em Deus e nos outros.
Se vivermos na fé as fraquezas humanas, elas tornam-se uma fonte de salvação e não temos outra saída senão implorar a Misericórdia divina e buscar apoio em Deus.

A fraqueza torna-se uma bendita fraqueza porque é uma oportunidade para a graça divina nos invadir e o Senhor servir-se de nós como seus instrumentos.

O que é mal a nível humano (doença) pode torna-se uma bênção a nível divino.

Deus realizaria milagres se Lhe permitíssemos entrar na nossa vida.

É necessário ter uma grande fé para tirar proveito da fraqueza física, psíquica, espiritual implorando humildemente a comunhão com Cristo fraco e sofredor.

Agora temos saúde, mas ela é passageira.
Aos poucos vamos perdendo a saúde física e desse modo nos podemos unir mais confiadamente em Deus.

Jesus disse: "Sem Mim nada podeis fazer".
Esta frase deveria levar-nos a uma confiança total em Cristo.

sábado, 27 de agosto de 2011

SÓ DEUS BASTA...7

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Quanto mais pobres formos a nível espiritual, mais ficamos ansiosos e ressentidos com os outros se não recebermos agradecimento pelo que fizermos.
Quanto mais ricos espiritualmente formos, cheios de humildade e vivermos apoiados e cheios de Deus, menos ficamos desiludidos e ressentidos com os outros porque sabemos que tendo o amor de Deus, temos tudo.
Ele é fiel, infalível, não desilude e recompensa sempre.

Percebemos que Deus ocupa-se de nós porque nos ama.
O Pai do Céu, no seu imenso amor por nós, dá-nos sempre o melhor, mesmo que se trate de sofrimento, ou até de morte.

Na realidade, tudo o que sucede na nossa vida é um encontro com a presença amorosa de Deus.
Se aceitarmos a vontade de Deus, ela terá poder curativo em nós; será apoio e salvação para a alma, mesmo que não seja apoio e salvação para o corpo.

Muitas vezes a vontade de Deus é difícil de aceitar e nós porque somos fracos e pecadores, antes queremos o que nos agrada, ainda que seja falso como o ouro falso.

O nosso egoísmo é sôfrego deste tipo de alimento, de apoios humanos apesar de sabermos que ele nos envenena.

O nosso problema é que estamos cheios de orgulho, de exigências, esperando sempre que nos retribuam e nos amem, em lugar de contarmos mais com Deus.
E por causa dessas expectativas insatisfeitas, vivemos cheio de ressentimentos e amarguras.

Com humildade e fé deveríamos repetir: "Dou-te graças, Senhor Jesus, porque me amas como sou e me estreitas em Teus braços".

Santa Teresa do Menino Jesus (1 de Outubro) dizia que era uma graça não encontrar apoios humanos porque essa amargura nas amizades da terra levava-a a abrir-se mais para Deus, a colocar n' Ele a sua confiança e apoio.

2- As forças enganadoras do "Eu" humano
O pecado original feriu a natureza humana e introduziu na alma a tentação de ser como Deus, a querer ultrapassar sempre mais os seus limites.
Em vez de aspirar pelo poder de Deus, o homem esforça-se por encontrar apoio no seu próprio "Eu", quase sem precisar de Deus (orgulho, soberba).

O medo de muita gente frente ao futuro deve-se ao facto de não pôr a sua esperança em Deus; não acreditar que Ele cuidará de nós.
Cuida de nós através dos outros.

Muitas vezes Deus vai-nos purificando para pormos cada vez mais a confiança n'Ele.

Quanto maior for a nossa fé, mais poremos em Deus a nossa confiança. Para isso precisamos de fazer muitas vezes actos de fé, de esperança e de confiança e dizer como no evangelho: "Jesus, Filho de David, tem piedade de mim... Salva-me, Senhor... Senhor, salva-nos que perecemos. Bem vês, Senhor como eu Te sou infiel e contagio os outros com a minha tristeza e a minha forma de pensar totalmente humana. Senhor, peço-te que me salves, me purifiques".

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

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albanosousanogueira@sapo.pt
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SÓ DEUS BASTA...6


albanosousanogueira@sapo.pt


Quando os falsos apoios caem

O homem passa a vida a fabricar ilusões apoiando-se em coisas, em si mesmo, nos outros.
A fé diz-nos que só Deus é apoio certo e seguro.
Só quando passar por muitas purificações, destruir ilusões e lutar contra a tendência de procurar apoios humanos e materiais é que o coração humano se apoiará exclusivamente em Deus.

O objectivo da nossa vida é consentirmos que Cristo nos tome para Si e seja tudo pª nós.

O nosso amor às coisas materiais e às pessoas é comparado ao ouro falso.
O ouro falso é semelhante ao ouro verdadeiro, autêntico.
Assim o amor humano para com as coisas, pessoas e Deus pode ser falso ou autêntico.
 
1. O amor humano
Todos sabemos como é importante e necessário o amor humano. Amor dos esposos, dos pais, dos filhos, dos amigos.
Porém, também todos passamos por muitas ilusões e amarguras devido ao amor humano que, tantas vezes é comparado ao ouro falso: parece verdadeiro, mas não é.

Nós damos muita importância à aceitação e compreensão por parte dos outros.
Somos, muitas vezes, como as borboletas que voam em direcção à luz sem perceber que vão ser queimadas e mortas; nós voamos em direcção ao falso amor como mendigos.

O coração humano foi feito para dar e receber amor e precisa dele como a planta sem água, mas não se pode iludir a ponto de se afastar de Deus como se esse amor humano fosse tudo para ele e de nada mais precisasse.

Quando fazemos o bem esperamos ser retribuídos por isso.
Isto é legítimo, mas não é tudo, não podemos viver dependentes disso.
Quando ajudamos alguém ficamos sempre com a esperança de um dia sermos retribuídos por isso.
Esperamos isso da família, do marido, da esposa, dos filhos, dos amigos, dos colegas de trabalho.
Devemos habituar-nos a que muitas vezes não tenhamos retribuição pelo bem que fazemos.
E mais ainda: não somos nós mesmos quem ajuda os outros, mas sim Deus que ajuda os outros através de nós.

Cada um de nós é apenas um instrumento nas mãos do Criador: a Ele, pois, acima de tudo, é devida a gratidão humana.
Claro que devemos ser sempre agradecidos a quem foi bondoso para connosco ou nos prestou qualquer tipo de ajuda.
É importante e necessária a virtude da gratidão pelo bem que os outros nos fazem.
Mas quando formos nós a fazer o bem devemos perceber que a gratidão deve ser dirigia a Deus, pois a Ele é devida em primeiro lugar e só depois ao homem.

Se percebermos que a gratidão deve ser dada a Deus e não a nós, já não estaremos à espera do agradecimento das pessoas, nem nos queixaremos de ninguém por não sermos ajudados como esperávamos.