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sábado, 27 de agosto de 2011

SÓ DEUS BASTA...7

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Quanto mais pobres formos a nível espiritual, mais ficamos ansiosos e ressentidos com os outros se não recebermos agradecimento pelo que fizermos.
Quanto mais ricos espiritualmente formos, cheios de humildade e vivermos apoiados e cheios de Deus, menos ficamos desiludidos e ressentidos com os outros porque sabemos que tendo o amor de Deus, temos tudo.
Ele é fiel, infalível, não desilude e recompensa sempre.

Percebemos que Deus ocupa-se de nós porque nos ama.
O Pai do Céu, no seu imenso amor por nós, dá-nos sempre o melhor, mesmo que se trate de sofrimento, ou até de morte.

Na realidade, tudo o que sucede na nossa vida é um encontro com a presença amorosa de Deus.
Se aceitarmos a vontade de Deus, ela terá poder curativo em nós; será apoio e salvação para a alma, mesmo que não seja apoio e salvação para o corpo.

Muitas vezes a vontade de Deus é difícil de aceitar e nós porque somos fracos e pecadores, antes queremos o que nos agrada, ainda que seja falso como o ouro falso.

O nosso egoísmo é sôfrego deste tipo de alimento, de apoios humanos apesar de sabermos que ele nos envenena.

O nosso problema é que estamos cheios de orgulho, de exigências, esperando sempre que nos retribuam e nos amem, em lugar de contarmos mais com Deus.
E por causa dessas expectativas insatisfeitas, vivemos cheio de ressentimentos e amarguras.

Com humildade e fé deveríamos repetir: "Dou-te graças, Senhor Jesus, porque me amas como sou e me estreitas em Teus braços".

Santa Teresa do Menino Jesus (1 de Outubro) dizia que era uma graça não encontrar apoios humanos porque essa amargura nas amizades da terra levava-a a abrir-se mais para Deus, a colocar n' Ele a sua confiança e apoio.

2- As forças enganadoras do "Eu" humano
O pecado original feriu a natureza humana e introduziu na alma a tentação de ser como Deus, a querer ultrapassar sempre mais os seus limites.
Em vez de aspirar pelo poder de Deus, o homem esforça-se por encontrar apoio no seu próprio "Eu", quase sem precisar de Deus (orgulho, soberba).

O medo de muita gente frente ao futuro deve-se ao facto de não pôr a sua esperança em Deus; não acreditar que Ele cuidará de nós.
Cuida de nós através dos outros.

Muitas vezes Deus vai-nos purificando para pormos cada vez mais a confiança n'Ele.

Quanto maior for a nossa fé, mais poremos em Deus a nossa confiança. Para isso precisamos de fazer muitas vezes actos de fé, de esperança e de confiança e dizer como no evangelho: "Jesus, Filho de David, tem piedade de mim... Salva-me, Senhor... Senhor, salva-nos que perecemos. Bem vês, Senhor como eu Te sou infiel e contagio os outros com a minha tristeza e a minha forma de pensar totalmente humana. Senhor, peço-te que me salves, me purifiques".

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SEJA EVANGELIZADOR (A)

albanosousanogueira@sapo.pt
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PARA NOS SALVAR E TERMOS VIDA
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SÓ DEUS BASTA...6


albanosousanogueira@sapo.pt


Quando os falsos apoios caem

O homem passa a vida a fabricar ilusões apoiando-se em coisas, em si mesmo, nos outros.
A fé diz-nos que só Deus é apoio certo e seguro.
Só quando passar por muitas purificações, destruir ilusões e lutar contra a tendência de procurar apoios humanos e materiais é que o coração humano se apoiará exclusivamente em Deus.

O objectivo da nossa vida é consentirmos que Cristo nos tome para Si e seja tudo pª nós.

O nosso amor às coisas materiais e às pessoas é comparado ao ouro falso.
O ouro falso é semelhante ao ouro verdadeiro, autêntico.
Assim o amor humano para com as coisas, pessoas e Deus pode ser falso ou autêntico.
 
1. O amor humano
Todos sabemos como é importante e necessário o amor humano. Amor dos esposos, dos pais, dos filhos, dos amigos.
Porém, também todos passamos por muitas ilusões e amarguras devido ao amor humano que, tantas vezes é comparado ao ouro falso: parece verdadeiro, mas não é.

Nós damos muita importância à aceitação e compreensão por parte dos outros.
Somos, muitas vezes, como as borboletas que voam em direcção à luz sem perceber que vão ser queimadas e mortas; nós voamos em direcção ao falso amor como mendigos.

O coração humano foi feito para dar e receber amor e precisa dele como a planta sem água, mas não se pode iludir a ponto de se afastar de Deus como se esse amor humano fosse tudo para ele e de nada mais precisasse.

Quando fazemos o bem esperamos ser retribuídos por isso.
Isto é legítimo, mas não é tudo, não podemos viver dependentes disso.
Quando ajudamos alguém ficamos sempre com a esperança de um dia sermos retribuídos por isso.
Esperamos isso da família, do marido, da esposa, dos filhos, dos amigos, dos colegas de trabalho.
Devemos habituar-nos a que muitas vezes não tenhamos retribuição pelo bem que fazemos.
E mais ainda: não somos nós mesmos quem ajuda os outros, mas sim Deus que ajuda os outros através de nós.

Cada um de nós é apenas um instrumento nas mãos do Criador: a Ele, pois, acima de tudo, é devida a gratidão humana.
Claro que devemos ser sempre agradecidos a quem foi bondoso para connosco ou nos prestou qualquer tipo de ajuda.
É importante e necessária a virtude da gratidão pelo bem que os outros nos fazem.
Mas quando formos nós a fazer o bem devemos perceber que a gratidão deve ser dirigia a Deus, pois a Ele é devida em primeiro lugar e só depois ao homem.

Se percebermos que a gratidão deve ser dada a Deus e não a nós, já não estaremos à espera do agradecimento das pessoas, nem nos queixaremos de ninguém por não sermos ajudados como esperávamos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A VIOLÊNCIA E O RESPEITO POR SI MESMO


Dei-me há tempos a fazer a seguinte reflexão comigo mesmo:

Porque é que há tanta violência no mundo?
Refiro-me aos países ocidentais: Grécia, Espanha, Inglaterra, França (há alguns anos atrás) e em muitos outros sítios não tanto abordados pela comunicação social.

Penso que a violência, a destruição, o ódio que se vê nas imagens da TV não são por haver fome em quem pratica tais actos. Não destroem montras para roubar e matar a fome.

Pode haver muitas razões, mas, no meu ponto de vista, a razão mais profunda dos casos de violência contra as pessoas e seus bens têm a razão de ser na FALTA DE RESPEITO DESSAS PESSOAS (a maioria muito jovens) POR SI MESMAS.

Pode parecer estranho este meu raciocínio, mas eu passo a explicar.

Eu penso que quem faz essa violência contra os outros e destruindo os bens dos outros é porque não tem respeito por si mesmo. Ou nunca o tiveram, ou, então, já perderam o respeito por si mesmos.

A nossa sociedade (família, escola, sociedade e quem sabe algumas Igrejas cristãs) está a construir “pessoas de plástico”. O plástico tem pouca ou nenhuma consistência.
As gerações mais novas estão a crescer sem valores, sem consistência, sem uma estrutura forte na sua consciência, não distinguindo o que é bem do que é mal.

A fama, o sucesso, a popularidade, o lucro fácil, a facilidade, o comodismo, o relativismo, o consumismo, o que agrada, o que me convém e dá prazer (hedonismo) é o que conta.

Ora isto é o máximo de individualismo, egoísmo e comodismo.

Assim, os jovens estão a crescer numa grande libertinagem, sem terem de fazer esforço, sem regras, sem normas, sem moral, sem valores, sem assumirem responsabilidades.

Ora, a primeira regra, o primeiro valor é o RESPEITO POR SI MESMO (A).

Assim, se eu não tenho respeito por mim mesmo, também não terei pelos outros. Se não gosto de mim mesmo, também não gosto dos outros. Se não faço o bem para mim, também não farei o bem para os outros. Se faço o mal a mim mesmo, também farei o mal aos outros

Muitas crianças, adolescentes e jovens estão a ser mal orientados, mal educados, mal conduzidos pelos seus pais, pela sociedade e pela escola.

Tudo se facilita aos filhos e nada se pede ou exige e eles, pouco ou nada precisam de fazer, para terem quase tudo de “mão beijada”, mesmo sem o merecerem.

Assim, não precisam de estudar, não precisam de aprender, não precisam de ajudar os pais, não precisam de dar, mas só receber.

Isto leva a uma falta de respeito por si mesmo, pois, quem não se esforça, não cresce, não aprende, não sabe, não amadurece, não se torna responsável.
Não tem brio em si mesmo, não tem o bom orgulho em si mesmo de saber, de tirar boas notas, de fazer boa figura…

Assim, não se esforça por melhorar em nada.
Se não estuda, não sabe e fica ignorante, isso é falta de respeito por si mesmo (a).
É o desleixo, o desinteresse, a indiferença, falta de amor-próprio, falta de vontade firme em querer o que é melhor para si mesmo (a). E atrás desta vêm outras situações.

É a falta de respeito por si mesmo (a)

- No falar,
- No ouvir,
- No ver,
- No vestir,
- No comer,
- No beber,
- Nos divertimentos.
- Na sexualidade, etc.
- Na escola
Se um jovem tivesse respeito por si mesmo, não fazia certas coisas que o vão prejudicar.
Se um jovem gostasse de si mesmo, fazia o bem que lhe dá alegria, paz, felicidade, realização e rejeitava o mal, a violência que lhe traz infelicidade, desgostos, sofrimento, dor.

Se eu gosto de mim, eu respeito-me a mim mesmo e faço aquilo que é melhor para mim. Ora a violência não é o melhor para mim. Logo, se faço violência contra os outros e bens é porque não me respeito a mim mesmo, não gosto de mim mesmo e então até faço a violência que me prejudica.

Se eu gosto de mim e tenho respeito por mim não falo palavras grosseiras, não ofendo os outros.

Se eu gosto de mim e tenho respeito por mim não me ponho a ouvir e alimentar certas conversas negativas e más.

Se eu gosto de mim e tenho respeito por mim não me ponho a ver tudo e mais alguma coisa que me pode rebaixar e degradar.

Se eu gosto de mim e tenho respeito por mim não me visto de qualquer maneira, sem dignidade, sem distinguir os lugares e as circunstâncias.

Se eu gosto de mim e tenho respeito por mim, não abuso da comida, nem da bebida, nem da sexualidade, nem do tabaco, nem de comprimidos.

Se eu gosto de mim e tenho respeito por mim afasto-me de certos ambientes de divertimento que me podem prejudicar a saúde corporal, a saúde psicológica, mental e a saúde espiritual.

Se eu gosto de mim e tenho respeito por mim, não uso de violência contra os outros, nem contra os seus bens, pois isso vem a prejudicar-me e está profundamente errado.

Daqui a minha conclusão:

A VIOLÊNCIA A QUE ASSISTIMOS NO MUNDO OCIDENTAL, NA SUA VERDADE MAIS PROFUNDA, É SINAL DA FALTA DE RESPEITO POR SI MESMO DE QUEM FAZ VIOLÊNCIA CONTRA OS OUTROS.

O Homem é imagem e semelhança de Deus.
Se cada um pensasse nesta verdade tudo mudaria na sua vida.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

SÓ DEUS BASTA...5

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As pessoas como ídolos

- Se as coisas podem ser ídolos para nós também as pessoas o podem ser: marido para a esposa, filhos para os pais, a família, os amigos.
Amar o marido, a esposa, os filhos, os amigos, não é adorá-lo, prestando-lhe uma homenagem quase divina.
O amor não é isso.
Amar outra pessoa é ver Cristo nele ou nela: no seu rosto ver o rosto do Redentor, aceitando toda a verdade sobre a su ahumanidade.

Amar um filho não é fazer dele um ídolo, sujeitando-se a todas as vontade do filho; mas também não é impôr todas as vontades dos pais aos filhos...

Os pais que amam verdadeiramente os filhos devem ajudá-los a que eles acreditem que Deus os ama sempre e sem condições independentemente dos seus êxitos e fracassos para que ponham em Deus a sua confiança e n'Ele se apoiem.

Muitos pais querem que os filhos correspondam às suas expectativas (sejam aquilo que os pais querem que eles sejam) e criam, por vezes, filhos revoltados porque fizeram do seu filho um ídolo a quem veneram ou adoram.

O melhor que os pais podem fazer pelos filhos é ensiná-los a amar a Deus que nos ama com amor de Pai e de Mãe, um amor incondicional e conduzir os filhos no amor à vontade do Criador de tal modo que desperte neles o desejo que teve Jesus quando dizia: "o meu alimento é fazer a vontade do Pai que me enviou".

A educação cristã deveria ser levar os filhos a cumprir a vontade de Deus.

Se os pais soubessem educar nesse sentido, então os seus filhos seriam instrumentos de Deus na terra, instrumentos do bem, da paz, do amor, da justiça, da verdade.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

SÓ DEUS BASTA...4


O que nos faz falta

Como pessoas precisamos de muitas coisas: comer, roupa, casa, transporte, médicos, remédios, instrumentos de trabalho.
Deus quer que tenhamos o essencial.

Deus não nos quer a viver na miséria.
O problema é que vivemos numa sociedade de fartura, de consumo, de abundância e nunca estamos satisfeitos com o que temos e corremos o risco de viver só para o ter com ambições cada vez maiores.

O importante é saber que tudo passa e só Deus permanece, que precisamos de nos apoiar n'Ele, confiar, acreditar, esperar, amar a Deus como um alicerce, uma rocha firme e sabermos libertar-nos dos nosso ídolos: as coisas, as pessoas, nós mesmos.

Facilmente percebemos de que há muita coisa que temos, mas até nem precisamos, mas estamos agarrados a elas, como a criança invejosa que tem dezenas de carrinhos ou bonecas para brincar, mas se um amigo lhe pedir um, não empresta.
Logo se agarra a essa coisa como se isso fosse tudo para si.

Quando a Bíblia fala da pobreza como caminho de salvação, não se refere à miséria de quem nada tem, mas refere-se ao saber ter, saber usar, saber ser desprendido e livre em relação às coisas, o que nem sempre é fácil.
Quanto mais nos desprendermos das coisas, mais nos podemos apoiar em Deus, em Jesus Cristo.
Quanto mais perdermos para este mundo, mais ganhamos para Deus.

Sabemos que os bens materiais, o dinheiro, o nosso prestígio, o comodismo se podem tornar ídolos se se tornam mais importantes que os bens sobrenaturais, os bens espirituais.

Os pais, os educadores, os sacerdotes só podem educar bem os mais novos, segundo o evangelho, se eles souberem dar um valor relativo aos bens materiais sabendo que não somos donos de nada, mas administradores e que um dia iremos dar conta a Deus acerca da forma como usámos o nosso dinheiro.

O dinheiro não é para crescer no orgulho, na soberba, na auto-suficiência indiferentes à sorte dos outros e que devemos repartir o que temos.

Devemos ter sempre em conta que o objectivo final da vida é a santidade: a nossa santidade e a santidade dos outros (filhos, netos, parentes, conhecidos) e que o dinheiro nos pode ajudar a alcançar esse fim ou a dificultá-lo.

O importante é saber usar o dinheiro segundo a vontade de Deus dando-lhe o valor relativo que tem.


Seria bom cada um pôr-se em verdade diante do Senhor, falar com Ele e reconhecer a escravidão perante o dinheiro e, depois, agradecer ao Senhor os bens que temos e pedir-lhe que nos ajude a usar tudo isso como meio de se unir cada vez mais a Deus e aos outros.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

CONFERÊNCIA NACIONAL ALPHA

CURSOS ALPHA

(LÊ-SE ALFA, primeira letra do alfabeto grego)

Já tinha ouvido falar destes cursos Alpha, mas um dia destes, chegou-me à mão o jornal ALPHA NEWS, publicado pelo secretariado Alpha Portugal, onde vi que o director é o meu amigo Padre Jorge Santos que conheço há mais de 30 anos, ainda éramos seminaristas os dois.

Depois disto, comecei a contactar o Pe Jorge de Coimbra.

Informo que vai haver uma Conferência Nacional ALPHA em Cantanhede, perto de Coimbra, de 21 a 23 de Outubro.
Com a presença de dois bispos portugueses (de Coimbra e de Santarém).

O dia 21 é só para padres. Eu farei tudo para estar presente na sexta e talvez no sábado.

O dia 22 e 23 é para padres e leigos.

Trata-se de uma nova forma de evangelizar no sentido de transformar a vida de pessoas, católicos praticantes ou não praticantes e de encontrar em Cristo um novo sentido para a vida.

É um convite a novas amizades e ao fim do isolamento, coisa frequente nas grandes cidades.
O curso alpha é um primeiro anúncio do evangelho de Jesus Cristo e um caminho para a nova evangelização.

Para mais informações aqui vão os dois sites:


Eu vou-me informar mais junto do Pe. Jorge Santos de Coimbra e darei mais informções.

Trata-se de gente católica, com o apoio de vários bispos portugueses nas dioceses onde já existem estes cursos como podem verificar no site.

De qualquer forma, se houver pessoas interessadas em ir a esta conferência nacional ALPHA, têm de se inscrever a tempo e horas, uma vez que o número é limitado. E podem contactar comigo ou com o site do ALPHA:

Paróquia São João Baptista

Rua Quinta da Portela

Lote 5.2

3030-481 Coimbra

Telemóvel: 917253432

Telefone: 239405706

E-Mail:

Geral: contacto@alphaportugal.com

Director do Secretariado Nacional: p.jorgessantos@gmail.com

Recursos: contacto@alphaportugal.com

domingo, 24 de julho de 2011

SÓ DEUS BASTA...3

Tirado de : Só Deus Basta, (Slawomir Biela, ed. Paulus)

3- Onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração.
Toda e qualquer coisa pode tronar-se para nós um ídolo que adoramos e servir-nos de apoio.
Pode ser a casa, um negócio, a empresa, a escola, o trabalho, o emprego.

Se há alguma coisa, assunto ou pessoa que absorva a nossa atenção a ponto de encobrir Deus e a sua vontade; se isso se torna num apoio e num fim em si mesmo por que tudo lhe sujeitamos, então estamos a pôr o nosso coração em qualquer coisa material: em algo, em alguma pessoa e não em Deus.

4- Para que servem as coisas deste mundo?
Deus Pai criou o mundo a fim de que o usemos para a Sua maior glória.
Deus quer que usemos as coisas deste mundo para nossa santificação.
Que saibamos tratar as coisas como coisas, como meios, como instrumentos para nos aproximarmos de Deus.
As coisas são um meio e não um fim em si mesmas.

Devemos usufruir as coisas deste mundo de forma correcta, de acordo com os planos de Deus: a casa, o carro, o dinheiro, o emprego, os bens materiais como meios que Deus nos dá para nos apoiarmos e unir-nos a Ele.

Se o coração do homem está com Deus e se une à Sua vontade sabemos usar os bens deste mundo de forma correcta.
Sem o coração centrado em Deus a pessoa corre o risco de tratar as coisas como pessoas e as pessoas como coisas.

5- Deus opõe-se à nossa idolatria
Se temos um apoio exagerado nas coisas, elas tornam-se ídolos para nós.
Com o coração e a alma cheios, a transbordar de coisas, de assuntos, ocupações e preocupações, não podemos receber o Hóspede Divino, o Divino Espírito Santo.
É como se convidássemos alguém a entrar numa sala toda cheia e obstruída de móveis e ainda nos surpreendêssemos por essa pessoa não entrar.

Quando nos apoiamos demais nas coisas fazemos delas os nossos ídolos, cometemos o pecado da idolatria.
Só esvaziando um pouco o nosso coração, a nossa alma é que poderá haver lugar para Deus através do silêncio, do sossego, da oração.

O nosso coração foi criado para Deus e só terá paz, sossego, felicidade quando repousar em Deus, quando estiver cheio de Deus.

Somos trabalhadores contratados pelo Senhor para trabalhar na sua vinha.
O mundo visto com fé é a vinha do Senhor.
Deus é quem nos dará a recompensa.
Isso implica trabalho, esforço, colaboração.
Aos ociosos, preguiçosos, aos que nada fizerem para o mundo seja melhor, Deus os rejeita por serem inúteis.

É importante perceber que neste trabalho pelo Reino de Deus e pela nossa santificação, o mais importante é agradar a Deus e não agradar às pessoas.

Para agradarmos a Deus não podemos viver só para o "ter". Ter dinheiro, ter coisas, ter bens, ter importância, ter poder, ter fama, ter honras.
Hoje muita gente é escrava do "ter".

Para agradarmos a Deus devemos preocupar-nos em "ser".
Ser para Cristo, ser de Deus: ser rectos, ser justos, ser honestos, ser leais, ser amigos, ser solidários, ser bondosos.

Tudo pode ser aproveitado para aprofundarmos a nossa ligação a Deus, a nossa comunhão com Ele: seja o trabalho, seja o descanso.
Até o mal o pecado que cometemos, vemos TV e ouvimos, se amamos a Deus pode servir para rezarmos e suplicarmos a misericórdia do Senhor para o mundo e para nós.

terça-feira, 19 de julho de 2011

SÓ DEUS BASTA...2

Tirado do livro- "SÓ DEUS BASTA"
(Slawomir Biela, ed. Paulus)

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As realidades enganadoras
Enquanto tudo corre bem, nós vivemos iludidos pensando que tudo se deve a nós, às nossas capacidades.
Pensamos que tudo é mérito nosso.

Quando surgem os problemas: doenças, fracassos, morte de pessoas queridas, crises económicas, vem o desânimo porque tudo parece desmoronar-se.
Porém quanto maior fôr a derrocada e as coisas se desmoronarem, mais nos preparamos para mudarmos a nossa forma de ver o mundo e de começarmos a olhar tudo pelos olhos da fé.
Nestas situações Deus quer mostrar-nos que é com Ele sobretudo que devemos contar, sem desistirmos do nosso esforço naquilo que depende de nós.

O essencial é aprender a interpretar todas as coisas à luz da fé, vendo as crises da vida não como dificuldades da vida, mas como incentivos que torna mais fácil o lançarmo-nos nos braços de Cristo e nos impelem a pedir-lhe ajuda.

A partir daí, o Senhor tem campo livre para intervir, derramando as suas graças das quais brotará o bem que, sem aqueleas experiências dolorosas, nunca teria podido ocorrer.

As crises, problemas, contrariedades da vida abrem-nos ainda mais à fé e permitem perceber que tudo é dom gratuito de Deus, milagre da Sua grande misericórdia e não obtido por mérito nosso.

No nosso trabalho profissional, quanto menos contarmos connosco próprios, tanto maior é para Deus a oportunidade de intervir na nossa vida, a possibilidade de Ele fazer o que quer servindo-se nas nossas mãos.

1- Para a própria glória
Êxitos, saúde, sucessos, tudo julgamos como mérito nosso. Porém, tudo isso é dom de Deus e devíamos estar-lhe imensamente gratos e usar isso para a glória de Deus.
O erro está em que quando temos saúde, sucessos, êxitos vivemos a satisfazer a nossa vontade como se fôssemos deuses, como se a nossa vida viesse a prolongar-se indefenidamente.

Acontece que um dia acaba a boa condição física, diminui a saúde.
Só aí percebemos o quanto desperdiçámos a vida sem procurar a glória de Deus, mas a nossa glória.

2- Perder ou acumular; desprender-se ou enriquecer?

Se quisermos seguir Jesus temos de aprender a desapegar-nos das coisas e das pessoas em que nos apoiamos para nos apoiarmos em Jesus Cristo.

Não se trata de renunciar a tudo, deixar tudo e viver sem nada, pois não o conseguíamos.
Trata-se de aceitar perder continuamente.

Perder os apoios não é algo que se faz de repente, pode demorar toda a vida até à morte.
É precisa muita paciência, perseverança, longanimidade (grandeza de alma): compreensão, tolerância, capacidade de perdão, saber esperar, não desanimar mesmo que os frutos do esforço não sejam visíveis.

Saber cada dia desprender-se de alguma coisa ainda que seja de pouca importância: renunciar à TV, telemóvel, rádio, passeio, comida, bebidas, internet, computador.
Desprender-se significa não ser escravo, não ser dependente das coisas, dominarmos as coisas e não sermos dominados por elas.
NOTA: Hoje vi um adolescente a jogar voleibol segurando um telemovel numa mão. O voleibol tem de ser jogado com as duas mãos, mas se uma está ocupada a segurar no telemóvel... como se pode jogar? Isto revela a dependência (escravidão das coisas...).

É a falta de fé que nos leva a procurar apoios fora de Deus, nas diversas coisas deste mundo.
(continua)

terça-feira, 12 de julho de 2011

SÓ DEUS BASTA...

Tirado do livro- "SÓ DEUS BASTA"

(Slawomir Biela, ed. Paulus)

"Nada te perturbe.
Nada te espante.
Tudo passa.
Deus não muda.
A paciência tudo alcança.
Quem a Deus tem nada lhe falta: só Deus basta".
S.ta Teresa do Menino Jesus.
Toda a história da salvação é um convite constante a que os homens aprendam a olhar o Criador como o seu "rochedo da salvação", o seu guia , o seu pastor.
Imagem da criancinha que se entrega, sem a menor reserva, nos braços do pai ou da mãe.

Quem medita nos ensinamentos da Sagrada Escritura, sente o coração encher-se de sol, o sol da esperança que o leva a ter uma confiança radical em Deus revelado por J.Cristo.

Deus é fiel, mas nós somos fracos, inconstantes, egoístas, pecadores.
Por isso, se torna tão difícil aceitar que só Deus basta.

Há muitos obstáculos enganadores que podem estar nas coisas, nos acontecimentos, nas qualidades e defeitos próprios, nas pessoas.

Apesar de tudo, também há meios de purificação.
Se deixarmos o Espírito Santo trabalhar a nossa alma e sentir Deus como "único apoio", tudo pode ser visto de maneira diferente, com um novo sentido.
O mistério de Deus Pai que enviou o Seu Filho Jesus Cristo para nos salvar e nos deu o E.Santo como mestre interior, purificador, santificador, passa a ser o rochedo (alicerce) seguro, inabalável da nossa confiança.

I- A realidade dos apoios enganadores

Em que coisas ou em que pessoas pões a tua confiança?
Com quê ou com quem verdadeiramente contas?

Todos procuramos apoios.
Precisamos deles.
A falta de apoios provoca sensação de medo, insegurança, ameaças, perigos.
A necessidade de segurança é algo de muito essencial à pessoa humana.

Assim, pomos a nossa segurança e apoio no dinheiro, nas coisas, nas poupanças, nos êxitos profissionais, nos outros, na nossa saúde, na nossa sabedoria e cultura, no nosso poder.

Nós precisamos de dinheiro, de coisas, de pessoas, mas eles não são tudo, podem até trazer-nos muitas feridas, decepções, ilusões e desilusões e podem até dificultar a nossa união com Deus.
O sentido e o valor da nossa vida não pode estar SÓ no dinheiro, SÓ nas coisas, SÓ nas pessoas, nem sequer SÓ em nós mesmos.

A pessoa inquieta e ávida de sonhos procura apoios em coisas concretas, visíveis, materiais.
Tudo pertence a Deus e só à luz da fé somos capazes de perceber que o dinheiro, as coisas criadas, as leis da economia, a nossa saúde, as nossas capacidades são dons que devem ser utilizados de acordo com os desígnios de Deus.
(continua)

terça-feira, 5 de julho de 2011

MENSAGENS COM ESPERANÇA (1)


SABER O LHAR COM OLHOS NOVOS

Quando olhamos para o mundo e a realidade à nossa volta, facilmente nos apercebemos de pessoas que sofrem, andam tristes, revoltadas, infelizes.
E muitas dessas pessoas perderam completamente o gosto pela vida, perderam a esperança.
Vivem mergulhados em comprimidos, calmantes, droga, álcool, sexo.
Outras pessoas tentam até o suicido como maneira de fugir à dura realidade que é a sua vida.

Perante isto, os cristãos têm cada vez maiores responsabilidades, para restituir a alegria, o dinamismo, a fé, e a esperança aos que perderam o sorriso e a alegria ao longo do caminho, que só vêem trevas, noite, escuridão à sua volta.
O mundo vive numa transformação que afecta diariamente a vida das pessoas.
É como uma roda gigante que vai triturando e esmagando as pessoas.
Por um lado, o progresso trouxe mais conforto, maior abundância de bens, maiores comodidades; por outro lado, trouxe mais competição, mais concorrência, mais exigências, mais necessidades, mais vícios, mais escravidão, mais lutas e rivalidades.

Vive-se, muitas vezes, num mundo desajustado, em constante correrias para o trabalho, para casa, perdeu-se a simplicidade.

Deixou de haver lugar para a oração, o silêncio, a contemplação.

Os valores cristãos e evangélicos deixaram de ser aceites e já poucos acreditam nas propostas de Jesus Cristo para alcançar a felicidade.

As pessoas beberam noutras águas para tentarem matar a sede de paz, de alegria, de felicidade.
Beberam nas águas do dinheiro, do gozo, do prazer, do divertimento, da libertinagem, da droga, da violência, do sexo, do jogo.
Mas essas águas estavam estagnadas, estragadas, cheias de lixo e envenenadas.
Não mataram a sede.
Pelo contrário, sentiram mais sede.
Continuaram inquietos, tristes, infelizes, a morrer aos bocados, pois o vazio interior não foi preenchido.

Muitos continuam a beber dessas águas e vão perdendo cada vez mais a esperança, vivendo cada vez mais amargurados.

O mundo prometeu-lhes a felicidade se tivessem muitos bens, se gozassem todos os prazeres.
E muitos acreditaram.
Quiseram experimentar e descobriram que foram enganados, iludidos e a esperança foi desaparecendo das suas vidas.

Jesus Cristo é a água viva, pura, límpida que sacia a tua sede de paz, alegria, amizade, felicidade.

Abre os teus olhos, os teus ouvidos, a tua mente, toda a tua pessoa à luz de Jesus Cristo e a tua vida será iluminada e em ti brilhará a luz de Deus.
MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ, PROCURA TER UM RELACIONAMENTO PESSOAL COM JESUS CRISTO, COM DEUS PAI, COM O ESPÍRITO SANTO.

ENCHE-TE DE DEUS E A TUA VIDA SERÁ UMA VIDA NOVA...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

APRENDA A TER UM ENFARTE



APRENDA A TER UM ENFARTE! É muito simples!

TREZE CONSELHOS PARA TER UM ENFARTE FELIZ !!!

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo.
As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comités, directorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranquila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou ténis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é puro engano; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e sentir aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos.
Agem rápido e são baratos.

12. Abuse do tabaco, do café, do álcool que isso ajuda a ter um enfarte mais depressa.

13. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida.
Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

Duvido que você não tenha um belo enfarte se seguir os conselhos acima!!!

Obrigado a quem me enviou esta mensagem.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

DEUS HABITA-NOS (5)



Temos muitas ocasiões para nos encontrarmos com Deus, tudo depende do nosso amor…
Quem ama lembra-se da pessoa amada…
Quanto mais amarmos Deus Pai, a Jesus Cristo, ao Espírito Santo, mais nos lembramos deles e mais falamos com Eles.
O problema é que hoje as pessoas não sabem, nem gostam de fazer silêncio.
E Deus revela-se e fala no silêncio
Convido-te a ti que me lês a fazer esta experiência de silêncio para te encontrares com o Deus vivo e verdadeiro e adores a Deus em espírito e verdade, louves, agradeças e bendigas a Deus por tudo o que Deus É, por tudo o que Deus FAZ, por tudo o que Deus te DÁ e tenhas com Ele uma relação pessoal de filho para com Deus Pai; de irmão para com Deus Filho- Jesus Cristo e sentido da presença do Espírito Santo em ti, fazendo a Sua morada.
Que o Espírito Santo te ajude, te ilumine para saberes rezar cada vez melhor e saboreares essa presença amiga de Deus na tua vida e em ti.
Esta palavra é muito importante: SABOREAR.
Não basta comer, beber, ouvir música, trabalhar, rezar, brincar, conviver, ver tv, etc…
É preciso saborear a comida, a bebida, a música, o trabalho, a convivência com os outros.
Quantas vezes comemos à pressa, sem saborear; bebemos sem saborear.
Não saboreamos a música, não apreciamos a convivência dos outros.
Quantas vezes se está a ver tv e sempre a mudar de canal e nada se saboreia, nada se aprecia.
Fazem-se muitas coisas ao mesmo tempo, a correr, à pressa e nada se saboreia por dentro.
Fazemos as coisas distraídos, por rotina, sem atenção, sem profundidade…
Tudo na superficialidade, na banalidade, na rotina…
E a vida perde o seu gosto.
Estamos aqui agora, mas já estamos a olhar para o relógio pensando no que temos a fazer me seguida…
O mesmo acontece na oração.
Reza-se à pressa e a correr, mas sem se saborear dentro de nós mesmos essa presença amorosa e carinhosa do nosso Deus na nossa vida, nas pessoas, nos acontecimentos, nos sacramentos, na oração.
Pára, faz silêncio e…
SABOREIA...
APRECIA...
ADMIRA...
ADORA...
CONTEMPLA...
E TUDO GANHARÁ NOVO SABOR na tua vida e terás uma grande alegria na alma: a alegria de viver.

terça-feira, 14 de junho de 2011

SORRI QUE JESUS TE AMA



Este é mais um vídeo com uma música linda de mensagem cristã, além daqueles outros vídeos que já estão no youtube.
Convido-te a aprender esta música e a ensiná-la aos outros, às crianças, aos adoelscentes e jovens. Aos adultos para que cada um descubra esta verdade: Deus ama-nos muito.
Deus Pai só sabe amar.
Amou-nos muito antes de existirmos.
Amou-nos quando criou todas as coisas.
Amou-nos quando criou o ser humano.
Amou-nos quando fez aliança connosco no Antigo Testamento.
Amou-nos quando enviou o Seu Filho à terra para nos salvar;
Amou-nos quando fundou a Igreja Católica;
Amou-nos quando nos criou e nos chamou à Sua Igreja.
Amou-nos quando nos chamou à fé cristã vivida na Igreja Católica.
Amou-nos e ama-nos aqui e agora, chamando a seguir os ensinamentos do seu Filho Jesus Cristo para que o Reino de Deus seja uma realidade no mundo.
Ama-nos para que sigamos o seu projecto evangélico de felicidade e de salvação.
Por isso, meu irmão, minha irmã: sorri que Jesus te ama.

Sorri que Jesus te ama
Sorri que Jesus te quer
Sorri que Jesus te dá a vida
Sorri a Jesus de nazaré.

Canta, canta para Ele
Porque Jesus te libertou.

Reza, reza para Ele
Porque Jesus te libertou.

DEUS HABITA-NOS (4)


A fé é como caminhar até Deus e a certeza de que já temos esse Deus em nós em ponto pequeno, de forma imperfeita.
É a fé que nos dá a luz verdadeira sobre Deus e só por ela nos podemos unir a Deus.

O nosso grande acto de fé é acreditar em Deus, dar o “SIM creio”, reconhecer o amor de Deus derramado em nós pelo Espírito Santo no nosso baptismo e, depois, retribuir a Deus esse amor.
Quando nós acreditamos nesse amor imenso de Deus por nós que nos envolve e protege, nós podemos afirmar que a nossa fé é forte, firme, como se tivesse visto o Invisível que é Deus.

Se Deus está connosco e é por nós, quem será contra nós?
Quem nos poderá separar do amor de Cristo?
É assim que nos fala S. Paulo (Rom 8,30).
E tem de ser esta a nossa convicção: temos em nós a Santíssima Trindade que nos ama, nos habita, nos dignifica e nos atrai para o Seu amor.
Por isso, a vida do cristão precisa de ter momentos concretos para se falar com Deus, O escutar no meio do silêncio.

Cada pessoa devia arranjar ao longo do dia um momento de silêncio, de oração. Ao levantar do dia, por exemplo, o crente pode oferecer a Deus a sua vida, a sua mente, o seu coração, os seus olhos, a sua boca, os seus ouvidos, as suas mãos, os seus pés… Para ter um dia agradável ao Senhor.

À noite ter um tempo de oração antes de deitar para fazer um exame de consciência, pedir perdão pelo mal que se fez, agradecer a Deus os dons recebidos…
Agradecer as refeições, o bem que se fez, os dons recebidos…

Não são precisos muitos minutos, bastam alguns momentos de interiorização da presença de Deus e falar com Ele como quem fala a um amigo.

Quando se vai de viagem pode-se rezar no carro só ou com a família, ou no campo, ou na montanha, ou num gabinete, quando se ouve o sino de uma Igreja tocar, pode-se aproveitar e pensar em Jesus Cristo escondido no sacrário.
Pode-se rezar, falar com Deus em qualquer parte.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

DEUS HABITA-NOS (3)

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DEUS HABITA-NOS (3)
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Além da oração comunitária que é a Eucaristia, a fé de cada um precisa de ser alimentada pelo silêncio, onde cada um pode fechar os olhos, entrar em si mesmo e escorregar na descida silenciosa que leva até Deus e bem no fundo de nós mesmos nos encontrarmos com o Divino, numa atitude de confiança e diálogo com Deus que é tudo: é Vida, é Amor, é Paz, é Verdade, é Perdão, é Misericórdia e nós que somos nada, mas que encontramos tudo em Deus.
É no silêncio do nosso quarto, da natureza, de uma igreja vazia, fechando os nossos olhos, que nós nos encontramos mais profundamente com Deus Nosso Pai e Criador porque esquecemos tudo, deixamos tudo, nos concentramos para mergulharmos até ao fundo do oceano, do mar do nosso espírito onde Deus nos espera para se dar a nós.
Para Deus sobe-se, descendo, entrando em si, fechando os olhos e abrindo a mente e o coração a Deus.
Às vezes dizemos que Deus entra em nós na oração, mas, se calhar, devíamos dizer o contrário: nós é que, pela oração, entramos em Deus.
A atracção para Deus deve dar-se pelo Amor e não pelo temor, nem pelo medo.
Deus ama-nos e nós devemos ser atraídos a Deus pela resposta e esse mesmo amor que Deus derrama em nós pelo Espírito Santo e que nos puxa, nos atrai a Si, para que nós O amemos com o amor que Ele derrama em nós.
O que nos deve atrair para Deus é a certeza do Seu amor por nós, até ao ponto de permitir que Seu Filho morresse; permitir viver em nosso mundo, apesar do seu pecado; de viver em nós, apesar das nossas misérias.
É próprio do amor nunca se procurar a si mesmo, nada reservar para si mesmo, mas dar tudo à pessoa que se ama. Assim é Deus que, por nos amar tanto, nos deu o Seu Filho e nele nos deu tudo o que tinha: deu-se a si mesmo como Pai, deu-nos Jesus como irmão, como Salvador, deu-nos o Espírito Santo como a força do amor que nos atrai para Deus.
Para se aproximar de Deus é preciso crer, ter fé, confiar; pois só pela fé nós entramos em comunhão com Deus e pela fé os bens futuros tornam-se certos e presentes a nós e nós podemos já gozar deles.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

MENSAGEM DE SABEDORIA


PALAVRAS DE SABEDORIA
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A amizade, nem sempre precisa de palavras…
Pode ser uma comunhão silenciosa onde o coração capta aquilo que nem sempre os olhos conseguem ver…
Muitas pessoas entram e saem da nossa vida com marcas mais ou menos significativas.
Mas só os verdadeiros amigos deixam marcas gravadas no nosso coração onde nem o tempo, nem a distância poderão apagar.
A amizade cresce e aumenta com a alegria entre as pessoas, mas também com o sangue da dor e da partilha.
Podemos esquecer quem se riu connosco,
Mas dificilmente esquecemos quem chorou connosco e esteve presente na nossa dor partilhada.
Sentir-se feliz com os outros e pelos outros, partilhar as alegrias com eles pelas metas alcançadas é saborear o sentido da vida em comunhão, simpatia e empatia.
Sentir que não estamos sós e que alguém caminha ao nosso lado, connosco, seja nas horas de alegria, seja nas horas de tristeza.
A amizade, a confiança, a dedicação são formas de gravar a amizade no coração de forma bem funda e difícil de apagar.
A amizade é uma espécie de jardim:
- Semeado com ternura,
- Regado com dedicação,
- Cultivado com sacrifício,
- E colhido com gratidão.
Não sejamos espinhos cortantes uns dos outros,
Mas aroma perfumado de pétalas floridas.
As verdadeiras amizades estão connosco em todas as horas, sobretudo quando precisamos dos outros nas horas de aflição.
Para as horas de alegria (nascimento, baptismo, aniversário, casamento, formatura) nós convidamos os amigos; para as horas de tristeza (doenças, desgraças, morte) os verdadeiros amigos aparecem sem ser convidados.