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sábado, 4 de abril de 2009

A LIÇÃO DE DOMINGO DE RAMOS




O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor Jesus, apresenta uma lição de vida para todas as pessoas que deveríamos todos aprender.
Este domingo tem dois momentos opostos na liturgia que são um símbolo da vida e da pessoa humana.
1.O primeiro momento é a procissão de Ramos que se faz nas paróquias católicas (Minho - Portugal): o povo de Deus reúne-se no exterior das igrejas, faz-se a proclamação do evangelho em que Jesus foi aclamado como Messias (salvador, libertador) e aplaudido pelas pessoas com ramos de palmeira e de oliveira, cânticos, hossanas, vivas a Jesus, bênção dos ramos de palmeira e de oliveira.
É o momento do aplauso, do elogio, do louvor, do agradecimento, do reconhecimento, do sucesso. Jesus teve esse momento, nós também o temos algumas vezes. É o momento em que a família está connosco, os amigos estão connosco e o nosso trabalho é reconhecido e aplaudido.
2. O segundo momento é a Eucaristia no interior da igreja em que se lê o evangelho da condenação à morte, paixão, sofrimento e execução da morte de Jesus Cristo na cruz na sexta-feira santa pelas 15h00.
É o momento do fracasso, da crítica, da murmuração, da rejeição, da condenação, da ingratidão, só ficar só.
Jesus teve este momento e nós também o temos algumas vezes.
A vida é assim mesmo. Há momento para tudo. Há tempo para tudo.
Muitos dos que aplaudiram Jesus no Domingo de Ramos, seriam também do grupo daqueles que pediram a sua condenação na Sexta-Feira Santa. Foi assim com Jesus, é assim connosco. Umas vezes somos nós assim para os outros, outras vezes são assim eles para nós.
Lições a tirar:
1.Nem nos devemos engrandecer ou envaidecer quando disserem bem de nós; nem devemos ficar desiludidos, humilhados ou derrotados quando disserem mal de nós e nos acusarem ou condenarem.
A vida é esta mistura: aplausos e condenações. Nós também temos este pecado: umas vezes dizemos bem dos nossos familiares e amigos; outras vezes dizemos mal. Eles fazem o mesmo connosco.
2.O nosso valor não está naquilo que os outros dizem ou pensam de nós: se disserem muito bem é porque (talvez) não nos conhecem bem; e se disserem muito mal de nós talvez aconteça o mesmo.
Cada um é o que é e vale por si mesmo. Não vale por aquilo que os outros dizem ou pensam de nós.
Importante mesmo é olhar para Jesus e tentar ser como ele fazendo sempre o bem, sabendo nós que neste mundo é mais recompensado quem faz o mal, o pecado, do que quem faz o bem, do que quem é virtuoso.

Pe. Albano Nogueira

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