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sábado, 26 de setembro de 2009

EFEITOS DA ORAÇÃO


“A melhor oração é a que deixa desejos confirmados com obras” (Santa Teresa)
O critério para saber se a nossa oração é autêntica são as obras que gera em nós.
A árvore conhece-se pelos frutos. Árvore boa dá bons frutos…
A conversão é, quase sempre um processo muito lento e as melhorias na nossa vida moral são vagarosas, aos poucos. Mesmo determinados a seguir Jesus, continuam a existir em nós incoerências, contradições.
O Eu ideal demora tempo a ser alcançado e se impedimos a acção transformadora de Deus mais difícil é chegar àquilo que devíamos ser.
Aquilo que somos, não é aquilo que devíamos ser…
Somos uns e devíamos ser outros.
A oração é o melhor meio de conseguirmos ser aquilo que devemos ser e que Deus espera de nós.
A oração vai-nos tornando parecidos com Jesus, adquirindo os seus critérios, sentimentos, atitudes.
Conhecemos Jesus através da oração.
O conhecimento faz-nos amá-l’O e o amor leva-nos a servir-l’O. Continuamos a ser os mesmos, com os mesmos defeitos, mas podemos melhorar para deixar transparecer Deus em nós.
Se trabalhássemos uma virtude por ano, conseguiríamos alcançar muitas virtudes.
Quando não sabemos o que queremos, quando não fazemos um projecto de vida, a vida passa e o tempo torna-se estéril.
Deveríamos fazer um projecto de vida: a curto prazo (um ano), concreto, exigente, realista, para melhorarmos a nossa vida.
Teríamos de crescer e viver a dinâmica de crescimento como as árvores para cima e para dentro.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

DIVERSOS MODOS DE ORAR


Tudo pode ser motivo de oração: um bom momento, um mau momento, uma boa notícia, uma má notícia, um acontecimento alegre, um acontecimento triste, a natureza, um texto bíblico, uma canção, a presença de Jesus Sacramentado.

ORAR COM A PALAVRA DE DEUS

1- Leitura: de um texto. Que diz este texto que eu li?

2- Meditação: que diz o texto para mim?
Compreender o texto e trazê-lo para dentro de nós e da nossa vida. Através da meditação, Deus comunica-se connosco, inspira-nos e cria em nós os sentimentos de Cristo.
3- Oração: quando percebemos o que Deus nos pede passamos à oração de petição.
Oração de gratidão pelo que Deus faz por nós.
Que me leva este texto a dizer a Deus? Deus fala para nós, mas também nos toca.

4- Contemplação: é o que fica nos olhos e no coração depois da oração. Começamos a ter olhos novos para observar e avaliar a vida.
Pela contemplação descobrimos e saboreamos a presença activa e criativa de Deus e comprometemo-nos com o processo de transformação que esta Palavra provocou na história.

Ler a Palavra, conservar a Palavra, relê-la, pedindo a Deus luz e levá-la, durante o dia como um tesouro no coração.
Permanecer na Palavra que levamos para a vida nos nossos gestos e projectos alicerçados na Palavra de Deus.
Viver a Palavra: na vida, nos acontecimentos.

ORAR UM ACONTECIMENTO

Deus revela-se na natureza, na Bíblia e também se revela nos acontecimentos.
Devemos descobrir a Sua presença e pôr-nos à escuta.
Os hebreus viam os acontecimentos como teofanias (manifestações) de Deus:
O Mestre está aqui e chama-te.

1= O primeiro acontecimento sou eu mesmo: o meu corpo, a minha idade, a minha saúde, as minhas penas, as minhas alegrias, os meus êxitos, os meus fracassos.

2= Um acontecimento exterior é o meu próximo, reflexo de Jesus e todas as criaturas através das quais Deus se comunica connosco.
Olhar é mais do que ver…
Escutar é mais do que ouvir…
Fazer um momento de silêncio e com paz e amor ver o que sucedeu, porquê, onde, quando, como.
Depois de assimilar o acontecimento, iluminá-lo com a luz do evangelho.
Daí passar à oração de súplica, gratidão, louvor.

Concretizar como devo agir à luz da fé em Deus.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

JESUS, MESTRE DE ORAÇÃO




Em Jesus encontramos a vida abundante, encontramos a fonte de Água Viva.

Nele podemos sentir-nos saciados e ser uma fonte para os outros beberem.
Jesus reza: os evangelhos mostram Jesus a rezar várias vezes.

Oração e vida eram essenciais na relação de Jesus com Deus Pai.
Jesus expressa na oração a Sua vida interior
Acção de graças pela sua missão, angústia de morrer por fazer a vontade do Pai, amizade e testamento espiritual, despedida dos seus amigos mais íntimos.
Jesus ilumina com a oração o sentido da Sua missão.
A sua oração orientada para o Pai, não se volta sobre si m/, não é individualista.

Apoia-se na sua missão e abre-se aos outros.

Os outros são a Sua razão de ser da sua oração.
Jesus ensina a rezar. O Pai Nosso.

Diz que a oração deve ter várias características:

= Ser sóbria. Deus sabe o que precisamos, não precisamos muitas palavras


= Discreta e íntima. Não é para sermos vistos pelos outros. Intimidade: eu e Deus


= Atenta e recolhido.

Entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai no segredo


= Vigilante.

Atenção positiva, não de medo.

O Mestre está aqui e chama-te. Atenção


=Humilde.

Conhecer seus limites e pecados.

Deitar fora o orgulho.

Fariseu e publicano


= Coerente.

Leva a viver segundo o que se descobre na oração, critérios de Jesus.


= Solidária.

Oração tem de nos aproximar dos outros, tem de levar à solidariedade. Jesus está presente em nós e nos outro:“O que fizestes aos outros, a mim o fizestes”.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

VI SIMPOSIO DO CLERO DE PORTUGAL- CONCLUSÕES


albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com/

VI Simpósio do Clero de Portugal - Conclusões
……..
4.- Todos os oradores abordaram o tema-lema do Simpósio: «Reaviva o dom que há em ti».
5.- (…) A espiritualidade não é redutível à psicologia, mas que uma espiritualidade não assente em correctas bases psicológicas, facilmente se transforma em moralismo vazio e autoritário.
6.- As pessoas não se seduzem nem se cativam verdadeiramente com a acomodação do Evangelho aos seus desejos e gostos pessoais. Só quando o sacerdote se deixou, primeiro, seduzir no encontro pessoal com Cristo, poderá falar de tal maneira que as pessoas o descobrem possuído de uma luz e beleza que ele mesmo desconhece. Como Moisés, depois de falar com Deus.
7.- O sacerdote não é um anjo. Junto com qualidades e luzes, tem defeitos e sombras. Só reconhecendo humildemente também as sombras se poderá abrir ao Amor que o plenifica, transforma e transfigura.
8.- A formação sacerdotal ou é permanente ou não é verdadeira formação sacerdotal.
O Senhor é fiel. Ao chamar sempre aquele que escolheu, não pára de o chamar todos os dias da sua vida. A Formação Permanente é a experiência de vocação permanente, como resposta agradecida e repleta de fidelidade ao Deus que ama e chama.
9.- Esta autêntica mudança de paradigma na concepção de formação permanente implica que se crie uma cultura de formação permanente na Igreja, pois ainda não existe.
A nossa vida, ou é formação permanente, ou é frustração permanente, repetitividade, desleixo geral, inércia, apatia, perda de credibilidade, ineficácia apostólica.
10.- A Formação Permanente é essencialmente psicológico-espiritual; um processo de conformação-assimilação aos sentimentos do Filho obediente, do Servo sofredor, do Cordeiro inocente.
11.- Ter uma cultura de Formação Permanente para aprender da vida, durante toda a vida. Até ao último dia.

13.- A espiritualidade do presbítero deve ser nutrida cada dia. Os grandes meios são:
- manter um contacto assíduo com a Palavra de Deus;
- amar a Deus e deixar-se amar por Ele;
- viver uma vida de oração autêntica que inclui a Liturgia das Horas e a devoção mariana;
- celebrar diariamente a Eucaristia, como centro da vida ministerial;
- recorrer regularmente ao Sacramento da Confissão;
- viver a comunhão eclesial, principalmente com o Papa, o bispo e o presbitério;
- doar-se total e incansavelmente ao ministério pastoral, ao empenho missionário e evangelizador; ser o homem da caridade, da fraternidade e da bondade, do perdão, da misericórdia para com todos;
- ser solidário com os pobres, sendo seu defensor e amigo, vendo neles os preferidos de Deus».
14.- Uma atenção cuidada aos vários programas de formação dos seminários levar-nos-á à opção pelo modelo de integração, polarizado no dinamismo da Cruz como ícone do Mistério Pascal, onde o amor entregado nos convida incessantemente, iluminando-nos e aquecendo-nos, a recebermos agradecidos o dom que a vida sacerdotal é, e a oferecermo-la alegremente como dom.
15.- Este Modelo de Integração fará que nos sintamos abençoados por Deus e ajudar-nos-á a tornarmo-nos uma feliz bênção para os outros.
Uma vida espiritual intensa, iluminada pelo guia fiável que é o Vaticano II, permitirá ao sacerdote entrar mais profundamente em comunhão com o Senhor e ajudá-lo-á a deixar-se possuir pelo amor de Deus, tornando-se sua testemunha em todas as circunstâncias, mesmo difíceis e obscuras. (SC, 89)
16.- Os caminhos a percorrer para a Igreja responder aos novos desafios do mundo de hoje não estão ainda bem definidos e traçados. Temos de utilizar a lucidez na análise do que se apresenta, e a paciência misericordiosa para enfrentar as incompreensões.
17.- Foi bom ouvir que a Igreja ama os seus sacerdotes, os admira e reconhece a sua insubstituível e incansável participação pastoral na missão e na vida eclesiais.
18.- E que, à semelhança de São Francisco, encontrando no caminho um sacerdote e um anjo, saudaria primeiro o sacerdote, mesmo se fosse grande pecador, porque o sacerdote é quem nos dá o pão eucarístico.
19.- O Santo Cura D’Ars reconforta-nos ainda mais ao afirmar: «Deus obedece-lhes. Depois de Deus, o sacerdote é tudo».
Ser padre é viver todos os dias a Consagração: consagrando as espécies eucarísticas e consagrando-se aos irmãos (...).
...
21.- Como bem recorda Bento XVI: «É preciso sempre partir de Cristo. Mas isso supõe tê-lo encontrado, ter-se deixado por Ele transformar inteiramente, ou seja, ter-se tornado seu discípulo fiel. Tudo começa ali. Encontrar-se com Cristo e deixar-se por ele transformar»
Só assim reavivaremos continuamente o dom que há em nós, e responderemos gozosamente ao desafio incessantemente renovado de o oferecer aos outros, porque do povo de Deus vimos e só para o servir existimos.

Fátima, 4 de Setembro de 2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ORAÇÃO VOCAL, MENTAL, CONTEMPLATIVA





O fim da oração é descobrir e fazer a vontade de Deus em mim.

“Teu sou, para Ti nasci.

Que queres, Senhor, de mim?”.
A oração é feita uma parte por nós e outra parte por Deus.

Há um momento em que o esforço é nosso (ascese) para nos dispor ao encontro com Deus e outro momento em que é um dom de Deus que actua em nós, gratuitamente (mística), mesmo sem estarmos preparados.


ETAPA ASCÉTICA – ESFORÇO HUMANO


1-Oração Vocal

É falar com Jesus como falamos com outras pessoas. Podemos servir-nos de orações conhecidas: Pai-Nosso, Avé Maria, Credo, Glória, Salmos, ou de orações que outros fizeram, jaculatórias ou frases orantes tiradas do evangelho para manter a presença de Deus.

Meditar em cada palavra do Pai Nosso, da Ave –Maria, etc.

Saborear palavra por palavra já faríamos uma grande oração.
Representar Jesus diante de nós: imagem, estátua, cruz…



2-Oração Mental

Pensar, reflectir, meditar o que Jesus passou por nós., quem é Ele, como é Ele? Quem sou eu, como sou eu?
Pensar tudo quanto Deus faz por nós para nos despertar a amar, que “amor gera amor”. Podemos partir de um texto da Bíblia, de um acontecimento, deixar que a Palavra de Deus nos interpele e confronte, descobrir que nos diz Deus através dela.
Entender quem é Jesus, quem é Deus Pai, o que me oferece, como O poderei contentar e como conformar a minha condição com a Sua.



3-Oração de Recolhimento

É a meta das duas anteriores. É a oração que recolhe toas as potências: inteligência, memória (imaginação), vontade e ajuda a pessoa a entrar dentro de si mesma, onde Deus habita.
O Mestre está próximo e não precisamos de falar para que nos ouça. É importante descobrir quem é Jesus (o Mestre que nos ensina a orar), não nos afastarmos d’Ele para orar como convém.
Trabalhar nas virtudes, decidir-se a levar a cruz desde o princípio e fazer actos de amor por Deus.


»»» Nesta etapa ascética dá-se a oração de generosidade, o conhecimento próprio, orar a própria história da salvação, tratar a vida de Cristo, a oração do olhar, descobrir o próprio método de oração.