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sábado, 28 de julho de 2012

DUAS LINGUAGENS NECESSÁRIAS (ciência e fé).



DUAS LINGUAGENS NECESSÁRIAS (ciência e fé).

    A Educação religiosa, o catecismo ensina as pessoas a ler os “sinais de Deus”. Seguir e identificar as “pegadas de Deus”.
Ensinar a religião é educar as pessoas para conviver com Alguém que está perto, que é tudo, mas que é Invisível.
Tudo o que vemos, não é Deus. Mas a experiência de Deus pode realizar-se através de tudo o que vemos.
Deus é TRANSCENDENTE, não se pode ver (só quando morrermos). É diferente e está acima de tudo o que existe.
Mas podemos chegar a Deus porque Ele é IMANENTE, ou seja, está presente em tudo o que existe.
Tudo o que existe de bom, de belo, de justo, de perfeito, pode ser chamado de transparência de Deus.
O homem religioso é aquele para quem todas as coisas se tornam mensageiras, sinais de Deus, seu sacramento, no sentido amplo do termo. Sinais visíveis de Deus Invisível.
Antigamente, as pessoas viam Deus em tudo. Hoje, nesta mentalidade secularista (sem Deus), não se vê Deus em nada, nem as pessoas perguntam se por detrás do que acontece se pode ver ou não a “mão” de Deus.
Antigamente era mais fácil ser religioso e praticar a religião porque a mentalidade ajudava. Hoje a fé é na ciência e na técnica. Deus e a religião foram postos de parte.
A ciência e a técnica são importantes, mas continua a ser importantes mãos que se juntam para rezar, braços que erguem para louvar, joelhos que se dobram para adorar, templos que se constroem para congregar na fé, cantos, rezas e outras coisas assim.
A religião que tem os olhos voltados para o Invisível, deve ser o suporte e a luz do mundo visível que progride e caminha.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O QUE SÃO OS SACRAMENTOS


O que são os sacramentos?
    Os sacramentos são sete: Batismo, Reconciliação, Eucaristia, Confirmação, Matrimónio, Ordem e Unção dos Doentes.
São «gestos sagrados», ritos importantes da Igreja visíveis que comunicam a graça de Deus invisível.
Quando tens um amigo, pensas frequentemente nele. Tem-lo no coração e na cabeça. E fazes também gestos e pequenas atenções para com ele… Quando lhe ofereces um presente, a amizade fica mais visível. E quando o teu amigo está triste, dás-lhe um abraço. Não ficas tu também satisfeito quando ele te passa o braço pelos ombros, quando te dá uma palmadinha nas costas ou te dá um beijo de amigo? As palavras falam à nossa inteligência; os gestos e símbolos falam ao nosso corpo e ao nosso coração, porque exprimem o que as palavras não conseguem dizer.
Na religião, acontece o mesmo. Ser crente não é só admitir uma série de afirmações abstractas: que Deus existe, que Jesus ressuscitou…
É acolher o dom de Deus. Os sacramentos permitem-nos fazê-lo de uma forma muito concreta.
Eles lembram-nos o que Jesus fez e continua a fazer por nós. Ele não Se contentou com palavras bonitas – agiu também.
Quando um cego foi ter com Ele, estendeu as mãos e tocou-o para o curar. Quando teve piedade das grandes multidões que O escutavam, multiplicou os pães e os peixes e todos puderam comer.
Nos sacramentos, encontramos também gestos (a imposição das mãos) e símbolos (a água, o óleo, o pão, o vinho). Assim podemos nós também receber hoje a vida de Deus.

terça-feira, 17 de julho de 2012

FUTURO DA IGREJA

albanonogueira2012@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com



A Igreja tem perdido, em todo o mundo, muitos membros a uma velocidade alarmante, especialmente entre os jovens com menos de 20-30 anos.
A percentagem de pessoas que frequentam a Igreja para a prática religiosa está em grande declínio, desinteresse e complicação.
     A desilusão e o desinteresse estão generalizados quanto à vida da Igreja, a prática religiosa.
     Em outros surge um vivo interesse pelas coisas espirituais, uma grande se de e procura da verdade acerca da vida.
      Trata-se de uma procura de coisas religiosas onde a crença se mistura com a superstição, onde se procuram seitas e grupos religiosos, espiritismo, cartomantes, astrologia...
     Os cristãos católicos precisam de encontros para os ajudar a procurar a verdade acerca de Deus, a verdade acerca de nós mesmos, da vida, a procura do sentido da vida e descobrir que Deus é nosso Pai; que Jesus Cristo é o nosso Salvador e Senhor e que o Espírito Santo vem viver neles.
 Fazem falta encontros de formação, encontros de oração, encontros de diálogo, de partilha acerca da vida, dos temas da fé e da religião.
 Dou graças por ter um grupo que se reúne comigo na minha paróquia de Fornelos, Fafe, de 15 em 15 para cantarmos, rezarmos, louvarmos a Deus, partilharmos a nossa vida e a nossa fé.
    Vamos de férias, mas espero, recomeçar esses encontros de oração e de louvor a Deus em Setembro.
   Vi muitas pessoas felizes por participar nesses encontros, pena que outros não aproveitem, pois só ganhariam com isso.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

JUVENTUDE




                  JUVENTUDE
- Ter tempo para Deus.
A vida não é só comer, beber, dormir, divertir-se, gozar os prazeres da vida. É preciso dar tempo ao sobrenatural, ao espiritual. Tempo à religião e à oração.
O ideal da juventude: ser jovem por dentro e não apenas durante alguns anos. Ser jovem no espírito, na vontade, na imaginação, no ideal de vida. Ter coragem sobre a timidez, gosto pela aventura e não apenas conforto.
Quem não tem um ideal de vida é que se torna velho e não apenas por ter já muitos anos.
As preocupações, as dúvidas, os temores e os desesperos são inimigos que envelhecem a alma e nos tiram a alegria de viver.
Jovem é quem sabe admirar, maravilhar-se.
O que espera sempre um “e depois?”…
Futuro… Futuro é ter objetivos, ter metas a atingir...

    É novo quem tem fé em Deus; quem acredita em Cristo; quem confia em si mesmo e nos outros; quem espera na vida o futuro; quem ama profundamente no presente.
   A velhice acontece quando uma pessoa não tem fé em Deus; não tem esperança no futuro; não ama no presente e vive desanimada.
Quem se deixa corroer pelo pessimismo ou pelo cinismo, torna-se um velho, ainda que seja novo na idade.
A pessoa é jovem de for aberta e recetiva ao que é bom, belo, grande, nobre; se aceitar a beleza da natureza, da pessoa humana e do Infinito (Deus).
A vida vale a pena ser vivida quando a pessoa viver no entusiasmo, na alegria, no amor, na adoração (de Deus), na dedicação aos outros, no ideal de vida.

terça-feira, 10 de julho de 2012

EXPERIÊNCIA DE DEUS E RELIGIÃO



1.     “RELIGIÃO”: Várias maneiras de entender a palavra "religião"
1.     Práticas religiosas, devoções, sacramentos, missa, orações, novenas… Cumprir os seus deveres religiosos.
2.     Corpo de doutrinas, verdades da sua fé sobre Deus, Cristo, o Espírito Santo, a Igreja, Nossa Senhora, morte, eternidade, etc…
     Reflexão que se faz acerca de uma religião, catecismo, teologia. Dimensão intelectual da fé.
3.     Comportamento moral. O que se deve ou não fazer segundo os ensinamentos da moral e religião. Mandamentos.
Religião é a atitude global diante da vida que tem reflexos com a nossa personalidade e o nosso comportamento.
Religião e viver e caminhar na vida à luz de Deus.
Religião é vida e não apenas ritos religiosas, doutrinas e mandamentos.
Religião é EXPERIÊNCIA DE DEUS.
Não basta rezar a Deus.
Não basta cumprir os mandamentos.
Não basta adquirir bons e profundos conhecimentos religiosos.
É PRECISO SENTIR, VER A DEUS na própria vida, para que todos os demais aspetos da religião encontrem a sua coerência e o seu sentido último.
A EXPERIÊNCIA DE DEUS é o fundamento da uma religiosidade pessoal, convicta e consciente.
A experiência de uma coisa é já ter passado por essa coisa, ter vivido isso, é interiorizar, trazer para dentro de nós a realidade para a qual nos abrimos.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

AS NOSSAS DUAS FORÇAS


AS NOSSAS DUAS FORÇAS

É muito importante saber fazer um elogio, saber admirar-se, extasiar-se, dar afeto, adorar, fazer o bem, amar.
São atividades gratuitas e são a melhor coisa que numa pessoa pode fazer.
     
      O Homem é feito de duas forças: de fera e de anjo.

     A FERA avança para se apoderar, destruir e se satisfazer. São os nossos instintos, os nossos desejos, as nossas paixões, as nossas necessidades.
     O ANJO é o pássaro que se liberta da gaiola e ganha os espaços sem limites.
São os nossos bons sentimentos, os nossos êxtases diante da beleza, as nossas renúncias, os nossos afetos, os nossos amores.
A religião é PÁSSARO. Não é, de si, buscar em Deus e trazer para dentro de nós o conforto, o dinheiro, a saúde que ainda não veio ou já fugiu. É o impulso, a atração, a adoração, o êxtase em Deus por ser Ele quem é, assim como é e como fez.
Temos necessidades, desejos, paixões.
Precisamos de dinheiro, de pão, de prazer, de sexo.
Não podemos esmagar a fera que há dentro de nós.
Temos de alimentá-la, mas com cautela.
A arte, o afeto, a beleza, a generosidade, o amor, a religião (ANJO) não foram feitos para substituir o pão da fome, o bem-estar material, as satisfações da vida sexual. Seria obrigar as geras a entender a linguagem dos anjos.
Mas entre ambos temos de fazer uma escolha. Não é escolher um e deixar o outro. A escolha da orientação global da nossa vida criando uma hierarquia entre as duas forças: uma vida segundo os instintos ou segundo os sentimentos. Uma vida segundo a posse (fera) ou o dom (anjo).
Na pessoa existem estas duas forças. O importante é saber se na orientação geral da vida a dois, a escolha é feita no sentido da posse (fera) ou do dom (anjo).
O mais forte deve ser o ANJO e não a FERA. O mais forte deve ser o sentimento, o dar e não o instinto, o apossar-se.

terça-feira, 3 de julho de 2012

PERGUNTAS SOBRE A IGREJA


67. Que tipo de sinais recebe alguém que Deus chame a tornar-se padre ou freira?
    Há mais jovens do que possamos pensar que escutam o chamento de Deus, mas precisam que um adulto os ajude a compreender esses sinais. Lembras-te da história de Samuel?
       Ele trabalhava no Templo de Deus, ao serviço do sacerdote Eli (como os jovens que são acólitos na missa) e, uma noite, ouviu um chamamento de Deus.
      Primeiro, pensou que era o sacerdote que estava a chamá-lo, e foi por três vezes ter com ele. «Compreendeu Eli que era o Senhor quem chamava o menino, e disse a Samuel: “Vai e torna-te a deitar; se te chamar outra vez, responde: “Falai, Senhor; vosso servo escuta!” (1 Samuel, 3, 8-9).
Quando nos chama, Deus dá-nos um sinal ao nível do que há de mais profundo em nós mesmos.
Na oração, no fundo do coração, sentimos uma atração por Jesus e, ao ler o Evangelho, experimentamos uma grande alegria interior.
Nasce então em nós o desejo de dar tudo a Deus.
Há também sinais à nossa volta: o encontro com alguém que seguiu esse caminho e com quem temos vontade de nos parecer; a descoberta de uma comunidade de irmãos ou de irmãs que aparentam ser muito felizes… Ou, às vezes, olhando para a nossa paróquia, pensamos: «Eles precisam de mim».