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domingo, 30 de janeiro de 2011

A CONSCIENCIA DE CADA UM


Frequentemente eu pergunto-me:
“O que cada um de nós está a fazer neste planeta”.
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Se a vida for somente tentar aproveitar o máximo possível as horas e os minutos, esse filme é bobo.
Tenho a certeza de que existe um sentido melhor em tudo o que vivemos.
Para mim, a nossa vinda ao planeta tem, basicamente, dois motivos: evoluir espiritualmente e aprender a amar melhor.
Todos os nossos bens, na verdade, não são nossos.
Somos apenas as nossas almas.
E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.
Portanto, lembre-se sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e que é nos momentos difíceis que as pessoas precisam encontrar uma razão maior para continuar em frente.
As nossas acções, especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.
A nossa capacidade de resistir às tentações, aos desânimos, para continuar o caminho, é que nos torna pessoas especiais.
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Ninguém veio a esta vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor.
Ganhar dinheiro, ter bom padrão de vida e alimentar-se bem faz parte da vida, mas, não podem ser razão de viver.
Tenho a certeza de que pessoas como Martin Luther King, Mahatma Ghandi, Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Chico Xavier, Betinho e tantos (as) outros (as) anónimos (as), que lutaram e lutam para melhorar a vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela ideia de ganhar dinheiro.
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O que move, então, essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, sem jamais desistir?
A resposta é uma só:
A CONSCIÊNCIA DE SUA MISSÃO NESTA VIDA:
Quando você tem a consciência de que, através do seu trabalho, está a realizar a sua missão, você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta.
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Infelizmente, muita gente se perde nesta viajem e distorce o sentido da sua existência, pensando que acumular bens materiais é o objectivo da vida.
E quando chega no final do caminho percebe que o caixão não tem gavetas e que só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.
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Se você tem estado angustiado sem motivo aparente, está aí um aviso para parar e reflectir sobre o seu estilo de vida.

Responda com honestidade:
Como você vem tratando seus pais, seus irmãos, seus filhos, seus amores e seus amigos?
Como anda a sua disposição para “emprestar” sua atenção a quem precisa desabafar sua dor, a quem precisa receber um gesto de carinho?
Você está engajado em algum movimento voluntariado?
Você tem reservado pelo menos cinco minutos diários para ter um diálogo sincero com você mesmo?
Você tem agradecido a Deus pelo milagre de sua vida e por todos os “anjos” que Ele coloca em seu caminho?

Escute a sua alma:
Ela tem a orientação correcta sobre qual o caminho a seguir?

Tudo na vida é um convite para o avanço e a conquista de valores, na harmonia e na glória do bem.
E lembra-te: “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”.

Tenho sido, nesta vida, um buscador de minha luz.
Por isso tenho encontrado nesta caminhada, mais sombras internas do que a minha tão esperada Luz!
O passar dos anos, o tempo, a vivência do dia-a-dia vão me ensinando que por trás de toda a sombra que sempre aparece e enfrento, dá-se automaticamente o sentimento da libertação, a percepção da existência da minha plenitude, da minha parte melhor: o meu EU divino.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MISTÉRIO DE DEUS – 16

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A minha alma tem sede de Vós, meu Deus”- Salmo 62,2

A REVELAÇÃO DE DEUS

http://operfumededeus.blogspot.com


Logo no primeiro versículo, a Bíblia fala de Deus (Gn 1,1).
De um extremo ao outro, a Bíblia apresenta-se como a revelação que Deus deu de Si mesmo, revelação sem a qual nós pouco saberíamos acerca d’ Ele.
Antes de se revelar pela palavra escrita, Deus manifestou-se pela obra da criação.
A criação mostra a glória, a bondade, o poder, a harmonia, a grandeza e a divindade do Criador.
Pelas coisas criadas podemos chegar a Deus e a dar-lhe glória e acção de graças.
O mesmo se pode dizer acerca da consciência.
Os homens possuem uma certa noção da vontade de Deus.
Existe um mínimo de moralidade na sociedade humana e que os magistrados sejam, a sua maneira, servidores de Deus.
Deus tomou a iniciativa para que o homem pudesse chegar a conhecê-lo.
Deus revelou-se, primeiramente, a Abraão, Isaac e Jacob, depois com a mediação dos profetas, desde Moisés até Malaquias.
Seus escritos são palavra de Deus, uma palavra viva.
A revelação culmina na encarnação, já prevista no AT.
A nossa fonte válida de informação acerca de Deus é a Bíblia.
Para que podamos chegar a beneficiar da revelação das Escrituras faz falta a acção interior do Espírito Santo.
Tendo em conta a nossa natureza pecadora, somos impermeáveis à verdade, mesmo quando nos é apresentada em todo o seu esplendor.
Há uma total incompatibilidade entre a maneira de pensar de Deus e dos homens.
É preciso que mediante o Espírito, o Pai nos ilumine com a verdade e nos disponha para a aceitar.
Esta revelação não comporta nenhuma imperfeição.
Pode admitir-se una certa graduação entre a palavra transmitida pelos profetas e a do Filho.
Mas como o próprio Filho pôs o Seu selo sem reservas de nenhuma espécie sobre os escritos do AT, nós devemos aceitar o A.T

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

MISTÉRIO DE DEUS – 15

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“Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” – Jesus Cristo

Deus fez-se homem na encarnação do Verbo para se comunicar connosco de forma humana que não somos puros espíritos, mas seres carnais.
Ora todo o amor humano precisa de sinais.
Um amor feito só de ideias ou palavras, sem gestos práticos pouco diz. Assim, dizer que se acredita em Deus, mas nada se faz para mostrar esse amor, a teoria sem a prática é oca, vazia, quase nada diz.
Nos sacramentos usamos o pão, o vinho, a água, o azeite, imposição das mãos, que não são nada em si próprios, mas são instrumentos do poder de Deus.
Deus é Todo-Poderoso no Amor; por isso, pode também ser todo fraqueza.
Deus realiza a Salvação, não através de obras de poder técnico ou mágico, mas por meio do amor que é fraqueza e a cruz manifesta até onde vai essa fraqueza do amor de Deus por nós.
O poder de Deus apenas se exerce à medida do nosso acolhimento.
Não é um poder mágico, negociável a nosso gosto.
É um segredo que temos de descobrir.
DEUS É AMOR. DEUS É VIDA QUE GERA VIDA. DEUS É CRIADOR.
Não é uma energia a captar, mas um amor a encontrar.
E o Seu poder vem, então, por acréscimo, como a ajuda de um amigo que partilha algo connosco.
É grande o poder de Deus quando sabemos encontrá-lo a este nível do amor.
Deus é Bom. Ele é Bom, é a própria Bondade porque é Amor.
Mas o amor é exigente.
Não pode aceitar o desprezo nem a indiferença.
A bondade e a benevolência de Deus não podem ser senão segundo a exigência do amor e não na vertente do pecado.
Não podemos tratar Deus como um bonacheirão que deixa passar tudo, que dá desconto a tudo ao nível da mediocridade ou do pecado e que se acomodaria ao nosso desprezo.
Toda a recusa de amor é coisa grave e a recusa do amor infinito é infinitamente grave.
A recusa do amor absoluto é absolutamente grave.
É isso que a revelação chama de “inferno”.
É o pecado do Homem que recusa, despreza ou blasfema o Amor de Deus.
A Bíblia manifesta a familiaridade com Deus de maneira tranquilizadora e fala de Deus à semelhança humana (antropomórfica): fala dos olhos, das mãos, dos ouvidos, do seu coração.
Tudo para dizer que Ele cuida de nós, nos ama, nos vê, nos escuta. Deus que é ternura suprema.
O amor de Deus é generoso, comunicativo, tanto hoje como ontem. Somos nós que não o sabemos acolher.
É um amor misericordioso.
Manifesta preferência pela ovelha perdida para a salvar, mas não é para encorajar a pecar.
Deus é indulgente para com o pecador, mas não com o pecado: “Vai em paz, mas não voltes a pecar”.
É compreensível para o pecador arrependido, mas não com o pecador orgulhoso que se justificas a si mesmo para continuar a pecar.
Deus é generoso, mas exigente.
Deus é santo e convida-nos a sermos santos para santificar o mundo. Isso implica vencer as estruturas de pecado para se construir a paz, a justiça, a ordem, para espalhar o Evangelho entre os homens.
É na medida em que se põe Deus em primeiro lugar e a sua vontade que a pessoa se santifica e santifica os outros no serviço, na caridade, no amor desinteressado.
A paz vem das profundezas de Deus e do coração.
Ela irradia do interior.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

EU PEDI A DEUS

albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com

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Eu pedi a Deus para retirar os meus vícios.
Deus disse: "Não.
Eles não são para eu os tirar, mas para você desistir deles".

Eu pedi a Deus para completar meu corpo.
Deus disse: "Não.
Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário".

Eu pedi a Deus para me dar paciência.
Deus disse: "Não.
Paciência é um subproduto das tribulações; Ela não é dada, é aprendida".

Eu pedi a Deus para me dar felicidade.
Deus disse: "Não.
Eu dou bênçãos; Felicidade depende de você".

Eu pedi a Deus para me livrar da dor.
Deus disse: "Não.
Sofrer leva-te para longe do mundo e traz-te para perto de Mim".

Eu pedi a Deus para fazer meu espírito crescer.
Deus disse: "Não.
Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos".

Eu pedi a Deus todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Deus disse: "Não.
Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas".

Eu pedi a Deus para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Deus disse:… Ahhhh, finalmente você entendeu a ideia.

“Eu sou a luz do mundo, aquele que me segue jamais andará nas trevas.”
"EU TE AMO!" - Jesus Cristo

Este é o seu dia, não o lance fora.

Que Deus te abençoe.

“Para o mundo você pode ser uma pessoa, mas para uma pessoa você pode ser o mundo.”

Não julgue para não ser julgado. Entenda o que ocorre, assim serás abençoado.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

NÃO ESQUEÇAS O ESSENCIAL

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A lenda que certa mulher pobre, com uma criança ao colo, passando diante de uma caverna, escutou uma voz misteriosa que dizia lá de dentro:

' Entra e apanha tudo o que desejares, mas não te esqueças do principal.
Lembra-te, porém, de uma coisa:
Depois de saíres, a porta fechar-se-á para sempre.
Portanto, aproveita a oportunidade, mas não te esqueças do principal'.

A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas.
Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no avental.

A voz misteriosa falou novamente:
- ' Já só tens oito minutos.'
Esgotados os oito minutos, a mulher, carregada de ouro e de pedras preciosas, correu para fora da caverna e a porta fechou-se...
Lembrou-se, então, de que a criança ficara lá dentro.
Mas a porta já estava fechada... para sempre!
A riqueza durou pouco e o desespero, sempre!
Temos uns Oitenta (?) anos para viver, neste mundo, e há uma voz que sempre nos adverte, de vez em quando:
' Não te esqueças do principal! '
O principal são os valores espirituais, a família, os amigos, a vida!
Mas a ganância, a riqueza, os prazeres materiais fascinam-nos tanto que o principal vai ficando sempre de lado...
Assim, esgotamos o nosso tempo aqui e deixamos de lado o essencial:
'Os tesouros da alma! '
Quando a porta desta vida se fechar para nós, de nada valerão as lamentações... e as riquezas
Não te esqueças do principal...
Esta é uma mensagem de um amigo, que a recebeu de outro amigo, e que a enviará a outro...
Se tu não esqueces do principal envia essa mensagem a todos teus amigos.
Mensagem enviada por email

sábado, 8 de janeiro de 2011

MISTÉRIO DE DEUS – 14

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Há uma grande fome de Deus no mundo”- Madre Teresa de Calcutá
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Fé e religião
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A revelação mais profunda de Deus está inscrita na Encarnação, na crucifixão, mas também na Ressurreição de Cristo.
Mas porque é que Deus, em si próprio, nos permanece tão invisível aqui em baixo?
Porque é que não somos gratificados com uma intuição espiritual de Deus? Porque é que a Bíblia diz que não se pode ver a Deus aqui em baixo sem morrer?
É porque o percurso do nosso ser animal, rumo ao absoluto, exige tempo.
É porque Deus nos manda fazer a aprendizagem da comunhão com Ele, de maneira laboriosa, serviçal e não angélica.
É também porque Ele não quer impor o amor pela evidência da Sua suprema beleza, mas deixá-lo à escolha da nossa liberdade, na noite, onde se formam os laços de amor com Ele.
O caminho de Deus passa pela religião.
Religião vem da palavra “ligare”: ligar, religar.
A religião é algo que nos liga a Deus através do percurso da fé.
Não se deve opor a fé à religião.
A fé é essencial pois ela adere a Deus.
A fé é um dom de Deus, vem de Deus e atinge Deus com a certeza de Deus.
Apesar de Deus ser Invisível, a fé precisa de apoios nas realidades materiais, sinais visíveis, sensíveis adaptados à nossa natureza humana que é a religião.
A religião é formada por ritos, visíveis e sociais que nos conduzem a Deus, segundo a máxima: pelas coisas visíveis chegamos às invisíveis.
Esses sinais sensíveis da religião existem em todos os povos religiosos e são bem visíveis no Antigo Testamento nos seus ritos, cerimónias, holocaustos, sacrifícios. No N.T.
Deus Invisível fez-se visível em Jesus Cristo, Transcendente na sua divindade, mas adequadamente ao nosso nível, segundo a humanidade.
O próprio Jesus instaurou os sinais sensíveis pelos quais nós caminhamos em direcção a Ele pela oração e sacramentos: o baptismo e a Eucaristia, onde Ele se dá em alimento.
Jesus dá-se a nós através do acto mais elementar da vida humana: comer.
Comer é um gesto animal e social e Jesus Cristo dá-se a nós dessa maneira.
Aceitemos a humildade dos nossos actos com Deus, inerentes à nossa natureza.
Os sinais de Deus podem parecer banais e irrisórios, mas é a forma que Deus escolheu para se comunicar connosco e onde Cristo age se forma eficaz nos sacramentos.
Existem ainda os sacramentais: imagens, ritos, água benta, bênçãos, monumentos, objectos, ex-votos, devoções, peregrinações que o povo gosta de praticar.
A fé sem religião degrada-se, evapora-se, desaparece.
É fundamental a ligação entre fé e religião: uma sem a outra não basta. Praticar a religião sem fé não tem significado; é um gesto vazio, ritualismo sem vida.
Dizer que se tem fé e não se pratica a religião, é uma teoria que não se concretiza em actos.
São os ritos e sinais sensíveis praticados com é que ainda mais alimentam a nossa fé e prepararão o reencontro com Deus, que tem de ser sempre pessoal.

Pe. Albano Nogueira