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domingo, 13 de julho de 2014

FELICIDADE E SOFRIMENTO

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Somos pessoas que procuram a felicidade, de forma apaixonada e nunca saciada. Esta inquietude é comum a todos. Quase parece que esta é a dimensão mais forte e consistente da existência, o ponto de encontro e de convergência das diferenças. 
E não pode ser senão assim: a nossa vida quotidiana é o lugar de onde brota a sede de felicidade. Nasce com o primeiro sopro de vida e extingue-se com o último. No caminho que percorremos entre o nascimento e a morte, somos todos pessoas que procuram a felicidade.
Todos podemos reconhecer-nos na necessidade de sermos felizes: mas, 
Que felicidade procuramos? 
Como a procuramos? 
Quais são os instrumentos que nos asseguram a sua posse? 
E os outros, que papel desempenham?


Alguns acusaram a tradição cristã de se opor ao desejo de felicidade, achavam que se pagava um preço excessivo para assegurar a felicidade, reprovando os modelos de renúncia, até um pouco masoquistas. 
Alguns até chegaram à conclusão de que é necessário libertar o homem de Deus para lhe restituir o direito à felicidade. 
Nada mais errado. 
Sem a fé em Deus, sem religião, é muito mais difícil ser feliz. 
Há muito menos alegria, menos esperança, menos fé, menos felicidade.

As provocações desafiam-nos e ajudam-nos a pensar, fazendo-nos descobrir na raiz da experiência cristã, a figura de Jesus, que nos ofereceu o rosto de um Deus que ama a vida e a felicidade do homem. 
Por outro lado, a crise na relação entre vida e felicidade não diz respeito apenas a nós, cristãos. 
Quem quer que ame a vida e procure a felicidade duradoura para si e para os outros, não conseguirá certamente contentar-se com propostas que ligam unicamente a felicidade à posse, à conquista, ao poder, ao prazer, ao egoísmo pessoal ou de grupo.

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