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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

DO SOFRIMENTO À PAZ

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DO SOFRIMENTO À PAZ

Os amados, amam. Só os amados, amam.
Os amados não podem deixar de amar.
Só os livres libertam e quem é livre, liberta sempre.
Uma pessoa madura e estável, torna os seus discípulos seres estáveis e amadurecidos.
O mesmo se passa com os pais em relação aos filhos.
Um pedagogo inseguro e inibido acaba por envolver os seus discípulos nessa insegurança.
Todos os que sofrem, fazem sofrer os outros.
Os fracassados incomodam e atiram pedras aos que triunfam e só se sentem felizes quando tudo fracassa à sua volta, quando os outros fracassam.
Os semeadores de conflitos, quer na família, quer no trabalho, são pessoas em conflito consigo mesmas.
Não aceitam os outros, porque não se aceitam a si próprios. Semeiam ódio e divisões à sua volta porque estão divididos e eles próprios se odeiam.
É uma ilusão tentar fazer felizes os outros à nossa volta, se nós próprios não o somos. Cada um deve começar por si mesmo a limpar a sua própria casa cheia de escombros e chamas devoradoras.
Só na medida em que formos felizes, tornaremos os outros felizes. Precisamos de nos reconciliar connosco mesmos, aceitando-nos e amando-nos serenamente para podermos amar realmente o próximo.
Amar o próximo como a nós mesmos.
Isto não é egoísmo. Não se trata de defender um hedonismo egocêntrico e fechado. Não é um fechar-se sozinho preocupar-se apenas consigo mesmo, com a sua felicidade. Quem só pensa em si, fecha-se e isso é um sinal de solidão estéril, vazio, tristeza, morte.
Egoísmo anda ligado com o vazio, a morte.
A pessoa deve criar condições para amar de verdade. 
Só amará de verdade na medida em que ele seja mesmo feliz. Ser feliz quer dizer, sofrer menos.
Na medida em que secam as fontes do sofrimento, o coração começa a inundar-se de júbilo e liberdade.

Viver a vida em agonia, ou em plenitude é a escolha de cada um.

(Texto de Frei Inácio Larranhaga)

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