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domingo, 10 de janeiro de 2010

4. Deus Criador (2)


A maravilha da nossa existência é que ela nos vem de Deus que é Amor, a cada instante e temos, por isso, razão para nos enchermos de alegria.
Deus cria-nos com tantos recursos e tantos desejos que nos ultrapassam, porque Ele os quer satisfazer e só Ele os pode satisfazer.
Fora de Deus, contra Deus, nós dispersamo-nos, destruímo-nos, tornamo-nos escravos do pecado, vítimas da sua desintegração.
- Com Deus, em Deus (pois Ele está em nós e nós n’Ele), nós ficamos cheios, seguros de um futuro maravilhoso, para o qual Ele nos convida a todos.
Deus Criador, que nos fez existir, está mais próximo de nós do que nós estamos de nós mesmos. E essa proximidade é amor.
Se tomarmos consciência dela a resposta deverá ser a adoração do Criador, reconhecimento e a acção de graças por esse dom gratuito que nos foi concedido.
E ao dar acção de graças, não perdemos a graça que damos a Deus, pois Ele no-la devolve multiplicada.
Ele intensifica esse vínculo feliz da criatura com o Criador que desemboca também na súplica confiante daquilo que nos faz falta e que Ele nos quer dar.
Esse dom radical e permanente apela à oblação de nós mesmos, pois é dando-nos que nos realizamos.
O amor não se realiza senão no dom e na reciprocidade.
Deus é o nosso princípio, a nossa origem, Ele é a verdadeira raiz do nosso ser.
Somos carnais, animais e, por acréscimo, pecadores.
Deveríamos ter esta consciência ontológica d’Aquele que nos faz existir como nos conta a Bíblia e desperta em nós a oração, se nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo.
- É importante tomar consciência luminosa e frutuosa do Criador que nos cumula dos seus bens.
- E pela graça, quando Deus nos comunica generosamente o Seu amor, quando lhe abrimos o coração.
A espiritualidade reequilibra o Homem e constrói a paz em Deus.
Hoje, muitos afastaram-se desses segredos de Deus por causa das ciências humanas. Muitos cristãos deixam de fazer uma auto-análise: a que a luz da graça realmente suscita.
Fazendo esta auto-análise aprendemos melhor a viver esta relação com Deus Criador.
As explicações científicas são importantes, mas elas não excluem a visão da fé em Deus Criador.
Aliás, todas as realidades podem ser vistas de vários pontos de vista que se completam e nem sempre se opõem.
O mesmo se diga da visão da ciência que não vai contra a visão da fé em Deus como CRIADOR.
(René Laurentin, A Igreja do Futuro, ed Paulistas, Lisboa, 1991).
P. Albano Nogueira

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