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domingo, 17 de janeiro de 2010

5. A EXPERIENCIA DO DEUS SALVADOR






A experiência ontológica (interior) de Deus Criador é apenas uma primeira verdade e uma primeira etapa da mensagem revelada.

Mas Deus não criou o homem apenas para a terra onde ele reina.

Ele convida-o para a sua refeição: para uma partilha eterna com Ele.

É uma festa, é o banquete de Deus, anuncia Jesus no evangelho.

Eis porque Ele nos criou.
E porque o homem, rei da terra, falhou no seu destino pelo pecado, Deus Criador fez-se Deus Salvador.

Tudo isto sabemos não pela nossa razão, mas através da Revelação.
Nós perdemos muito esse sentido de Deus Salvador porque se perdeu o sentido de pecado e o sentido do novo nascimento para a vida de Deus.
Existe nos humanos a concupiscência, isto é, a atracção pelos desejos materiais ou sensuais, desejo sexual intenso, a desordem dos desejos, desorientados pelo pecado.

O homem traz em si os gérmenes (sementes) da sua própria perda.

Ele tem necessidade de um Salvador para emergirmos do afundamento do pecado, de sermos salvos da morte, de encontrar “a vida depois da vida”.
Para nos fazer partilhar da sua vida divina, depois de nos ter libertado do pecado, o próprio Criador fez-se criatura.

Ele deixou-se imergir, submergir, neste mundo de pecado, que Lhe deu a morte.

Ele fez brotar aqui em baixo a divina fonte de amor, capaz de resolver o drama humano de finitude, do pecado, da morte, da sede insaciável, portanto, infinita, inscrita no coração do homem.
A aventura de Cristo é um mistério de partilha e tem duas etapas: Encarnação e Redenção.

Deus assume a nossa vida humana e dá-nos a Sua vida divina.

Ele tomou sobre si a morte, preço do pecado, a dá-nos a Sua vida eterna. Este mistério da partilha de Cristo tem duas etapas: a Encarnação e a Redenção.

Ele tomou a nossa fraqueza, os nossos males, para nos dar o melhor de Si próprio.


René Laurentin, A Igreja do Futuro.

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