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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A SALA QUE (QUASE) NUNCA USAMOS 3

2.2. A INTELIGÊNCIA (2)
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Há uma visão cristã do corpo humano como templo, morada do Espírito Santo.
O corpo como algo de sagrado, de muito digno.
S. Paulo, nas suas cartas, diz que o corpo não é para a imoralidade, mas merece todo o respeito porque é um lugar onde Deus mora, onde Deus habita.
Infelizmente, há muitas situações em que a pessoa não reconhece nem a sua própria dignidade, nem a dignidade dos outros.
Não reconhece que Deus mora em nós e nos outros.
Em muitos casos não se respeita a vida, não se respeita a saúde, a integridade física, não se respeitam os idosos, não se respeitam os bens dos outros, não se respeita a dignidade humana, não se respeitam os direitos humanos, etc.
Há uma visão cristã do corpo e uma visão cristã da inteligência.
Esta tanto pode ser usada para o bem, como para o mal.
É a fé cristã e o evangelho que iluminam a pessoa e o seu pensar para que ele seja usado para o bem.
No sinal da cruz fazemos uma cruz na testa.
Nessa altura estamos a pedir a Deus que nos ajude a ter boas ideias, bons pensamentos, para escolhermos o melhor bem.
A filosofia diz: “O Homem é um animal racional”.
É uma definição insuficiente, pobre, limitada.
O que é que ajuda a distinguir e a perceber quando se usa a inteligência para o bem ou a inteligência para o mal?
A inteligência humana só por si, não consegue distinguir o bem e o mal.
Ela precisa de uma luz superior que a ética e a moral (cristã) dão para se saber usar a inteligência para o bem e não para o mal.
A pessoa é naturalmente egoísta, centrada em si mesma, preocupada em primeiro lugar consigo mesma.
A preocupação pelos outros não é natural. Fazer bem aos outros e esquecer-se de si mesmo, não é natural. Há uma tendência ontológica, essencial para o egoísmo, para a sobrevivência e a luta por si mesmo, por vezes, passando por cima dos direitos dos outros.
A Bíblia diz: “O Homem é uma imagem e semelhança de Deus”.
Ou seja, não basta ser racional, inteligente.
Não basta desenvolver o corpo e a inteligência.
É preciso ser imagem e semelhança de Deus, parecido com Deus, com Jesus Cristo que passou a vida fazendo o bem.
É preciso ser mais que inteligente: SER SÁBIO, ter a sabedoria da vida, ter a sabedoria cristã que leva a entender a vida e a pessoa humana mais profundamente como imagem e semelhança de Deus.
Meu irmão, minha irmã, estamos a começar a quaresma.
Aproveita este tempo favorável para te absteres do mais importante.
O mais importante não é abster-se de carne às sextas-feiras da quaresma.
O mais importante é a abstinência do egoísmo, do pecado, de todo o mal.
Usa a tua inteligência para o bem, não apenas o teu próprio bem, porque isso é egoísmo, mas para o bem comum e o bem dos outros.
Lê a Bíblia, a Palavra de Deus, lê bons livros de formação humana e cristã para seres inteligente, culto, mas também para ganhares sabedoria que te leva a compreender a tua pessoa e a pessoa dos outros, compreender a tua vida e a vida dos outros.
Para compreenderes que precisas de Deus, da fé, do divino Espírito Santo, da Igreja Católica para te saberes conduzires nos caminhos da vida de forma verdadeiramente LIVRE…
Não como a sociedade diz, mas como Jesus Cristo diz: não basta ter liberdade.
É preciso que sejas LIVRE.
Usa a tua inteligência para perceberes sabiamente esta distinção.
Esse é uma dos maiores desejos de Deus a teu respeito: quer que tu sejas VERDADEIRAMENTE SÁBIO E VERDADEIRAMENTE LIVRE.

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Não te esqueças:
QUANTO MAIS EXTERIORIDADE, MENOS PESSOAS SOMOS
E MAIS OBJECTO (COISA) SOMOS OU NOS TORNAMOS.
QUANTO MAIS INTERIORIDADE, MAIS PESSOA SOMOS.
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(continua)
Padre Albano Nogueira

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