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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A SALA QUE (QUASE) NUNCA USAMOS


CONHECER-SE A SI MESMO(A)

Em quase todas as casas há uma divisão bonita, bem mobilada, larga, espaçosa, com luz solar, boa mobília, boa loiça, bons cortinados, bons quadros, televisão, música, sofás, etc.
Mas há muitas famílias que quase nunca usam essa divisão: é a sala de jantar.
Usa-se a cozinha, os quartos, a garagem, às vezes o sótão, mas raramente usam a sala.
Se calhar é a sala mais bonita, mais cómoda, mas fica quase sempre vazia, por usar…
Temos, mas não usamos…
Somos ricos, mas não usamos a riqueza que temos…
Não damos valor ao que temos e ao que somos…
Este exemplo, nós podemos passá-lo para a nossa vida, para a nossa pessoa.
Na nossa vida pode passar-se algo um pouco parecido.
A nossa pessoa é como uma casa com várias divisões, vários andares, várias dimensões, mas há algumas que usamos pouco ou nada e se calhar falta-nos usar as melhores, mas mais bonitas.

Nós somos corpo (matéria), pensamento, afectividade, interioridade, espiritualidade.

1- O CORPO é a expressão visível de todas as outras dimensões.
Vivemos num mundo muito materialista que valoriza muito (até demais) o corpo: comer, beber, dormir, trabalhar, divertir-se, prazer, desporto, gozar (onde entra a sexualidade, a droga), beleza.
Mas em relação ao corpo esquece-se a dimensão mais espiritual do corpo: a linguagem do corpo de forma mais profunda: olhar, sorriso, carinho, ternura.
Hoje, adora-se o corpo, faz-se tudo para bem do corpo na sua dimensão materialista.
Procura-se os prazeres corporais, tantas vezes até ao excesso que correm o risco de degradar a pessoa humana e a tornar dependente de vícios.
O corpo é importante, devemos cuidar dele se estiver doente, devemos protegê-lo, defendê-lo, evitar os vícios e as dependências, mas não se pode fazer sempre a vontade ao corpo.
Muitas vezes tem de se contrariar os apetites corporais.
Não podemos ser escravos do corpo e dos seus apetites.
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QUANTO MAIS EXTERIORIDADE,
MENOS PESSOAS SOMOS E MAIS OBJECTO SOMOS.
QUANTO MAIS INTERIORIDADE, MAIS PESSOA SOMOS.
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(CONTINUA)

Pe. Albano Nogueira

3 comentários:

Maria disse...

Senhor Padre,
Tem toda a razão, e eu que tão poucas vezes contrario a vontade do meu corpo! Eu até acho que sou preguiçosa. Eu que toda a vida trabalhei, agora não me apetece fazer nada. É verdade que tenho tido uma depressão, mas será que isso desculpa todas esta apatia, toda esta falta de vontade em fazer o que quer que seja, que se reduz só ao mínimo dos mínimos?
Maria

Anónimo disse...

Com esse seu sorriso no meio da neve diz coisas que só visto.
Não me importo de trocar a minha sala de jantar pela sua.
Desculpe a bricadeira, percebi perfeitamente a mensagem.

Anónimo disse...

Boa mensagem para ser interiorizada e....