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terça-feira, 25 de agosto de 2009

DIFICULDADES NA ORAÇÃO

albanosousanogueira@sapo.pt
http://operfumededeus.blogspot.com


1- Aridez, secura: procurar o Senhor em Si mesmo e não tanto o que Ele nos dá…

2- Encontrar silêncio exterior e depois também interior. Hoje há medo do silêncio, medo de a pessoa se confrontar consigo mesma. O silêncio é a linguagem de Deus.

3- Desculpa de muito trabalho e pouco tempo para a oração. Temos de ter tempo para trabalhar e tempo para orar. Cristão sem oração é como um corpo sem alma, um barco sem leme, uma ave sem asas, uma árvore sem raízes, uma flor sem aroma.

4- Pensar que só é boa a oração em que sentimos fervor, emoção. A melhor oração é a que deixa melhores marcas.

5- Tentação de fugir das exigências do Senhor, ou querer um Cristo sem cruz, um Cristo fácil, sem exigências, sem mudanças, sem conversão.

6- Desculpa para não rezar: não sei o que dizer, o que fazer, como começar. Ser amigo de Jesus leva o seu tempo, faz falta conhecer-nos. Depois, as palavras, o gesto oportuno, as formas, saem por si.

7- Queixas de distracções na oração. Distraímo-nos porque “a louca da casa”, a nossa imaginação não pára e tem de ser evangelizada.
Se te distrais com alguma coisa, trazes essa coisa para a oração e rezas essa coisa, essa pessoa, essa situação. Reza: “Senhor, é a erva do meu jardim. Transforma-a, com a Tua graça, numa flor perfumada para Ti” e tenta recolher-te de novo.

8- Tentação de deixar a oração parece que não serve para nada, não vemos resultados. Temos de ser determinados, perseverantes, vigilantes, ter uma grande força de vontade, querer mesmo orar e não desanimar. Estamos habituados ao activismo e custa-nos estar parados, em silêncio. Deixar a oração nada resolve e deixa-nos mais vazios, perdendo a vida, a paz, a alegria.
9- Tentação do individualismo, fechar-nos no nosso mundo interior. Uma oração autêntica abre-nos aos outros, dilata o nosso coração (Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos…). A oração tem de nos comprometer com a família, o grupo, a paróquia, a nação. Não podemos orar só para nos sentirmos bem, mas para “ser” e “fazer” o que Deus quer de nós.

10- Cansaço de da vida, cansaço de orar. Rezar os nossos problemas. Imaginar o sofrimento de Jesus na Sua Paixão: flagelado preso a uma coluna, coroado de espinhos, escarnecido, carregando com a cruz, sendo despojado, crucificado.
Lembrar-nos que ninguém nos ama como Ele, que Ele compreende o que sentimos, e que nos anima a levantar o ânimo. Pensar que Ele passou muito mais do que nós passamos.

11- O sono é uma dificuldade para orar. Tentar escolher um momento mais próprio. A pessoa pode lavar a cara, tomar qualquer coisa, caminhar. Se tiveres muito sono, dorme. Ver se podes mudar o horário. Se queres seguir Jesus tens de estar alerta, atento e não se desleixar.

12- Um grande problema é separar a oração da vida. A fé e a vida têm de andar juntas. Temos de trazer a vida para a oração e levar a oração para a vida. A oração deve transformar a nossa vida. Se não nos vamos parecendo com Jesus, se não vamos amando como Ele, se não vamos adquirindo só seus sentimentos, é sinal de que não estamos a rezar como deve ser.


(continua)

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