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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A EDUCAÇÃO DOS FILHOS





Há alguns anos a polícia de Houston, no Texas, Estados Unidos, publicou o que chamou de “Dez Regras Fáceis de Como Criar um Delinquente”.

É interessante reflectir sobre elas, especialmente os pais e os educadores. Para isso, vamos transcrevê-las:
1. Comece na infância a dar ao seu filho tudo o que ele quiser.

Assim, quando crescer, ele acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.
2. Quando ele disser nomes feios, ache graça.

Isso o fará considerar-se interessante.
3. Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa.

Espere até que ele chegue aos 21 anos, e “decida por si mesmo”.
4. Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas.

Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a responsabilidade.
5. Discuta com frequência na presença dele.

Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
6. Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser.
7. Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto.

Negar pode acarretar frustrações prejudiciais.
8. Tome partido dele contra vizinhos, professores, policiais (Todos têm má vontade para com o seu filho).
9. Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê esta desculpa: Nunca consegui dominá-lo.
10. Prepare-se para uma vida de desgosto.


O aumento da delinquência juvenil é directamente proporcional à destruição dos lares e das famílias.

Na grande maioria dos casos, o “jovem problema” tem atrás de si “pais problemas”.
Quanto mais, portanto, as santas leis de Deus, em relação à família, forem desrespeitadas e pisadas pelos homens, tanto mais famílias destroçadas teremos, e tanto mais lágrimas rolarão dos olhos dos pais e dos filhos.
Ninguém será feliz desobedecendo às leis de Deus.

Antes de serem leis divinas elas são leis naturais.
E a natureza não sabe perdoar quem se põe contra ela.
Livro do Eclesiástico diz: “Aquele que ama o seu filho corrige-o com frequência, para que se alegre com isso mais tarde” (30,1).
Infelizmente são muitos os pais que não corrigem os seus filhos: ou porque são faltosos como pais ou porque também precisam de correcção, já que também não foram educados.
Mais à frente esse mesmo livro diz: “Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes curar as feridas” (30,7). Essa palavra é pesada: “estraga com mimos”.

A criança mimada torna-se problema; pensa que o mundo é dela e que todos devem servi-la. Não há coisa pior para um filho.

Isso ocorre muito com o filho único, objecto de “todas” as atenções e cuidados dos pais, avós e tios.
Não pode haver mal maior do que deixar uma criança abandonada, materialmente, mas principalmente na sua educação.
Muitos pais, vendo os filhos errarem, não os corrigem.

Temos que ensiná-los a usar a liberdade com responsabilidade.

E não lhes dar “toda” liberdade.
Se não conquistarmos os nossos filhos com amor, carinho e correcção sadia, eles poderão ir buscar isso nos braços de alguém que não convém. É preciso que cada lar seja acolhedor para o jovem, para que ele não seja levado a buscar consolo na rua, na droga, na violência... fora de casa.
O factor mais importante na educação é que os pais saibam conquistar os filhos; não com dinheiro, roupa da moda, ténis de marca, mas com aquilo que eles são; isto é, a sua conduta, a sua moral íntegra, a sua vida honrada e responsável. O filho precisa ter “orgulho” do pai, ter “admiração” pela mãe, ter prazer de estar com eles, ser amigo deles. Assim ele ouvirá os seus conselhos e as suas correcções com facilidade.
Sobretudo é importante o respeito para com os filhos; levá-los a sério, respeitar os seus amigos, as suas iniciativas boas.
Se você quer ser amigo do seu filho, então deve tornar-se amigo dos seus amigos e nunca rejeitá-los. Acolha-os em sua casa.
Diante dos filhos os pais não devem ser super-heróis que nunca erram. Ao contrário, os filhos devem saber que os seus pais também erram e que também têm o direito de ser perdoados.
E, para isso, os progenitores precisam aprender a pedir perdão para os filhos quando erram. Não há fraqueza nisso, e muito menos isso enfraquecerá a autoridade deles de pais.
Ao contrário, diante da humildade e da sinceridade dos pais, a admiração do filho por eles crescerá.
Tudo isso faz o pai “conquistar” o filho.
Os defeitos dos pais são os pais dos defeitos dos filhos.
As virtudes dos pais são os pais das virtudes dos filhos.
É importante que os pais saibam corrigir os filhos adequadamente, com firmeza é certo, mas sem os humilhar. Não se pode bater no filho, não se pode repreendê-lo com nervosismo nem o ofender na frente dos amigos e irmãos. Isso tudo humilha o filho e o faz odiar os pais.
Conquiste o filho, não com dinheiro, mas com amor, vida honrada e presença na sua vida. E, sobretudo, leve-o para Deus, consigo.

(tirado da net)

2 comentários:

Maria disse...

Concordo plenamente, sou mãe e sei como isso é verdade.
Maria

Maria Lúcia disse...

A tarefa de educar os filhos é árdua, especialmente quando temos que dizer "não", e, essa palavra, é dita com muita frequência, se não quisermos "criar um delinquente".
Um santo domingo de Cristo Rei!