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quarta-feira, 19 de maio de 2010

4- A MARAVILHA CHAMADA CORPO

(P. Zezinho, Se eu pudesse falar aos jovens, ed Paulistas)

O corpo humano é importante e maravilhoso e pode ser estudado pela biologia, física, química, psicologia, filosofia, antropologia, teologia, etc…
O corpo é uma parte importante de ti. Não se deve sobre valorizar, nem desvalorizar, mas aceitá-lo na justa medida.
Se lhe pedes excessos aceitará, por alguns dias, semanas ou meses. Depois começará reagir, a cobrar impostos e juros que podem ser bem altos se os abusos forem muitos.
Bebidas alcoólicas, drogas, tabaco, noites em claro, sexo desregrado, abuso na alimentação, esforço excessivo, comodidades demasiadas, preguiça, tudo isso, mais tarde ou mais cedo exige equilíbrios.
Se não tiveres juízo, acabarás por desrespeitar o teu corpo e com isso correrás o risco de sofrer muito por causa dele.
O corpo não pode ser visto como um objecto, porque está relacionado com o espírito que o deve governar; mas também não deve ser tratado como um deus porque é carnal e terreno.
Quando tu, menina, transformas o teu corpo em objecto ou aceitas o jogo da moda ou da época, o teu corpo pode tirar-te a beleza interior. Muitas pensam que o corpo (beleza exterior) é suficiente para vencer na vida, mas essas depressa ficam sozinhas porque os homens não querem viver muito tempo com uma mulher que só tivesse um corpo para oferecer…
O teu corpo é um óptimo servidor e um péssimo patrão. Se o valorizares demais, depressa te sentirás desvalorizado; se o desprezares, acabarás por te sentires aniquilado em pouco tempo.
RESPEITA O TEU CORPO E SERÁS GENTE.
O erro de muita gente é pensar que o Homem é apenas um corpo.
O valor da pessoa não está na aparência física…
Há jovens (e adultos) insatisfeitos com o seu corpo: pensam que não são bonitos, que são muito gordos ou muito magros; ou que têm algum defeito físico; pensam e vivem segundo os critérios mundanos e os padrões artificiais de beleza criados pela sociedade e pelas modas… Gente assim nunca vai ser feliz na sua profundidade.
Em vez disso, os jovens, e adultos, deviam era valorizar o seu interior: amor, bondade, amizade, compreensão, ternura, perdão, diálogo, serviço, dedicação, fidelidade, humildade.
A felicidade não está tanto no corpo físico exterior, mas naquilo que é interior.
É com tristeza que oiço certas conversas entre as pessoas onde se valoriza apenas o exterior, a aparência, a superficialidade…
Essa gente não entende o evangelho, não entende a mensagem de Jesus Cristo, apenas vive no vazio da sociedade materialista e consumista de aparências e superficialidades, como quem aprecia uma maçã apenas pela aparência, e não se preocupa se ela está sã ou apodrecida por dentro…
Quantas vezes uma peça de fruta parece tão bonita por fora, mas por dentro está verde, estragada e não presta.
Assim um cristão católico deve aprender a valorizar os valores e qualidades do seu interior e do interior dos outros.

(P. Zezinho, Se eu pudesse falar aos jovens, ed Paulistas)

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