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quinta-feira, 13 de maio de 2010

A UM CASAL DE NAMORADOS QUE ESTÁ A PRECISAR DE MENTIR


(P. Zezinho, Se eu pudesse falar aos jovens, ed Paulistas)

Muitos jovens têm muitos namorados antes de casar.
Namoram, separam, namoram com outro(a), etc, muitas vezes…
Têm envolvimento sexual com (quase) todos.
Os pais não sabem… Iriam complicar, dar sermão, não entenderiam…
Os jovens não contam a verdade aos pais…
Dizem que se amam, que fazem tudo por amor, mas acham que os pais iriam recriminar.
Vivem como se estivessem casados, dizem que o importante não é o papel…
O importante é o amor…
Têm relações sexuais antes do casamento e acham que o amor que têm um pelo outro justifica tudo.
É tudo natural porque, dizem eles, que se amam muito…
Mas não querem casar…
Mas se se amam assim tanto, porque é que não casam, porque não se comprometem?!...
Há namorados que se envolvem por amor, mas há outros que o fazem por egoísmo, por imaturidade, infantilismo.
Muitos estão convencidos que se amam mutuamente e, por isso, entregaram-se totalmente um ao outro.
O que diz a doutrina cristã? Esse tipo de relacionamento, o cristianismo, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo, desaprova-o e Jesus Cristo não o tolerava.
Sexo antes do casamento, por mais livre e puro que pareça, contém uma boa dose de egoísmo e alguns riscos.
É bom que os namorados estejam preparados para isso. Há muitas consequências de um relacionamento entre namorados como se estivessem casados: gravidez, aborto, casamento apressado, namoro desfeito, desgosto de uma entrega fora de horas e à pessoa errada, falta de preparação para o futuro, falta de diálogo espiritual substituído pela ilusão do sexo.
Se, contudo, vós não conseguis mesmo esperar, deixai de mentir aos vossos pais.
Os pais têm o direito de saber o que se passa com os seus filhos e filhas. Eles têm sonhos, projectos, esperanças para os seus filhos e se se esconde algo aos pais é sinal de que esse amor não é tão puro, tão sincero, tão livre como vós, namorados dizeis…
Sexo também é questão de honestidade e quando os jovens escondem dos pais a situação em que se encontram podemos estar perante uma desonestidade, uma falsidade para com os pais…
Sei que esta linguagem não agrada a muitos filhos, nem a muitos pais, mas pouco me importa com isso.
Há coisas que se podem e devem falar na hora certa, ainda que isso vá contra a corrente, contra a onda da maioria.
Neste aspecto a doutrina da Igreja Católica vai contra a corrente, contra a maioria.
Mas em matéria de moral, a Igreja não segue a ideia da maioria.
A maioria pode estar errada e a Igreja católica não segue as estatísticas, as correntes sociais…
Procura seguir Jesus Cristo e ser fiel ao evangelho ainda que também ela cometa erros e tenha pecados…
Deus, Jesus Cristo e a Igreja Católica querem o melhor para os seus filhos, por isso, dizem NÃO a certas coisas que parecem boas, mas muitas vezes, não são. O que a Igreja Católica proclama não parece bom, mas é mesmo...
A Igreja Católica não ensina o que parece ser bom, mas o que é mesmo bom, o melhor... E no campo da sexualidade isso acontece mesmo...
(P. Zezinho, Se eu pudesse falar aos jovens, ed Paulistas)
P. Albano Nogueira

1 comentário:

Maria disse...

Certissímo este texto, acerta em cheio numa triste verdade, hoje chegar ao casamento virgem é um milagre. E o pior são as experiência já tidas às vezes marcantes. Claro que os pais não sabem da boca dos filhos, mas suspeitam, dados os tempos que correm. Tudo isto tem a ver com uma maternidade e paternidade responsável antes dos filhos nascerem. Alguém, não recordo o nome, dizia que a educação dos filhos começava 20 anos antes, isto é com a educação dos próprios pais.
Maria