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quinta-feira, 6 de maio de 2010

NAMORO CRISTÃO


(P. Zezinho, Se eu pudesse falar aos jovens, ed Paulistas)

Hoje os jovens começam a namorar muito cedo.
Alguns aos 13, 14 anos já começam aos beijos, aos abraços, a ter intimidade com pessoas do sexo oposto numa amizade cada vez mais profunda, indo, tantas vezes, longe demais por serem muito precoces.
A adolescência é o tempo da descoberta do amor, das emoções, das paixões, da atracção pelo sexo oposto.
Isso é normal.
O problema é quando os jovens se isolam num relacionamento a dois sem o devido acompanhamento pelos pais.
Muitas vezes o primeiro namoro não é a pessoa ideal, por isso, as devidas cautelas que os jovens deviam ter, mas não têm.
Tudo começa pela curiosidade, a ilusão, a fantasia, a ingenuidade, surpresa e chega-se tantas vezes à decepção por coisas que não se deviam fazer e se têm de esconder certas atitudes dos pais.
Os jovens vivem um tempo de sonho, de ilusão e entregam-se a quem não deviam e depois vem a realidade, a desilusão e, tantas vezes, a separação.
O primeiro amor leva os jovens a viver loucamente essa paixão, a fazer dessa pessoa o “tudo” da sua vida e tudo o resto se torna secundário, sonha-se com um(a) namorado(a), mas a realidade torna-se bem diferente e bem dura.
A vida vai ensinando aos jovens que namoram que amar nem sempre é ficar perdidamente louco por alguém, mas aprender a conviver inteligentemente com uma pessoa amada, mas com falhas, sujeita a mudança.
Os tempos antigos mudaram, mas as consequências são muito mais negativas do que positivas.
O importante no namoro, não são os momentos de intimidade que se trocam entre homem e mulher, mas os momentos de diálogo em que um valoriza o outro, ajuda o outro a aperfeiçoar-se, a conhecer-se melhor, a valorizar-se mais e a melhorar a sua forma de pensar, agir e ser.
O namoro devia ser para ajudar a tornar o outro melhor, cada um que se conhece, dá a conhecer ao outro e conhece o outro.
EM VERDADE…
Hoje sabemos que entre namorados HÁ MUITA MENTIRA, MUITOS SEGREDOS, muitas coisas que se fazem e que se escondem ao outro(a).
Um relacionamento rodeado de mentiras não vai dar certo no futuro…
O mal está em que tantas meninas e rapazes que ainda são adolescentes e já estão a assumir atitudes de gente adulta. Há um tempo para tudo…
Muitos dizem: QUE É QUE TEM? TODA A GENTE FAZ ISSO HOJE EM DIA…
Se é mal, ainda que toda a gente faça, mal é mal...
A vida costuma exigir indemnização do mau uso das suas potencialidades.
Há limites e os limites certos não são os que os jovens estabelecem.
O namoro cristão devia ser puro e inteligente, sério, responsável.
Nada se perde com o fazer bem as coisas e muito se perde ao fazer mal as coisas.
Antigamente havia muitas proibições, agora, nada é proibido, vale tudo…
O problema é que os jovens com este comportamento de libertinagem sexual, não são mais felizes. Podem ter mais prazer, mas são mais infelizes, têm mais desgostos, mais desilusões, mais fracassos nos seus relacionamentos, mais “bandalheira”, mais promiscuidade, mais vazio interior.

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