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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

MISTÉRIO DE DEUS – 15

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“Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” – Jesus Cristo

Deus fez-se homem na encarnação do Verbo para se comunicar connosco de forma humana que não somos puros espíritos, mas seres carnais.
Ora todo o amor humano precisa de sinais.
Um amor feito só de ideias ou palavras, sem gestos práticos pouco diz. Assim, dizer que se acredita em Deus, mas nada se faz para mostrar esse amor, a teoria sem a prática é oca, vazia, quase nada diz.
Nos sacramentos usamos o pão, o vinho, a água, o azeite, imposição das mãos, que não são nada em si próprios, mas são instrumentos do poder de Deus.
Deus é Todo-Poderoso no Amor; por isso, pode também ser todo fraqueza.
Deus realiza a Salvação, não através de obras de poder técnico ou mágico, mas por meio do amor que é fraqueza e a cruz manifesta até onde vai essa fraqueza do amor de Deus por nós.
O poder de Deus apenas se exerce à medida do nosso acolhimento.
Não é um poder mágico, negociável a nosso gosto.
É um segredo que temos de descobrir.
DEUS É AMOR. DEUS É VIDA QUE GERA VIDA. DEUS É CRIADOR.
Não é uma energia a captar, mas um amor a encontrar.
E o Seu poder vem, então, por acréscimo, como a ajuda de um amigo que partilha algo connosco.
É grande o poder de Deus quando sabemos encontrá-lo a este nível do amor.
Deus é Bom. Ele é Bom, é a própria Bondade porque é Amor.
Mas o amor é exigente.
Não pode aceitar o desprezo nem a indiferença.
A bondade e a benevolência de Deus não podem ser senão segundo a exigência do amor e não na vertente do pecado.
Não podemos tratar Deus como um bonacheirão que deixa passar tudo, que dá desconto a tudo ao nível da mediocridade ou do pecado e que se acomodaria ao nosso desprezo.
Toda a recusa de amor é coisa grave e a recusa do amor infinito é infinitamente grave.
A recusa do amor absoluto é absolutamente grave.
É isso que a revelação chama de “inferno”.
É o pecado do Homem que recusa, despreza ou blasfema o Amor de Deus.
A Bíblia manifesta a familiaridade com Deus de maneira tranquilizadora e fala de Deus à semelhança humana (antropomórfica): fala dos olhos, das mãos, dos ouvidos, do seu coração.
Tudo para dizer que Ele cuida de nós, nos ama, nos vê, nos escuta. Deus que é ternura suprema.
O amor de Deus é generoso, comunicativo, tanto hoje como ontem. Somos nós que não o sabemos acolher.
É um amor misericordioso.
Manifesta preferência pela ovelha perdida para a salvar, mas não é para encorajar a pecar.
Deus é indulgente para com o pecador, mas não com o pecado: “Vai em paz, mas não voltes a pecar”.
É compreensível para o pecador arrependido, mas não com o pecador orgulhoso que se justificas a si mesmo para continuar a pecar.
Deus é generoso, mas exigente.
Deus é santo e convida-nos a sermos santos para santificar o mundo. Isso implica vencer as estruturas de pecado para se construir a paz, a justiça, a ordem, para espalhar o Evangelho entre os homens.
É na medida em que se põe Deus em primeiro lugar e a sua vontade que a pessoa se santifica e santifica os outros no serviço, na caridade, no amor desinteressado.
A paz vem das profundezas de Deus e do coração.
Ela irradia do interior.

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