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sexta-feira, 29 de abril de 2011

PORQUE SOU CRISTÃO?

albanosousanogueira@sapo.pt
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Hoje em dia sente-se nos cristãos um certo cansaço, uma fadiga, um desânimo, uma certa frustração e desilusão pela prática religiosa, em especial nos jovens que não se sentem nada atraídos para a Igreja Católica.
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Porquê? Perguntamos
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Se calhar existem muitas respostas e muitas razões.
Em muita gente ficou a ideia da prática religiosa como uma tradição, um costume social, como quem cumpre uma lei externa para não pecar, em vez de se ter procurado dar formação às pessoas para elas perceberem que a prática religiosa devia ser entendida como uma necessidade que vem de dentro, como um verdadeiro encontro com Deus dentro e fora de nós, um encontro vivido em comunidade.
Ora, como se perdeu a noção de pecado, foi fácil deixar de ir à missa, deixar de se confessar, deixar de comungar, pois perdeu-se a motivação interior baseada na amizade a Deus, na necessidade de fazer da prática religiosa um encontro de corações e de dois amores: Deus e Eu…
O que é que estará mal na prática religiosa para muita gente se sentir mal disposta, triste, desiludida, contrariada, julgando que ir à igreja é perder tempo, rezar é perder tempo e que nada se lucra em ir a esse lugar sagrado rezar e praticar a religião.
O mal está na forma como se encara a prática religiosa: quem entende que se trata apenas de cumprir uma lei, um preceito, uma obrigação, vem contrariado à igreja, pois ninguém gosta de ser obrigado a fazer as coisas.
Ir à igreja praticar a religião porque se é obrigado, cansa, não dá alegria e até revolta algumas pessoas.
Acontece, por exemplo com os filhos que enquanto pequenos e solteiros são “obrigados” pelos pais a frequentar a igreja e a praticar a religião.
Quando se tornam mais independentes (vão para a universidade, emigram, casam, etc) deixam de ir.
Isso porque lhes faltava a motivação interior da fé baseada no amor íntimo a Deus e a Jesus Cristo e só iam pela pressão exterior dos pais.
(continua)

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