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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

SÓ DEUS BASTA...4


O que nos faz falta

Como pessoas precisamos de muitas coisas: comer, roupa, casa, transporte, médicos, remédios, instrumentos de trabalho.
Deus quer que tenhamos o essencial.

Deus não nos quer a viver na miséria.
O problema é que vivemos numa sociedade de fartura, de consumo, de abundância e nunca estamos satisfeitos com o que temos e corremos o risco de viver só para o ter com ambições cada vez maiores.

O importante é saber que tudo passa e só Deus permanece, que precisamos de nos apoiar n'Ele, confiar, acreditar, esperar, amar a Deus como um alicerce, uma rocha firme e sabermos libertar-nos dos nosso ídolos: as coisas, as pessoas, nós mesmos.

Facilmente percebemos de que há muita coisa que temos, mas até nem precisamos, mas estamos agarrados a elas, como a criança invejosa que tem dezenas de carrinhos ou bonecas para brincar, mas se um amigo lhe pedir um, não empresta.
Logo se agarra a essa coisa como se isso fosse tudo para si.

Quando a Bíblia fala da pobreza como caminho de salvação, não se refere à miséria de quem nada tem, mas refere-se ao saber ter, saber usar, saber ser desprendido e livre em relação às coisas, o que nem sempre é fácil.
Quanto mais nos desprendermos das coisas, mais nos podemos apoiar em Deus, em Jesus Cristo.
Quanto mais perdermos para este mundo, mais ganhamos para Deus.

Sabemos que os bens materiais, o dinheiro, o nosso prestígio, o comodismo se podem tornar ídolos se se tornam mais importantes que os bens sobrenaturais, os bens espirituais.

Os pais, os educadores, os sacerdotes só podem educar bem os mais novos, segundo o evangelho, se eles souberem dar um valor relativo aos bens materiais sabendo que não somos donos de nada, mas administradores e que um dia iremos dar conta a Deus acerca da forma como usámos o nosso dinheiro.

O dinheiro não é para crescer no orgulho, na soberba, na auto-suficiência indiferentes à sorte dos outros e que devemos repartir o que temos.

Devemos ter sempre em conta que o objectivo final da vida é a santidade: a nossa santidade e a santidade dos outros (filhos, netos, parentes, conhecidos) e que o dinheiro nos pode ajudar a alcançar esse fim ou a dificultá-lo.

O importante é saber usar o dinheiro segundo a vontade de Deus dando-lhe o valor relativo que tem.


Seria bom cada um pôr-se em verdade diante do Senhor, falar com Ele e reconhecer a escravidão perante o dinheiro e, depois, agradecer ao Senhor os bens que temos e pedir-lhe que nos ajude a usar tudo isso como meio de se unir cada vez mais a Deus e aos outros.

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