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domingo, 10 de maio de 2009

IMAGENS DE DEUS (I)

1- ACREDITAR EM DEUS

A forma como nós acreditamos em Deus vai manifestar-se nos nossos comportamentos religiosos relativos a Deus. A imagem que temos de Deus vai concretizar-se em comportamentos.
Assim, cada um deve interrogar-se acerca da maneira como vive a sua fé em Deus, já que esse comportamento vai indicar a ideia que temos de Deus.
Jesus não fazia discursos sobre Deus. Há algumas passagens em que Jesus fala de Deus, mas isso é para justificar comportamentos.
Jesus não fazia discursos sobre Deus.
Jesus praticava Deus e invocava Deus.
O comportamento de Jesus foi sempre o de acreditar em Deus.
Diz o Concílio Vaticano II que nós, os crentes, temos culpas na falta de fé de muita gente hoje, porque temos apresentado uma falsa imagem de Deus, não a nível de ideias, de teorias, de ensinamentos; mas uma falsa ideia de Deus a nível de comportamentos: a nossa vida religiosa, moral e social.
Quando falamos de Deus a nossa linguagem é sempre imperfeita porque Deus é Santo, Deus ultrapassa tudo o que possamos dizer Dele. O que sabemos é que Deus é Misericórdia, Deus é Alguém que se aproxima de nós e nos envolve com o seu amor paterno e materno.
Nós falamos muito de Deus, falamos muito para Deus. Porém, é muito importante deixar Deus falar, escutar Deus, fazer silêncio exterior e interior.
Deus é Alguém em quem se deve acreditar. Não se pode compreender Deus, mas pode-se confiar, amar, adorar, louvar.


Imagens falsas de Deus

O Deus que mete medo
Jesus Cristo libertou-nos desta falsa imagem do Deus que mete medo. Não podemos ter medo de Deus. Deus é purificador, é exigente, mas trata-se de uma exigência libertadora.
Há muitos católicos que têm medo do "castigo de Deus". Olham para Deus como se Ele fosse um polícia disposto a dar cacetada à primeira infracção.
As dificuldades, a dureza, o sofrimento, as doenças da vida não são castigos de Deus. Há gente que pratica a religião por medo: vai à missa por medo, pois se não for, pode ser castigado. Há gente que tem sempre as contas acertadas, cumpre os seus deveres com Deus por medo do inferno. A fidelidade a Deus não pode vir do medo. Este é um comportamento infantil. As crianças agem muito por causa do medo de serem castigadas. Nós temos de ser adultos na fé. Temos de praticar a religião por amor, cumprir os deveres religiosos por amor a Deus, não por medo de Deus.
Nestes tempos há seitas que falam no fim do mundo e procuram explorar o medo das pessoas. Não podemos dar importância a essas vozes.
Deus concedeu-nos a liberdade para a usarmos bem. Nós não somos donos absolutos da nossa vida, nem das coisas. Somos administradores, responsáveis pela vida, pelas coisas e devemos saber usá-las bem, sabendo que Deus nos acompanha com a sua força para sabermos viver bem os acontecimentos e transformá-los em momentos de crescimento e de santificação.
Um dia teremos de dar contas a Deus, mas isso não nos deve meter medo. Devemos usar bem a nossa liberdade porque é assim que seremos felizes neste mundo e no mundo que há-de vir.
Deus que é amor não pode meter medo. Quem nos ama infinitamente, não pode meter medo...
O Amor que é Deus atrai, seduz, acarinha, abraça.

1 comentário:

Anónimo disse...

Eu preciso de Deus pra encontrar a paz q esta dentro de mim te amo meu Deus preciso de vc ;x