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quinta-feira, 7 de maio de 2009

SEMANA DA VIDA

10 a 17 DE MAIO

Desde 1994 a Conferência Episcopal Portuguesa organiza a Semana da Vida para se meditar sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana, ao propor uma celebração que tenha por objectivo «suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, concentrando a atenção de modo especial na gravidade do aborto e da eutanásia, sem contudo menosprezar os outros momentos e aspectos da vida…» (EV 85).

Tema: VIDA COM VALORES, FORMAÇÃO NA FAMÍLIA.
A defesa da vida é fundamental, num tempo em que os valores éticos são cada vez mais abandonados pelas pessoas que se dizem cristãs católicas.

1. Toda a pessoa abriga no seu íntimo um SIM à vida. A vida é valor inviolável em todos os momentos e condições. Todos deviam defender a vida.

2. Encontramo-nos, este ano, num novo contexto social. Mas a família deve ser sempre formadora dos valores humanos e cristãos.

3. Família, escola única de humanidade e de vida cristã para todos os seus membros, com benefícios para todos: pessoas, sociedade e Igreja Católica.
A família deve ser um evangelho vivo para todos lerem: vivendo a confiança, a obediência filial a Deus, a fidelidade e o acolhimento generoso dos filhos, o cuidado pelos mais frágeis e a prontidão em perdoar.

4. Pessoa e família, duas realidades inseparáveis
A defesa da vida está intimamente ligada à defesa da família. Tal como a vida está desvalorizada, depreciada e atacada, assim a família.
Defender e apoiar a família a fim de que as pessoas sejam livres e ricas de valores humanos e evangélicos é o caminho mais directo e eficaz para garantir a dignificação da vida.
A fé, a confiança em Deus, a escuta da Palavra de Deus são ajudas para a família saber responder aos desafios que hoje se colocam na defesa da vida.

5. Criados para a comunhão, à imagem de Deus revelado em Jesus Cristo
Jesus corrigiu o descaminho do divórcio dizendo: “Não separa o homem o que Deus uniu” (Mt19,6) e apontou para a verdade da pessoa humana: “Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança… Ele os criou homem e mulher”.
Deus uno e único, é uma família de 3 pessoas divinas.
O Eu (Pai), o Tu (Filho) dão o nós (Espírito Santo).
A família é uma comunidade de pessoas que comunicam entre si, fazendo de todos um dom para os outros: o cônjuge um para o outro e os pais para os filhos e os filhos para os pais.
O contrário desta doação, é o egoísmo e o narcisismo.

5.1. Dois modos de exprimir e viver o mistério da aliança de Deus com o seu povo: matrimónio e celibato.
O matrimónio é um sinal de amor fiel de Deus com o seu povo. O amor total e fiel entre os cônjuges é uma imagem do amor de Deus pelo povo eleito. Mas não é só no matrimónio que esta aliança se dá.
A virgindade e o celibato também são propostos por Jesus, por amor do Reino dos céus.
No tempo de Jesus não se valorizava o celibato, por isso, com Jesus esta opção ganha um valor muito nobre.

5.2. Jamais dispensados de amar.
Toda a pessoa é chamada a viver em comunhão com Deus, seja no matrimónio, seja na vida celibatária de consagração.
Além deste amor a Deus, Jesus pede e exige também o amor ao próximo com inseparável do amor a Deus.
Jesus tornou-se um modelo de amor a Deus e ao próximo seja na família de Nazaré, seja na vida social, política, económica, religiosa.

6. Na família, o homem pode nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se.
A famíli é uma verdadeira escola de humanidade e de valores perenes.
Ninguém se deu a vida a si mesmo. Recebemos de outros a vida, que se desenvolve e amadurece com as verdades e os valores que aprendemos no relacionamento e na comunhão com os demais.
A família, fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher é o âmbito onde as pessoas podem nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se de maneira integral.
A verdadeira liberdade da pessoa criada à imagem e semelhança de Deus implica responsabilidade, optando sempre pelo bem verdadeiro, a fim de se transformar em amor, em dom de si mesmo.
É no lar que se aprende a viver verdadeiramente, a valorizar a vida e a saúde; a liberdade e a paz; a justiça e a verdade; o trabalho, a concórdia e o respeito.
É na família que se aprende a agir bem e a cair na conta do Belo, do Verdadeiro, do Bom, do Justo.

1 comentário:

Pedro Barros disse...

A Bondade como Estilo de Vida


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