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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

MISTÉRIO DE DEUS – 17

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Tenho fome, mas não de pão. Tenho sede, mas não de água
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A Santíssima Trindade.
A unidade de Deus não exclui em absoluto a distinção entre as Pessoas da divindade.
Já no AT deixa entrever esta distinção, ainda que de uma maneira velada, já que era sobretudo a unidade de Deus o que devia ser destacado frente ao politeísmo ambiental.
Existe a forma plural «Elohim» (Deus no plural).
A passagem acerca da Sabedoria (Pr. 8) apresenta-nos Deus como um ser pessoal, e não como uma abstracção.
O Espírito de Deus é igualmente mencionado com frequência no AT, e isso em palavras que implicam, por sua vez, a Sua existência própria e a sua unidade substancial com Deus.
Ao chegar ao NT achamos ali a doutrina da Trindade nitidamente formulada, embora não se empregue a palavra “Trindade”.
O NT é tão explícito como o AT ao afirmar a unidade de Deus.
A divindade do Filho e do Espírito Santo não contradiz em nada este facto.
Paulo opõe só Deus e Pai e o Único Senhor Jesus Cristo à multiplicidade das divindades e dos ídolos do paganismo.
Assim, no seio da essência divina única podem-se distinguir três Pessoas que recebem igualmente o nome de Deus, que no seio da Divindade mantêm umas relações a nível interpessoal.
O Filho é chamado Deus pelo apóstolo S. João, pelo Apóstolo S. Pedro, pelo Apóstolo Paulo, pelo autor da epístola aos Hebreus.
O texto mais contundente é aquele em que o próprio Jesus aceita que se Lhe chame assim (Jo. 20,28).
Quanto ao Espírito Santo, com base em Act 5,3-4 diz que mentir-Lhe a Ele é o mesmo que mentir a Deus.
Isso é devido a que se trata de Deus.
A Sua Personalidade fica também evidenciada porque tem vontade (Act 2,4); comunica-se (Act 9,8); conduz os seus (Gál 5,18); justifica (1Co 6,11); ensina (1Co 2,13); e dá testemunho (Rom 8,16).
As três Pessoas da Trindade são mencionadas juntas na fórmula baptismal (Mt. 28,19) e na bênção apostólica (2 Cor 13,13); também em 1 Cor 12,4 e em Ef 4,4-6, de maneira que fica implicada a sua distinção. Esta distinção fica mais possivelmente destacada ainda mais claramente, nas passagens em que as três Pessoas aparecem com funções distintas: Por exemplo, no baptismo de Jesus, o Pai dá testemunho do Filho, sobre quem desce o Espírito Santo (Mt 3,16- 17); na sua morte, o Filho oferece-se ao Pai pelo Espírito; no Pentecostes, o Pai envia o Espírito Santo em nome do Filho e o Filho envia -O de parte do Pai (Jo 14,26; 15:26).
Na nossa experiência da salvação, a distinção entre as Pessoas torna-se mais clara.
Somos salvos segundo a presciência de Deus Pai.
Foi o Filho quem se ofereceu em sacrifício para a redenção.
É o Espírito Santo quem aplica as bênçãos (1 Ped 1,2).
Mas esta distinção não está limitada à administração da salvação, mas no que existe desde toda a eternidade no seio da essência divina.
Textos que destacam a unidade entre as três Pessoas: a 1ª Epístola aos Tessalonicenses (livro mais antigo do NT), apresenta o Pai e o Filho de tal maneira unidos, que o verbo que denota a acção deles está no singular, o que é contrário a todas as leis da gramática grega como o é na gramática da língua portuguesa. «Que o próprio Deus, nosso Pai e nosso Senhor Jesus Cristo, dirija o nosso caminho» (1Ts. 3 11).
Jesus disse de uma maneira explícita: «Eu e o Pai somos um só» (Jo 10,30).
Por sua vez, o Espírito Santo está tão estreitamente unido ao Pai e ao Filho que pela Sua vinda ao coração do crente também o Pai e o Filho vêm morar nele (Jo 14,17- 23).
Isto é teologia- Estudo e conhecimento de Deus. Talvez um texto pesado, mas é
bom para a nossa formação.
Aproveitem e saboreiem este unidade que há em Deus e vivamos unidos uns aos outros...
O vosso amigo - Padre Albano Nogueira


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