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sábado, 12 de fevereiro de 2011

O DEUS DOS “MÍNIMOS” OU DOS “MÁXIMOS”?


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A fé em Deus é uma questão de amor, de esperança, de confiança.
Não há provas absolutas para provar a existência de Deus.
Há muitas razões, muitos sinais, muitos caminhos para se chegar à fé em Deus.
Mas há sempre a possibilidade da dúvida e da negação de Deus...
Quem acredita em Deus, ama a Deus, espera em Deus, confia em Deus.
Assim, a temperatura da fé mede-se pela temperatura do amor.
Ou seja quem tem uma fé grande, forte, firme, tem um amor grande e lembra-se muito de Deus que se torna um grande amor.
Quando a fé é pequena, o amor é pequeno e a pessoa vive uma fé em Deus dos mínimos.
Faz o menos que pode, limita-se ao mínimo.
É como quando duas pessoas se amam pouco: poucas vezes se falam, poucas vezes se comunicam, poucas vezes se encontram.
Quem ama muito, encontra-se muito, fala muito, comunica muito.
É a fé em Deus dos máximos.
Infelizmente, muitos cristãos católicos vivem a fé em Deus ao nível mínimo: ir à missa ao Domingo (o mínimo possível); confessar-se o mínimo, comungar o mínimo, rezar o mínimo, a não ser que venha uma doença, uma contrariedade, uma desgraça, uma morte…
Então aí a fé aumenta… Por interesse...
Quando se ama muito a Deus, faz-se muito mais que o mínimo.
Faz-se o máximo de oração, de sacramentos, de vida cristã.
Pensa-se muito em Deus, Ele anda constantemente no nosso pensamento como um amado pensa na sua amada.
Se Deus se torna o nosso amor, pensamos muito n’Ele.
O mínimo ou o máximo também se revela na vida de cada dia: cumprindo o mínimo da lei de Deus ou o máximo, sendo perfeito o mais possível, santo o mais possível, bom o mais possível.
Deus, ou se ama com entusiasmo, com intensidade, com amor e paixão e, desta forma ilumina e dá sentido à vida, ou então é um amor menor, insignificante que depressa se esquece e que não dá gosto nenhum na vida.
Amar o Deus dos mínimos não enche o coração humano, não dá aquela paz profunda e aquela felicidade pela qual suspira o coração e a alma humana.
O nosso Deus é o Deus dos máximos: máxima beleza, máxima bondade, máxima doçura, máximo perdão, máxima paciência, máximo amor, máxima misericórdia. Máxima verdade.
Máxima virtude, máxima santidade. Máxima felicidade.
O Homem é chamado a imitar este Deus dos máximos e a “ser o mais possível” em bondade, amor, doçura, perdão, beleza, paciência, virtude, paz, felicidade…
A ti meu irmão que me lês, aceita o meu desafio: procura perceber que a fé em Deus não pode ser vivida por medo, por interesse, por rotina, por tradição, por obrigação.
A fé em Deus tem de ser vivida como uma necessidade que vem de dentro de nós mesmos e me faz abrir a alma e o coração ao Deus da Vida, da Paz e do Amor.
A fé em Deus tem de ser uma questão de amor a quem tanto me ama.
Eu sinto-me amado imensamente por Deus e amo esse Deus em palavras e obras religiosas e no dia-a-dia numa vida cristã imitando o Divino Mestre- Jesus Cristo.

Pe. Albano Nogueira

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