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terça-feira, 19 de julho de 2011

SÓ DEUS BASTA...2

Tirado do livro- "SÓ DEUS BASTA"
(Slawomir Biela, ed. Paulus)

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As realidades enganadoras
Enquanto tudo corre bem, nós vivemos iludidos pensando que tudo se deve a nós, às nossas capacidades.
Pensamos que tudo é mérito nosso.

Quando surgem os problemas: doenças, fracassos, morte de pessoas queridas, crises económicas, vem o desânimo porque tudo parece desmoronar-se.
Porém quanto maior fôr a derrocada e as coisas se desmoronarem, mais nos preparamos para mudarmos a nossa forma de ver o mundo e de começarmos a olhar tudo pelos olhos da fé.
Nestas situações Deus quer mostrar-nos que é com Ele sobretudo que devemos contar, sem desistirmos do nosso esforço naquilo que depende de nós.

O essencial é aprender a interpretar todas as coisas à luz da fé, vendo as crises da vida não como dificuldades da vida, mas como incentivos que torna mais fácil o lançarmo-nos nos braços de Cristo e nos impelem a pedir-lhe ajuda.

A partir daí, o Senhor tem campo livre para intervir, derramando as suas graças das quais brotará o bem que, sem aqueleas experiências dolorosas, nunca teria podido ocorrer.

As crises, problemas, contrariedades da vida abrem-nos ainda mais à fé e permitem perceber que tudo é dom gratuito de Deus, milagre da Sua grande misericórdia e não obtido por mérito nosso.

No nosso trabalho profissional, quanto menos contarmos connosco próprios, tanto maior é para Deus a oportunidade de intervir na nossa vida, a possibilidade de Ele fazer o que quer servindo-se nas nossas mãos.

1- Para a própria glória
Êxitos, saúde, sucessos, tudo julgamos como mérito nosso. Porém, tudo isso é dom de Deus e devíamos estar-lhe imensamente gratos e usar isso para a glória de Deus.
O erro está em que quando temos saúde, sucessos, êxitos vivemos a satisfazer a nossa vontade como se fôssemos deuses, como se a nossa vida viesse a prolongar-se indefenidamente.

Acontece que um dia acaba a boa condição física, diminui a saúde.
Só aí percebemos o quanto desperdiçámos a vida sem procurar a glória de Deus, mas a nossa glória.

2- Perder ou acumular; desprender-se ou enriquecer?

Se quisermos seguir Jesus temos de aprender a desapegar-nos das coisas e das pessoas em que nos apoiamos para nos apoiarmos em Jesus Cristo.

Não se trata de renunciar a tudo, deixar tudo e viver sem nada, pois não o conseguíamos.
Trata-se de aceitar perder continuamente.

Perder os apoios não é algo que se faz de repente, pode demorar toda a vida até à morte.
É precisa muita paciência, perseverança, longanimidade (grandeza de alma): compreensão, tolerância, capacidade de perdão, saber esperar, não desanimar mesmo que os frutos do esforço não sejam visíveis.

Saber cada dia desprender-se de alguma coisa ainda que seja de pouca importância: renunciar à TV, telemóvel, rádio, passeio, comida, bebidas, internet, computador.
Desprender-se significa não ser escravo, não ser dependente das coisas, dominarmos as coisas e não sermos dominados por elas.
NOTA: Hoje vi um adolescente a jogar voleibol segurando um telemovel numa mão. O voleibol tem de ser jogado com as duas mãos, mas se uma está ocupada a segurar no telemóvel... como se pode jogar? Isto revela a dependência (escravidão das coisas...).

É a falta de fé que nos leva a procurar apoios fora de Deus, nas diversas coisas deste mundo.
(continua)

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