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sábado, 3 de novembro de 2012

REZAR A DEUS. ACABAR AS GUERRAS

 
 
Se toda a gente rezasse a Deus, as guerras poderiam acabar?
    Claro! Se toda a gente rezasse, quem é que iria fazer a guerra?
    Com efeito, é impossível rezar verdadeiramente a Deus e guerrear o próximo ao mesmo tempo.
Jesus ensinou-nos a dizer a Deus: «Venha a nós o vosso Reino». O Reino de Deus é a paz entre todos os homens. Quando formos todos capazes de dizer sinceramente a Deus «Pai Nosso, venha a nós o vosso Reino», deixará, portanto, de haver guerras.
Mas, infelizmente, as nossas orações são, por vezes, muito interesseiras e, portanto, não são verdadeiras orações. Dizemos «venha a nós o vosso Reino» e pensamos «que se realizem os meus sonhos egoístas».
A religião cristã diz-nos que há um só Deus e Pai para todos os homens. É a isso que se chama «monoteísmo». E é impossível rezar a esse Deus para ganhar uma guerra. Isso seria pedir-Lhe que tomasse partido a favor de um povo contra outro. Infelizmente, ao longo da história, os homens quiseram usar Deus para justificar a guerra.
Na Segunda Guerra Mundial, os soldados alemães tinham escrita no cinturão a expressão Gott mit us («Deus connosco»). Esse Deus posto ao serviço das nossas batalhas não existe. É apenas um pretexto, que faz contudo muitos estragos. É uma mentira que chega a todas as religiões e, de cada vez que ela acontece, é a imagem de Deus que fica desfigurada.
Rezar é ter pensamentos de amor por Deus e por todos os homens. São João escreveu numa carta aos cristãos que «se alguém disser: “Eu amo a Deus”, mas odiar o seu irmão é mentiroso» (João 4, 20).

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